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Raiva no relacionamento amoroso

Raiva no relacionamento amoroso: como usá-la de forma produtiva?

Raiva no relacionamento amoroso

O ódio pode causar muitos males ao casal,  a raiva surge quando menos se espera e como usá-la de forma produtiva para melhorar seu relacionamento amoroso?  Você pode aprender a lidar com sentimento de raiva, ira, ódio e descontrole emocional.

Todos sabemos o que é a raiva , e todos sentimos isso: seja como um incômodo fugaz ou como uma fúria total.

 

Muitas vezes o desgaste do relacionamento afetivo, incompatibilidade de gênios, mudanças repentinas na vida, nascimento de filhos, envolvimento de familiares, ou até mesmo um estado de depressão pode trazer a tona sensações destrutivas direcionadas a quem mais amamos.

Raiva no relacionamento amoroso

A raiva é um sentimento normal , como qualquer outro. Mesmo que cotidianamente seja atribuída a questões negativas e as pessoas façam de tudo para não sentir, é inevitável que isso aconteça e, se encarada com naturalidade, pode ser um sentimento de grande importância e ensinar muito sobre nós mesmos.
Se fosse fazer uma comparação entre emoções, a raiva estaria bem próxima da paixão em termos de energia. É como um vulcão em ebulição, que borbulha em emoção e urgência e nos motiva a fazer coisas que, em outras situações, nunca seríamos capazes de fazer.
Por isso que, a depender de como é compreendida e utilizada, a raiva pode tanto produzir quanto causar muita destruição, especialmente no que concerne ao amor.

 

O que a raiva no relacionamento pode fazer com o amor?

 

A raiva aponta que algo está muito, mas muito errado por ali e, além disso, que você precisa tomar uma atitude com urgência! A raiva é enérgica; ela grita, repete e insiste. Se a pessoa não toma uma atitude, expressa a sua “raiva” de alguma maneira e resolve a situação, ela continuará por ali “martelando” na cabeça.
Nessa pequena ilustração, podemos de cara identificar dois problemas clássicos que a raiva pode provocar nos relacionamentos amorosos. O primeiro é o da expressão. A urgência da raiva muitas vezes é refletida em impulsividade e intolerância, então agimos “sem pensar nas consequências” e acabamos falando e fazendo o que não gostaríamos.

 

Arrependimento após descontrole emocional

 

Quantas pessoas depois se arrependem de terem cometido algum grande erro em momento de raiva, que feriu o(a) seu(sua) amado(a)? E, para piorar, na próxima vez em que ficam com raiva, acabam cometendo o mesmo erro novamente?
O segundo grande problema é o do rancor. Quando guardamos a raiva, a “engolimos”, transformamo-la em rancor, em mágoa, que mina o nosso humor, a nossa concentração, autoestima, enfim, toda a nossa saúde mental e, além disso, mina também o nosso sentimento pelo outro.

Aquele amor vai, aos poucos, se desgastando e, sem percebermos, deixamos de olhar para as qualidades do outro e só percebemos os seus defeitos, que reforçam cada vez mais aquele rancor. Pequenas falhas se tornam grandes. Pequenas discussões se tornam grandes brigas. E o relacionamento acaba.

 

Como usar a raiva no relacionamento amoroso de forma produtiva?

 

Como disse no início, a raiva porém, pode ser um sentimento produtivo, que diz muito sobre a situação e sobre nós mesmos. Se você sofre com a raiva em seu relacionamento amoroso, primeiramente, identifique qual é a sua grande dificuldade de lidar com o sentimento.
Seria uma dificuldade de expressão? Seria o rancor? Seria uma dificuldade em perdoar? Seria um problema maior, mais íntimo, que desperta uma raiva desproporcional?
Se você tem dificuldades em se expressar e “explode” facilmente, tente conhecer como o seu corpo funciona. Revisite cada um dos momentos de sua memória, perceba como o seu corpo reage, coração, músculos, o que você pensa, que sentimentos vem junto, respiração… cada uma dessas partes que vai perdendo o controle e exercite o autocontrole, aos poucos.

