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Relacionamento amoroso

A Dificuldade com Relacionamento Amoroso

Algumas dicas para melhorar o seu relacionamento amoroso

A dificuldade com relacionamento amoroso poderá ser superável a partir do momento em que ambos reconhecem a problemática do casamento ou namoro.

Saibam que certas atitudes e situações podem acabar com o relacionamento do casal. Vejam abaixo quais são estas dificuldades para que vocês possam evitá-las em seu dia-a-dia:

 

1 – Não compartilhar as tarefas domésticas

Esta é uma das queixas mais comuns entre as mulheres. Quando um dos membros do casal sente que trabalha mais em casa do que o outro, está construído o ambiente para um conflito. Quando estamos cegos de amor, até nos parece engraçado uma roupa suja jogada no chão e as louças acumuladas na pia. Mas quando se convive de verdade essas tarefas domésticas podem se converter em um inferno.

Solução:

Ainda que pareça incômodo, este é um tema que deve ser esclarecido desde o começo da relação. Há que ser feito um acordo para dividir as tarefas. Mas é importante levar em conta a carga horária e as responsabilidades de cada um fora de casa. Não caia no erro de fazer tudo sozinha porque não suporta a sujeira. E jamais coloque a limpeza do lar acima do sexo e do descanso.

 

2 – Cair na rotina

A rotina se instalou em sua vida? Não suporta estar sempre com sua família ou metida em casa? Antes de buscar soluções, você deve se perguntar se segue apaixonada por ele ou se isso se trata apenas de excesso de confiança e acomodação.

Solução:

Combater a rotina necessita de um esforço permanente por parte de ambos. A saída de emergência é não fazerem tudo juntos. Gaste mais tempo com seus amigos, façam coisas separadamente, busquem ocupações que façam com que vocês saíam de casa.

 

3 – Família e ambientes diferentes

Algumas vezes são as circunstâncias externas que fazem uma relação enfraquecer. As diferenças socioculturais ou inclusive a forma como foram criados podem influenciar. Você o quer, mas sente que ele deveria ser mais culto? Não se sente bem junto com a família dele, ou o contrário?

Solução:

Estas são questões muito delicadas que precisam ser resolvidas com comunicação e tato. A primeira coisa a fazer é nunca aparentar ser o que não é. Não tente mudar os hábitos de seu companheiro para que ele seja como você quer. Respeite a família dele. Tente ser flexível e muito tolerante para que o outro não se veja forçado a fazer coisas que não se sente confortável.

 

4 – Muitas contas a pagar

O aluguel, as faturas dos cartões de crédito, a escola das crianças, o plano de saúde… Algumas vezes, ter uma vida em comum acarreta em uma alta carga econômica. E se algum dos dois não está bem no trabalho, a preocupação financeira se transpõe para a relação. É difícil manter o bom humor quando não se sabe se o dinheiro dará para o mês todo.

Solução:

O primeiro passo é tentar reduzir os gastos. Aquele que estiver melhor estruturado financeiramente deve apoiar o outro e não se tornar em um elemento de pressão.

 

5 – Viver pensando no trabalho

Algumas vezes o trabalho toma tanto tempo que vida pessoal acaba ficando em segundo plano. Todos nós temos obrigações e responsabilidades e é importante termos ambições profissionais. Mas há que se por limites para que o trabalho não ocupe a maior parte de seu tempo e pensamento.

Solução:

O melhor a fazer é conversar e tentar resolver a situação com argumentos reais. Se um de vocês tem muitas responsabilidades e uma alta carga horária no trabalho, é preciso fazer um pacto para tentar aproveitar ao máximo o tempo que passam juntos. Não esqueça: a qualidade é mais importante que a quantidade.

 

6 – Ciúmes

Conviver com uma pessoa ciumenta pode se tornar um inferno. O mais triste é que homens ciumentos costumam ser machistas e possessivos de uma forma insuportável.

Solução:

A pessoa ciumenta tem que ter claro que não há motivos para se preocupar. Mas quem sofre com isso não pode deixar que o outro acabe com sua liberdade ou que acabe renunciando a amizades. A confiança da pessoa tem que ser trabalhada, inclusive com um acompanhamento psicológico.

