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estresse: como lidar com estas emoções

Estresses: O que é, e como lidar com estas emoções

Estresses: O que é, e como lidar com estas emoções.

A chave para gerenciar o estresse é identificar a emoção que acompanha e o sentimento.

Segundo algumas pesquisas o Brasil é o segundo país do mundo mais estressado, aponta o ranking
O que mais estressa o brasileiro, segundo o estudo, é o trabalho, segundo 69% dos entrevistados.

Nove em cada dez brasileiros no mercado de trabalho apresentam sintomas de ansiedade, do grau mais leve ao incapacitante. Metade (47%) sofre de algum nível de depressão, recorrente em 14% dos casos. Os dados são da última pesquisa da Isma-BR, representante local da International Stress Management Association, organização sem fins lucrativos dedicada ao tema.

Pesquisas ligam os transtornos mentais a diversas fontes. O excesso de estímulos é uma delas. Na era da hiperconectividade, as pessoas são atingidas por uma avalanche de informações na forma de mensagens instantâneas, e-mails, alertas de compromisso, notícias em tempo real e aplicativos de todos os tipos e gêneros. “A informática fez com que tivéssemos mais controle de nossa vida, mas isso implica maior carga cerebral”, diz a neurocientista Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Estamos o tempo todo sendo lembrados do que não fizemos, das tarefas que não cumprimos, das ligações que não atendemos e dos e-mails não respondidos. E a falta de habilidade em lidar com isso pode levar ao estresse e a distúrbios de ansiedade e humor.

Embora especialistas indiquem a vida pessoal, não só a profissional, como fator de risco, em todo o mundo, apenas um de cada cinco indivíduos aponta a família e os vizinhos como fonte de preocupação, segundo uma pesquisa realizada com 16000 pessoas pela Regus, especializada em escritórios flexíveis.


Se mal gerenciado , o alto estresse pode se tornar uma condição crônica e pode levar a sérios problemas como obesidade, insônia, pressão alta, dor crônica e um sistema imunológico enfraquecido. De fato, a pesquisa mostra que o estresse desempenha um papel no desenvolvimento de doenças importantes como doença cardíaca, depressão e transtornos de ansiedade.

Mas, apesar do fato de que a mídia parece ter uma cobertura constante sobre como “livrar-se do seu estresse agora” ou “aliviar o estresse rápido”, apenas 17% dos americanos que têm estresse significativo dizem que estão fazendo um trabalho muito bom em gerenciá-lo .

Então, por que não somos melhores no gerenciamento do estresse? Porque não estamos direcionando o problema certo!

Nós usamos o estresse como um termo atrativo para descrever um senso geral de sentir-se sobrecarregado, mas para realmente começar a quebrar o problema do estresse precisamos obter mais específico e chamá-lo do que realmente é – emoções angustiantes.

O estresse alimentado pelo medo é muito diferente do estresse impulsionado pela raiva … e as soluções também são diferentes!

O seu estresse e os problemas relacionados que causa todos originam de emoções que estão sendo ignoradas, negadas, incompreendidas, suprimidas ou mal tratadas. Suas emoções angustiantes, quando não são atendidas de forma produtiva, estão na raiz de todas as suas questões mais comuns, incluindo excessos, conflitos de relações crônicas, má gestão do dinheiro, abuso de substâncias e até, em muitos casos, frágil saúde física.

Mas quando você é capaz de lidar com suas emoções, você pode contornar seus problemas e seu estresse. Então você pode efetuar uma mudança de cima para baixo em todos os aspectos da sua vida através das escolhas que você faz todos os dias. Esta é a chave para o que eu chamo Wise Mind Living.

Trabalho levado para casa. Falta de tempo para atividades relaxantes ou para a família. Má alimentação. Incapacidade de enxergar perspectivas. Tensão no trânsito. Pavor da violência urbana. Todas essas situações são vividas por quem sente estresse. E não são poucas as pessoas afetadas por essa doença. O Brasil ostenta o título de segundo mais estressado do mundo em um ranking com dez países, feito pela International Stress Management Association (Isma – Brasil). Na nossa frente apenas os japoneses.

O que mais estressa o brasileiro, segundo o estudo, é o trabalho, segundo 69% dos entrevistados.  Eles relataram sofrer com as longas jornadas, sobrecarga de tarefas e a tensão no ambiente corporativo. Foi por causa do desgaste do trabalho que a dona de casa Ana Lúcia Nascimento, 57 anos, se afastou da empresa em que trabalhou por três anos.  “Em tese, eu devia começar às 17h e sair às 23h45, mas como o trabalho era em uma distribuidora de medicamentos, que funcionava a partir dos pedidos, tinha vezes que chegava às 5h”, conta. “Havia muita pressão dos chefes. Chegava em casa e não dormia, ficava ansiosa e desenvolvi depressão”, completa.

O caso de Ana Lúcia exemplifica os dados da Previdência que apontam que, só no ano passado, foram feitos 3.565 pedidos de afastamento. Em 2015, este número foi de  2.899. Quando somados aos problemas de depressão e transtornos mentais, que podem vir de quadros de estresse elevado, o número de pedidos de afastamento do trabalho chega a mais de seis mil. O estresse perde somente para os traumas ósseos e para as lesões causadas por esforço repetitivo como razão para afastamento do trabalho.

