O Relacionamento amoroso pode ser problemático e centro de questões na terapia com psicólogo.

Relacionamento significa a ligação afetiva, profissional ou de amizade entre pessoas que se unem com os mesmos objetivos e interesses. … É comum o termo “relacionamento” remeter para a relação amorosa entre um casal quando se usa a palavra isolada. Por exemplo: “O meu relacionamento não vai bem”.

 

1. Relacionamento monogâmico

O relacionamento monogâmico é, dentre os vários tipos de relacionamento, aquele que nossa sociedade entende como “tradicional”. Ele é o modelo mais comum já há alguns milhares de anos.

Graças a isso, a proposta da monogamia é simples de entendermos: ao se classificar como monogâmico, e entrar em um relacionamento que segue essa linha, você e seu parceiro se dispõem a viverem juntos, tendo apenas a companhia do outro no âmbito amoroso e sexual.

2. Relacionamento aberto

Dentre as tendências da atualidade, o relacionamento aberto é um modelo de convivência que tem ganhado cada vez mais espaço, especialmente em grupos de pessoas mais novas que buscam mais liberdade e flexibilidade que aquela oferecida no relacionamento monogâmico.

O relacionamento aberto é um acordo no qual o casal concorda em se relacionar com outras pessoas sem que isso seja um empecilho para o namoro ou casamento atual.

Mesmo namorando a pessoa é livre para conversar mais intimamente com outras, beijar e até mesmo ter relações sexuais. Entretanto, cada casal usa algum tipo de acordo nessa relação, dizendo o que aceitam e o que não aceitam que o parceiro faça com outros.

Um grande ponto do relacionamento aberto é que a relação fora da parceria normalmente é focada na parte do prazer, sem envolvimento emocional.

3. Poliamor

Diferente do relacionamento aberto, o poliamor vem com a proposta de permitir que ambas as pessoas do casal tenha mais de uma relação afetiva.

Isso significa que elas podem namorar com mais de uma pessoa, dividir intimidades e morarem juntas. Essa organização, por vezes, leva aos “trisais” (três pessoas que se relacionam mutuamente e podem morar no mesmo espaço, como um casamento de três pessoas em vez de duas).

A diferença mais marcante entre o poliamor e o relacionamento aberto é que o primeiro foca na afetividade e na construção de uma relação, já o segundo tem mais ligação com a flexibilidade e liberdade sexual.

4. Relacionamento casual

O relacionamento casual é o famoso “rolo”. Nele, duas pessoas estão começando a ter alguma intimidade, mas ainda não definiram que tipo de relacionamento elas querem, ou se querem alguma coisa mais séria.

Nesse formato de relacionamento é comum, inclusive, que os títulos de “namorada” e “namorado” ainda nem façam parte do vocabulário do casal. E ambos podem estar vendo outras pessoas ou não.

No relacionamento casual também é esperado que uma pessoa não conheça a família da outra e nem se aproxime muito dos amigos. Já que essa fase é mais para fazer um “reconhecimento” do que assumir um compromisso.

É como se o relacionamento casual fosse um período pré-compromisso.

5. Amigos com benefícios

Esse aqui não é bem um dos tipos de relacionamento amoroso, mas a proximidade é tanta que precisamos falar também.

A amizade com benefícios, ou amizade colorida, é um acordo feito entre dois amigos no qual além de manterem a amizade eles também aceitam ter intimidade sexual um com o outro.

Não existe bem um relacionamento romântico, os dois não são um casal, mas quando sentem vontade e estão atraídos eles podem iniciar uma relação sexual, sempre mantendo a amizade.

A amizade com benefícios é uma forma de experimentar uma flexibilidade sexual e bastante prazer sem as preocupações, comprometimento e a complexidade que um relacionamento mais sério exige.

6. Relação de dominação e submissão

Você já leu 50 tons de cinza? O livro, a sua maneira, aborda o que é uma relação de dominação e submissão: um dos parceiros controla tudo enquanto o outro obedece e segue o que é falado.

Na teoria isso é bem interessante, principalmente no quesito fetiche (para quem gosta, é claro). Mas ter uma vida pautada nesses princípios pode ser desagradável, já que mina a autonomia de uma das pessoas e deixa a outra com uma carga de decisões muito grandes.

Esse relacionamento de dominação e submissão tende a acontecer quando uma das pessoas decide quase tudo sobre a vida da outra: se ela vai ou não estudar, se ela vai ou não trabalhar, se pode sair com amigos etc.

Quando essas decisões não são consensuais (quando a pessoa que está recebendo as ordens não concorda) e mesmo assim são seguidas, temos um relacionamento abusivo.