 

7 – Um de vocês não quer ter filhos

A maternidade ou a paternidade pode provocar vários tremores na relação. E não são somente os homens que retardam o momento de serem pais. Com suas novas posições na sociedade, a mulher, às vezes, coloca sua carreira acima do desejo de ser mãe.

Solução:

Um dos dois pode não estar apaixonado o suficiente para querer ter um filho ou talvez o assuste a responsabilidade que um filho pode trazer. O melhor a fazer é conversar para descobrir o real motivo.

 

8 – Egoísmo

Muitas pessoas que são maravilhosas com seus amigos e família são extremamente egoístas com seu parceiro. A causa pode estar no fato de não estarem acostumados a compartilhar suas coisas, seu tempo, seu espaço ou sua vida com outras pessoas. Isso pode ser conseqüência do medo de perder a independência.

Solução:

Quem é egoísta deve saber disso para poder mudar. O melhor a fazer é tratar essa pessoa com o mesmo veneno, ou seja, sendo egoísta também. Mas, sobretudo, é preciso ter paciência com o outro.

 

9 – Ter um trabalho melhor que o dele

Você jamais pensaria que ele é um desses homens que se sentem diminuídos porque a mulher ganha mais do que ele. No entanto, tem percebido que nos últimos dias ele se sente mal-humorado e que seu desejo sexual diminuiu.

Solução:

Fale claramente com ele sobre o que pensa. Tente racionalizar a situação. Não permita que ele lhe tire seus méritos. Se ele não mudar de idéia e continuar com essas atitudes machistas, pense melhor se vale a pena continuar o relacionamento.

 

10 – Falta de comunicação

De todos, talvez este seja o problema mais grave, pois implica na “não solução” de todos os anteriores. Conversar sobre como foi o seu dia, sobre as expectativas da vida, enfim, levantar discussões que construam uma relação adulta e saudável.

Solução:

Falar, falar e falar. É preferível comentar sobre qualquer coisa e situação que nos perturbe, por menor que sejam, antes que elas se convertam em uma bomba. A comunicação do casal deve se basear no respeito e na tolerância.

Mais do que se amar no singular, amem-se muito e completamente a dois.

 


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Como melhorar o relacionamento amoroso

Melhorar o relacionamento amoroso

Como melhorar o relacionamento amoroso? Como identificar os problemas que são prejudiciais ao seu casamento, isto já é um bom começo para iniciar mudanças significativas. Entender, refletir e aceitar alguns comportamentos podem facilitar a vida a dois.

No casamento ou namoro sempre haverão diferenças de pensamentos e sentimentos, como você poderá avaliar melhor e ajudar sua relação amorosa a progredir e evoluir?

Que tipo de problemas e divisão de tarefas podem trazer para o casamento no primeiro ano e como entrar num acordo com o parceiro? Veja as 6 informações valiosas para ajudar nas mudanças e como melhorar o relacionamento amoroso.

1- Problemas e divisão de tarefas: Conflitos entre o casal

Quando não há um acordo claro para a divisão de tarefas

_ Mágoa e sensação de estar cuidando sozinho (a) da relação. Sensação de pouco caso.

_ Ocorre uma desmotivação com relação à postura do parceiro ou parceira.

_ Possíveis irritações e necessidade de descarregar a raiva no outro ou em si mesmo (a).

_Tentativas de afrontar o outro com cobranças.

_Falta de comprometimento na relação.

_ Dúvidas sobre o quê o parceiro (a) sente de fato, medo e inseguranças.

_ Diminuição do interesse sexual, já que um dos parceiros se sente sobrecarregado com tantas atividades.

Estes são sinais para você ficar atento(a) as mudanças que deverá fazer para tentar melhorar o relacionamento amoroso com o seu parceiro ou parceira.

2- Como entrar num acordo com o parceiro?

– Para que haja um acordo entre o casal, o diálogo deve ser colocado em prática com intuito de fazer um combinado e estabelecer uma organização de atividades. Estas atividades poderão ser reavaliadas conforme a disponibilidade de cada um.

Descobrirem juntos as necessidades prioritárias dos dois como casal.