Aumente o seu repertório de expressão, tente acusar menos e expressar mais como você está se sentindo. Da mesma forma, não reprima a raiva, mas crie momentos para falar sobre questões não resolvidas de forma a encontrar soluções com o seu amor, juntos, sem acusações ou culpabilizações.

 

A Natureza da Raiva

Raiva no relacionamento amoroso

A raiva é “um estado emocional que varia de intensidade de leve irritação a intensa fúria e raiva”, de acordo com Charles Spielberger, PhD, psicólogo especializado no estudo da raiva. Como outras emoções, é acompanhada por mudanças fisiológicas e biológicas; Quando você fica com raiva, sua freqüência cardíaca e pressão arterial aumentam, assim como os níveis de seus hormônios energéticos, adrenalina e noradrenalina.

A raiva pode ser causada por eventos externos e internos. Você pode estar com raiva de uma pessoa específica (como um colega de trabalho ou supervisor) ou evento (um engarrafamento, um vôo cancelado), ou sua raiva pode ser causada por preocupação ou reflexão sobre seus problemas pessoais. Memórias de eventos traumáticos ou enfurecentes também podem desencadear sentimentos de raiva.

 

Expressando raiva

 

A maneira instintiva e natural de expressar raiva é responder de forma agressiva. A raiva é uma resposta natural e adaptativa às ameaças; Ele inspira sentimentos e comportamentos poderosos, muitas vezes agressivos, que nos permitem lutar e nos defender quando somos atacados. Uma certa quantidade de raiva, portanto, é necessária para nossa sobrevivência.

Por outro lado, não podemos afastar fisicamente a cada pessoa ou objeto que nos irrita ou nos irrita; leis, normas sociais e limites do lugar de senso comum quanto a nossa raiva pode nos levar.

As pessoas usam uma variedade de processos conscientes e inconscientes para lidar com seus sentimentos de raiva . As três abordagens principais são expressar, suprimir e acalmar. Expressar seus sentimentos irritados de uma maneira assertiva-não agressiva é a maneira mais saudável de expressar raiva. Para fazer isso, você precisa aprender a deixar claro quais são suas necessidades, e como obtê-los, sem machucar os outros. Ser assertivo não significa ser agressivo ou exigente; Significa ser respeitoso com você e com os outros.

A raiva no relacionamento amoroso pode ser suprimida e depois convertida ou redirecionada. Isso acontece quando você mantém sua raiva, pare de pensar nisso e se concentre em algo positivo. O objetivo é inibir ou suprimir sua raiva e convertê-la em comportamento mais construtivo. O perigo neste tipo de resposta é que, se não for permitido a expressão externa, sua raiva pode se virar para si mesmo. A raiva virada para dentro pode causar hipertensão, pressão alta ou depressão.

A raiva injustificada pode criar outros problemas. Isso pode levar a expressões patológicas de raiva, como o comportamento passivo-agressivo (voltando às pessoas indiretamente, sem dizer-lhes o porquê, ao invés de enfrentá-las de frente) ou uma personalidade que parece perpetuamente cínica e hostil. As pessoas que estão constantemente colocando os outros, criticando tudo e fazendo comentários cínicos não aprenderam a expressar de forma construtiva sua raiva. Não surpreendentemente, eles não são susceptíveis de ter muitos relacionamentos bem sucedidos.

Finalmente, você pode se acalmar por dentro . Isso significa não apenas controlar o seu comportamento externo, mas também controlar suas respostas internas, tomar medidas para diminuir a freqüência cardíaca, acalmar-se e deixar que os sentimentos diminuam.

Como observa o Dr. Spielberger, “quando nenhuma dessas três técnicas funciona, é quando alguém – ou algo assim – vai se machucar”.

Poderá aprender a controlar a raiva em um relacionamento amoroso e se permiti viver as experiências de forma mais equilibrada, com decisões assertivas e coerentes com o que você realmente sente.
E, se for possível, faça uma psicoterapia e busca conhecer mais a fundo seus limites, os sentidos de sua raiva e como resolver cada uma dessas questões da melhor maneira.

Raiva no relacionamento amoroso

 

 

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