Mas é claro que existe um lado saudável nesse modelo de relacionamento. Existem pessoas que conseguem construir ótimos acordos de uma relação de dominação e submissão, e essa forma de agir acaba apimentando o relacionamento, mas sem invadir a privacidade ou a liberdade individual, exceto naquelas áreas que foram combinadas com antecedência.

7. Relacionamento tóxico

Um relacionamento tóxico é aquele no qual, mesmo gostando do parceiro, a dinâmica dos dois acaba fazendo mal para um ou ambos.

Esse é um tipo de relacionamento repleto de brigas, discussões, ataques, críticas e falta de apoio emocional. As pessoas que estão inseridas em um relacionamento tóxico se sentem cansadas, desanimadas e tem a sensação de que qualquer palavra ou ação feita pode desencadear a próxima grande briga do casal.

O relacionamento tóxico é comumente fruto da imaturidade do casal, que não sabendo lidar com os problemas e impasses do relacionamento tende a usar comportamentos pouco adaptados que só prejudicam o parceiro e a relação como um todo.

8. Relacionamento apenas sexual

Assim como a amizade colorida, esse é um dos tipos de relacionamento no qual o sexo fica em primeiro lugar. Em vez de construir uma relação e se aprofundar emocionalmente com a outra pessoa, a proposta é apenas ter um parceiro sexual que te entende na cama e aceita essa troca de prazeres.

A diferença entre um relacionamento apenas sexual e uma amizade com benefícios é o fato de as pessoas não precisarem ser amigas. No Brasil usamos, com bastante frequência, os termos PA (pau amigo) e BA (buceta amiga) para descrever esse tipo de organização, porque o que importa não é a pessoa em si, mas o momento de sexo.

9. Relacionamento a distância

Com a tecnologia e as facilidades que temos atualmente é relativamente simples conhecer e manter uma relação, qualquer que seja ela, com pessoas de todo o mundo. Fazemos isso no lazer (jogos online, por exemplo), nos negócios (reuniões virtuais) e, porque não no amor?

Se antes podíamos esbarrar na pessoa dos sonhos enquanto caminhávamos descuidadamente pela rua, agora pode ser que isso aconteça em um comentário em alguma rede social, por exemplo.

O relacionamento a distância é caracterizado pela união entre duas pessoas que moram distantes uma da outra. Em função disso, elas têm pouco (quando é possível viajar) ou nenhum (quando nenhum dos dois pode fazer a viagem) contato físico.

Esse relacionamento acontece em meios virtuais e ambos estão comprometidos como se morassem na mesma cidade. A grande diferença entre esse relacionamento e um mais “tradicional” se dá pela distância entre o casal, que podem morar em cidades, estados ou países diferentes.

10. Relacionamento assexual

Esse tipo de relacionamento vai na linha contrária daqueles que falamos que são relacionamentos apenas para fins sexuais. No caso do relacionamento assexual o que acontece é que o casal, independentemente do motivo, não tem interesse em uma rotina de sexo.

Eles podem ser bonitos, podem se sentir atraídos um pelo outro, ser saudáveis, mas ter sexo é algo que realmente não faz parte de suas vidas. E isso pode ser apenas entre o casal, com eles tendo parceiros sexuais fora do relacionamento (como em um relacionamento aberto) ou apenas sem ter interesse pelo sexo propriamente dito.

Tudo está ligado ao relacionamento afetivo e a forma como as duas pessoas podem se envolver sem ter o sexo para mediar a relação.

11. Relacionamento troféu

Relacionamento troféu, ou relacionamento por interesse, é aquele no qual as pessoas estão juntas não por gostarem da companhia uma da outra e da relação que construíram, mas porque o relacionamento traz alguma vantagem.

Esse relacionamento é mantido por status, dinheiro e outros tipos de benefício, exceto a compatibilidade romântica e sexual.

E agora, como saber qual dos tipos de relacionamento é ideal para você?

Como falei no início deste texto, não existe um modelo certo de relacionamento para ser seguido. Você e seu parceiro é que precisam decidir como querem viver a vida de casal, definir as regras e respeitar o que foi combinado.

Conhecer esses tipos de relacionamento que foram apresentados é interessante para saber os arranjos mais comuns e o tipo de relação que precisa ser evitada (como o relacionamento tóxico).

Com isso em mente, sentem-se e conversem sobre o que querem. Vocês dois são monogâmicos? Algum de vocês não quer ter uma vida sexual ativa? Vocês preferem um relacionamento mais flexível? Pensem a respeito!

Depois de pensar bastante e discutirem sobre cada aspecto da relação de vocês, tomem uma decisão.

Agora, se mesmo depois de conversar essa decisão parece difícil de ser tomada, procure uma ajuda profissional. Clique aqui e entenda o que é, como funciona e como a terapia de casal pode te ajudar nesse processo.

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