Cada um tem seu tempo, o ideal é controlar as expectativas com relação ao outro.

Controlar o seu nível de exigência, respeitando seu modo de execução.

Ajudar nas tarefas é um papel colaborativo que favorece o entrosamento e fortalece o vínculo do casal.

3- Qual a melhor maneira de estabelecer a frequência das visitas aos familiares dos dois lados para não causar ciúmes e brigas entre o casal?

A frequência das vistas familiares será estabelecida conforme a necessidade de cada um, levando-se em conta o respeito e cumplicidade de ambos. O Relacionamento amoroso durante o casamento faz parte das relações sociais do casal e o envolvimento da família é natural, mas existem limites para a convivência a fim de preservarem a intimidade. Nem sempre é possível administrar e lidar como isto, devida as necessidades de cada um em apoiar e suprir dificuldades dos familiares em algumas situações de vida.

4- Quando a frequência de relação sexual pode se tornar um problema para o casamento? Como entrar num acordo para agradar os dois lados?

A frequência das relações sexuais não deve seguir um padrão, porque se assim o for o casal assumirá uma obrigação um com o outro neste aspecto. O ideal é se sentirem livres, ambos poderão falar sobre suas necessidades e a forma como agirão com o outro no caso de uma negativa, isto ajudará a lidarem com o sentimento de rejeição. Quando houver um conflito e a frequência começar incomodar um ou outro o ideal é conversarem a respeito de seus próprios sentimentos.

5- Após o casamento, os casais – principalmente aqueles que moravam sozinhos – podem estranhar a falta de privacidade. Como se acostumar a essa nova situação e não deixar que ela atrapalhe a relação?

No primeiro ano de casamento ocorrem algumas mudanças no convívio, afinal é um momento onde acontece um processo de adaptação entre de duas pessoas que administram suas vidas de modo particular. A privacidade é algo relativo quando se trata de um relacionamento conjugal, porque cada pessoa funciona de um jeito e durante o tempo que passam juntos a intimidade se estabelece fortemente, na maioria das vezes.

Cabe a cada casal encontrar um meio termo que favoreça a compreensão do limite dado ao outro.

O respeito à privacidade do outro é um conceito que envolve segurança pessoal, autoestima e autoconfiança.

6- Depois do casamento, é comum descobrir que o parceiro não é exatamente como se esperava no dia a dia. Como a autoestima influencia ao lidar com as expectativas não são atingidas? 

A idealização do outro no relacionamento afetivo e é muito comum acontecer, às pessoas percebem algumas diferenças e  as mudanças como o tempo, isto é, notam que os comportamentos não correspondem a realidade e ao que o parceiro apresenta de fato.

A autoestima tem grande influência nos relacionamentos, ela é quem gerencia todas as decisões, sentimentos e motivações durante o período de envolvimento com o outro. Quanto maior o nível de exigência relacionada à sua própria autoestima, maior a decepção com relação à escolha de um parceiro amoroso.

Porque a autoestima influencia no relacionamento amoroso?

Uma pessoa com baixa autoestima poderá ter uma tendência maior a criar mais expectativas com relação às pessoas e fantasiar de acordo com suas carências emocionais. Nem sempre o(a) parceiro(a) amoroso corresponde a imagem idealizada e consequentemente durante o casamento a decepção se torna possível.

A melhor forma de lidar com tudo isto é através do diálogo franco e aberto, desta forma facilitará o entendimento daquilo que o outro realmente demonstra. Para que isto aconteça de forma mais natural e menos conflituosa, o casal deve estar em um processo de amadurecimento e reconhecimento de si mesmos e capazes de superarem dificuldades na vida.

Melhorar o relacionamento amoroso irá depender da sua vontade de investir neste convívio e também de sua capacidade de vencer e se superar diante de algumas frustrações.

Se ainda sim houverem dificuldades, procure um psicólogo,  a ajuda de um terapeuta para casais poderá ser de grande valia, um espaço apropriado para vocês exporem as problemáticas do relacionamento a dois e um profissional preparado para orientá-los.

Como melhorar o relacionamento amoroso

Daniela Carneiro

 

Depressão e Relacionamento pessoal

Depressão: como afeta o relacionamento

A Depressão geralmente é uma doença devastadora, apesar de muita gente ainda não acreditar que ela exista. Não vamos falar aqui do quadro clínico e dos sintomas da Depressão, mas sim de um aspecto da Depressão que muitas pessoas não sabem e não se dão conta; trata-se do grau em que os transtornos depressivos afetam os relacionamentos. Segundo Xavier Amador, um casamento em que um dos parceiros está com depressão, tem nove vezes mais propensão de acabar, do que um onde não exista a depressão. Adriana Tucci mostra também dados internacionais onde os Transtornos Afetivos, além de terem uma prevalência de, aproximadamente, 11,3% da população, são uma das doenças que mais geram perdas sociais e nos relacionamentos familiares (veja mais em Depressões – Sintomas, na seção Depressão).

Assim sendo, antes de se tomar decisões precipitadas nas desarmonias de relacionamento recomenda-se que, primeiro, seja verificada a possibilidade de uma das pessoas do relacionamento (quando não as duas) ser portadora de Depressão, em qualquer de suas formas (Distimia, Transtorno Afetivo Bipolar, Depressão Recorrente).

A Depressão, seja leve, moderada ou grave, será sempre incapacitante em algum grau, principalmente se considerarmos a duração dos sintomas. Ao longo do tempo os sintomas depressivos podem provocar desdobramentos complicados e desgastantes para a família e para a pessoa.

Segundo trabalhos recentes as relações íntimas entre pessoas com depressão são mais tensas, estressantes e cheias de conflitos do que entre pessoas não depressivas. Xavier diz que a depressão e os problemas de relacionamento e sexuais causados por ela seja a razão mais comum dos casais que procuram uma terapia. Metade das mulheres depressivas reclama de sérios problemas dentro do casamento e, provavelmente, um número parecido dos homens pode também reclamar da qualidade do relacionamento com mulheres depressivas.

Quando aparece um quadro depressivo na família, geralmente esta se desestrutura bastante. A tendência inicial é querer ajudar o indivíduo a reagir; ora acreditando que essa reação depende da vontade da pessoa deprimida, ora propondo medidas bem intencionadas e completamente ineficazes. Com frequência dentro das famílias ou mesmo entre um casal existe uma série de crenças populares, que depreciam a pessoa com depressão, tais como a falta de vontade, uma fraqueza psíquica ou coisas assim.

Como ninguém consegue produzir melhoras, aflora um sentimento de frustração e impotência muito desgastante, principalmente quando se junta à mistura das tais crenças populares. Além disso, deve-se considerar o impacto social e econômico que a doença pode representar para toda a família.
É assim que os parentes de pessoas deprimidas, bem como os(as) companheiros(as) também sofrem de preocupação excessiva, raiva, exaustão e até mesmo raiva com a persistência daquele estado de humor problemático.

 

Comprometendo o Relacionamento

Apesar de serem poucos os trabalhos sobre indicativos, variáveis clínicas e sociais que levam os portadores de Transtornos Afetivos a apresentar maus ajustamentos sociais, a constatação de que isso acontece parece ser unânime. As principais esferas atingidas pelos Transtornos Afetivos estão nas áreas de trabalho e relacionamento interpessoal, com 1/3 dos pacientes apresentando desempenho ruim tanto no trabalho quanto no ajuste em outras áreas (Tsuang,1980).

Adriana Tucci (2001), verificou predomínio da Depressão em mulheres, e o relacionamento familiar teve papel significativo no resultado de ajustamento social. Entre portadores de Transtornos Afetivos, os pacientes unipolares e os distímicos tiveram melhores resultados no ajustamento social e no relacionamento familiar do que aqueles com Transtorno Afetivo Bipolar ou com a chamada Depressão Dupla, que é quando um episódio depressivo acomete quem já tem Distimia. Tucci cita ainda pesquisa de Leader Klein, que avaliaram o relacionamento familiar de pacientes com Depressão Unipolar, Distimia e Depressão Dupla. Descreveram que pacientes com depressão dupla foram os que apresentaram, significativamente, piores resultados em relação aos outros dois grupos, e os pacientes distímicos apresentaram relacionamento familiar mais prejudicado do que os unipolares; porém, essa diferença não assumiu significância estatística. Esses dados são semelhantes aos apresentados pelos pacientes do presente estudo.

De fato, é de se supor que as maiores dificuldades de convivência familiar, social ou conjugal sejam com pacientes distímicos, já que a Distimia está identificada com aquela característica de personalidade conhecida como mau-humor. A convivência com pessoas mau-humoradas é, inegavelmente, muito difícil.

 

Comprometendo a Sexualidade

Um dos fatores importantes no comprometimento do relacionamento íntimo é a alteração na libido, ou do desejo sexual que acompanha a Depressão. Quem está deprimido normalmente perde a capacidade de sentir prazer com tudo, inclusive com o sexo. Assim, com freqüência a vontade de iniciar a relação sexual está muito prejudicada, ou tão comprometido que não se consegue chegar ao orgasmo. Essa disfunção sexual é gradativa, e acontece conforme a depressão vai-se agravando (veja Depressão e Disfunção Sexual).

Geralmente o tratamento da depressão tratará também a disfunção sexual de maneira indireta. Apesar de muitos antidepressivos terem como efeito colateral a diminuição do desejo sexual, mesmo assim a sexualidade vai voltando ao normal conforme vai melhorando a depressão. Quando os antidepressivos forem diminuídos ou suspensos a sexualidade voltará ao que era antes da Depressão.

A falta de desejo sexual pode comprometer uma relação na medida em que o(a) parceiro(a) sente-se deixado de lado, ou pior, suspeita de não estar mais sendo amado ou que pode estar sendo traído. Quando sozinha (ou solteira) a baixa da libido pode impedir a pessoa com depressão de começar qualquer relacionamento novo, principalmente porque, além da Disfunção Sexual, estará presente também uma baixa auto-estima.

Adriana Tucci verificou ainda que, de um modo geral, o papel sexual, tanto para pessoas casadas quanto para as não-casadas, foi o item que encontrou piores resultados adaptativos, com alta proporção de sujeitos com ajustamento ruim. Interesse em arrumar trabalho também teve alta proporção de pacientes com desempenho ruim, assim como foram ruins os interesses em adquirir informações, seguido pelo isolamento social.

 

Quando o Transtorno é Bipolar

Gitlin et al (1995), em estudo prospectivo de 82 pacientes com Transtorno Afetivo Bipolar (veja TAB), verificaram que a adaptação social era boa apenas para 39% dos pacientes e com perdas razoáveis ou intensas para 62% deles. No trabalho de Kocsis et al (1997), há mais de 10 anos, os pacientes distímicos apresentaram prejuízos nos papéis sociais analisados, tais como, no trabalho, vida em família, tempo para atividades sociais e lazer.

A convivência é difícil no TAB porque esses pacientes costumam ter Episódios de Euforia e Episódios de Depressão, sendo que, na euforia, eles costumam colocar em risco a harmonia doméstica, o relacionamento íntimo, o patrimônio material e a segurança daqueles que com quem convive. Nos Episódios Depressivos, a apatia, desinteresse, perda do prazer, tendência ao isolamento, entre outros, complicam sobremaneira a convivência.
Um fator importante na melhoria da qualidade no relacionamento com pessoas bipolares é a excelente perspectiva de sucesso do tratamento, tanto nas fases agudas quanto na profilaxia dos episódios. O lítio, por exemplo, assim como outros estabilizadores do humor, diminuem expressivamente as possibilidades de recaída dos episódios de euforia nos Transtornos Afetivos Bipolares, os antidepressivos melhoram as relações interpessoais e o funcionamento global dos pacientes (Winokur,1993), prevenindo muita vezes os episódios de depressão.

O episódio de euforia se traduz por um estado de completa, artificial e patológica satisfação e felicidade. Verificam-se elevação do estado de ânimo, aceleração do curso do pensamento, loquacidade, vivacidade da mímica facial, aumento da gesticulação, riso fácil e logorréia. É muito difícil conviver harmonicamente com uma pessoa eufórica.

O tema “Abuso no Relacionamento Íntimo” é tratado em outra página desse site (seção Feminino) e pode estar presente na convivência com pessoas bipolares, especialmente durante episódios de euforia.

 

Quando o Transtorno é Depressivo Recorrente

Trata-se de um transtorno caracterizado pela ocorrência repetida de episódios depressivos, leves, moderados ou graves. O primeiro episódio pode ocorrer em qualquer idade, da infância à senilidade, sendo que o início pode ser agudo ou insidioso e a duração variável de algumas semanas a alguns meses. O marcante desses episódios é a apatia durante a crise depressiva, diminuição da energia física e mental, cansaço e fadiga crônicos, muitas vezes responsáveis por inúmeros exames de sangue a que se submetem os pacientes. O deprimido pode relatar fadiga persistente sem esforço físico compatível e as tarefas mais leves parecem exigir mais esforço que o habitual.

Também pode haver diminuição na eficiência para realizar tarefas. A pessoa deprimida pode queixar-se, por exemplo, de que as coisas levam o dobro do tempo habitual para serem feitas. Na depressão também é muito freqüente um certo prejuízo na capacidade de pensar, de concentrar-se ou de tomar decisões. Os depressivos podem se queixar de enfraquecimento de memória ou mostrar-se facilmente distraídas.

A produtividade ocupacional costuma estar prejudicada, notadamente nas pessoas com atividades acadêmicas ou profissionais intelectualmente exigentes. Frequentemente existem pensamentos sobre morte durante o Episódio Depressivo. Trata-se, não apenas da ideação suicida típica, mas também da preferência em estar morto ainda que não propositadamente. O que torna a convivência e o relacionamento muito problemático com a pessoa que atravessa um episódio depressivo é a baixa auto-estima. Por conta disso o ciúme e a sensação de estar sendo menos gostado, de estar atrapalhando, sendo um ‘peso morto’, têm papel importante.

 

Quando o problema é a Distimia

A característica essencial do Transtorno Distímico é um humor cronicamente deprimido que ocorre na maior parte do dia, na maioria dos dias, na maior parte dos meses. As pessoas com Transtorno Distímico descrevem seu humor como triste ou “na fossa”, mas na realidade elas são mau-humoradas. Pode haver baixa energia ou fadiga, baixa auto-estima, fraca concentração ou dificuldade em tomar decisões e sentimentos de desesperança. Os indivíduos podem notar a presença proeminente de baixo interesse e de autocrítica, freqüentemente vendo a si mesmos como desinteressantes ou incapazes. Como estes sintomas tornaram-se uma parte tão presente na experiência cotidiana do indivíduo (por ex., “Sempre fui deste jeito”, “É assim que sou”), eles em geral não são relatados, a menos que diretamente investigados pelo entrevistador.

Para os distímicos os fatos da vida são percebidos com muita amargura e são mais difíceis de suportar, de forma que as vivências desagradáveis são ruminadas por muito tempo e revividas com intensidade, sofrimento e emoção. Já as vivências mais agradáveis passam quase desapercebidas, são fugazes e esquecidas com rapidez.

Conviver ou relacionar-se com pessoas assim mau-humoradas, implicantes, exigentes e negativas, digamos, dispensa comentários. Muitas pessoas distímicas não procuram ajuda por vergonha, por medo de serem vistos como “loucos” ou pessoas psiquicamente problemáticas, mas se soubesse da melhoria nas condições de vida com o tratamento com antidepressivos essas barreiras seriam facilmente superadas.

Ballone GJ – Depressão e Relacionamento Pessoal – in. PsiqWeb

Como se Relacionar

Como se Relacionar com Pessoas Difíceis

O que determina se o relacionamento será bom ou ruim, não é o tratamento que você recebe, mas a forma como você reage a eles.

Há vários tipos de pessoas complicadas, e é útil saber identificar seus traços em comum e apreender a lidar de maneira eficaz:

 

 


 

1. Tanque de guerra: gente desse tipo tem a tendência de intimidar os outros por sua atitude: usam a força e o poder. Seu comportamento é agressivo, às vezes até hostil e não dá margem a diálogos.
Como lidar: quando surgirem os problemas, seja objetivo, pois elas não entendem muito o que é diplomacia. Infelizmente, causam mais estragos emocionais do que outros tipos de gente complicada, pois não sofrem muito. Além disso, essas pessoas, que usam poder para intimidar, podem contar com muitos aliados.

 

2. Mundo da Lua: vive em seu universo próprio, não se entrosa. Essas pessoas não costumam reagir às técnicas normais de motivação.
Como lidar: não o coloque numa posição de liderança. Ele não será capaz de determinar o ritmo dos demais. Não considere a pessoa que vive no mundo da lua um caso perdido. Tente descobrir seu traço mais singular e procure desenvolver. Várias pessoas assim são brilhantes e criativas. Têm muito a oferecer, se surgir a oportunidade apropriada. Elas trabalham melhor quando estão sozinhas, então descubra a área de interesse e ofereça-lhes espaço para sonhar e criar.

 

3. Vulcão: é um tipo explosivo e imprevisível de pessoa que costuma ser muito arredia, provoca muita tensão e é difícil se sentir a vontade, pois nunca se sabe quando estão para explodir.
Como lidar: chegue de mansinho, na base dos rodeios, ou faça testes para saber como está o humor. Quando o vulcão está em erupção o segredo é manter a calma e puxar a pessoa de lado. Depois disso, deixe que a pessoa desabafe tudo. Não tente interromper, pois a pessoa não ouvirá o que você tem a dizer. Por fim, leve a pessoa a compreender a responsabilidade que tem sobre as coisas que diz e as pessoas que mágoa.

 

4. Melindroso: esse tipo de personalidade tende a se ofender sem mais nem menos. São cheios de autopiedade e tentam comover os outros para que se compadeçam deles. Esse jeito de agir é um mecanismo de manipulação. Se as coisas não estão funcionando como eles querem, os melindrosos podem criar um ambiente pesado e opressivo. São muito habilidosos nisso. Costumam usar o silêncio para conseguir o que querem.
Como lidar: primeiro, alerte o melindroso sobre o fato de que melancolia é uma questão de escolha. Isso é fundamental. Muitas pessoas usam a melancolia para manipular os outros e assumir o controle. Raramente são melancólicas quando estão sozinhas. Segundo: não dedique atenção demais, principalmente se tiver outras pessoas presentes, pois farão de tudo para chamar a atenção. Às vezes é útil mostrar aos melindrosos, pessoas que enfrentam problemas de verdade. Talvez isso ajude a ver a si mesmos de uma maneira diferente e, com isso, assumam uma atitude positiva.

 

5. Estraga-prazeres: são negativos o tempo todo. Acham tudo impossível e sempre acham um problema em toda solução. Adoram contar e reprisar as ofensas que sofreram nas mãos dos outros. Elas afagam as próprias feridas e não fazem questão de se curar. O fato de haver coisas negativas na vida já é ruim, mas colecionar desgraça e andar por aí lamuriando-se para que todos vejam, é doentio.
Como lidar: com amor, mas com firmeza, demonstre confiança nessa pessoa, mas explique que aquela atitude complica tudo. Ela precisa escolher entre ser mais positiva ou não. Se optar pela mudança de comportamento, será mais alegre. Se resolver ficar como está, a melhor coisa a fazer é afastar-se dela.

 

6. Aproveitador: é a pessoa que manipula as outras, evita responsabilidade. Costuma usar a culpa para conseguir o que desejam. Usam uma fachada de coitadinhos para que as pessoas se sintam em falta com elas e as ajudem.
Como lidar: comece determinando os limites aos quais você se dispõe a chegar para ajudá-lo. Senão, ele aciona o mecanismo da culpa dentro de você para enfraquecê-lo. Lembre-se de que esse tipo de pessoa não se satisfaz quando você anda o segundo ou o terceiro quilometro, se permitir, o levarão até o fim do mundo. Exija responsabilidades. Caso contrário, você acaba levando o peso todo nas costas, enquanto ela segue seu caminho sem dificuldades. Não se sinta em divida com os aproveitadores. Na maioria das vezes, um simples e firme “não” é o melhor remédio.

Prof. Menegatti

 

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