O que é Estresse?

De acordo com o psicólogo e conselheiro do Conselho Regional de Psicologia 3ª Região, Renan Rocha, boa parte do estresse no trabalho vem em função da centralidade dele na vida das pessoas. “Nós nos apresentamos a partir do trabalho e ele é parte de nossa identidade, mas é preciso entender o sentido dele na própria vida e perceber os sinais de conflito”, destaca. “Deve-se perceber que o trabalho tem um tempo de se iniciar, de se fazer e de ser concluído. E ele precisa ser vivido nesse espaço de tempo e não fora de seu ambiente próprio”, orienta.


Infarto


O estado de estresse prolongado pode levar a casos de infarto. É que nas situações de tensão, o corpo libera  substâncias no sangue capazes de alterar o ritmo do coração. “O estresse é um gatilho para as doenças cardiovasculares. Pacientes com aterosclerose (acúmulo de gordura no sangue) podem sofrer com a formação de coágulos e assim o estresse pode levar a um mal súbito ou infarto”, alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC-BA), Nivaldo Filgueiras.

Sintomas do Estresse ( Stress)

sintomas do estresse

Os médicos afirmam que não há causa única para o estresse. Ele está associado, normalmente, aos excessos e experiências negativas. De acordo com a psiquiatra e conselheira do Conselho Regional de Medicina da Bahia, Rosa Garcia, o estresse pode ser entendido em três tipos.



O primeiro é o de transtorno de adaptação, que é o caso das relações externas em que o contexto geral pesa, como o trabalho e família. Nesse caso, a adaptação à vida cotidiana fica comprometida. O segundo, o agudo, que é provocado por desordem, como uma notícia ruim. E o terceiro é o pós-traumático, cuja experiência e efeitos variam de um indivíduo a outro, que está relacionado aos acidentes ou experiências como assaltos.

Ainda segundo os especialistas, o acompanhamento médico sozinho não resolve a situação. Para eles, a saída está em diminuir o ritmo e reservar tempo para desenvolver atividades que proporcionam bem-estar e felicidade.

“É preciso construir outros hábitos, tentar regularizar o sono, ter alimentação regular e adequada, reservar tempo para atividade física e se permitir a ter momentos de prazer, que podem ser qualquer coisa, desde um livro até sair para tomar um sorvete. Além de ter boas relações afetivas, estar perto de pessoas que contribuam para elas”, explica Renan Rocha.

 

Supere o estresse

 

tratamento do estresse

Faça o que gosta Mesmo com atividades profissionais no dia a dia, reserve  uma parte do seu tempo para se dedicar a algo que gosta. Vale qualquer coisa que te faça se sentir bem, de um filme a uma viagem.

Divida seu tempo: Otimize o seu tempo e divida entre trabalho, lazer e descanso. Tenha em mente que existe um tempo de início e de término das atividades

Durma bem! O sono é fundamental para manter as atividades vitais do corpo, logo, garanta as oito horas de sono.

Mova o corpo. Elimine as tensões com atividades físicas. Há várias opções que vão de caminhada à musculação. A atividade física deve ser feita com objetivo de proporcionar bem-estar a quem faz.

Coma bem  Além das atividades físicas, manter a alimentação saudável proporciona bem-estar e reforça a imunidade.

Lazer é necessário:  Reserve momentos para  diversão, encontrar amigos, ouvir música, ler um livro ou mesmo caminhar na praia.

A Espiritualidade: Manter um lado espiritual ajuda a combater a ansiedade e o estresse, dedique seu tempo a atividades mais espiritualizadas que visem o autocuidado, como meditação e ioga.

O Trabalho:  Os especialistas comumente afirmam que um bom trabalho é quando não se sente que está trabalhando. Por isso, dedique-se a atividades que realmente gosta e sinta prazer ao executá-las.

Desligue-se  Ao deixar o trabalho, desligue-se completamente da empresa. Ao se distanciar das atividades, é possível relaxar. Vale, inclusive, evitar ver e-mails ou mensagens de grupos de trabalho.

Relacionamentos: Esteja cercado de relações positivas. Evite relacionamentos abusivos e destine um tempo para passar na companhia de familiares e amigos.

A melhor forma de acompanhar o bem-estar psíquico e emocional é preparar a companhia para tratar depressão, estresse e outros transtornos mentais como qualquer outra doença do corpo.


O Tratamento

 

A psicoterapia pode ser um caminho para o autoconhecimento das fragilidades e ajudar a lidar com as dificuldades vivenciadas no dia a dia. O Psicólogo é um profissional que oferece serviços clínicos para possibilitar este auxilio.


Fonte: American Psychological Association. (2013). Stress in America: The Missing Healthcare Connection. Washington DC

 

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Sintoma do Estresse

Sintomas do Estresse

Os sintomas do estresse pode se manifestar de diversos modos, mas quando as modificações fisiológicas necessárias à adaptação são eficientemente produzidas pela Ansiedade estamos diante da Ansiedade Normal. É o caso, por exemplo, das respostas diante de uma situação nova; o bebê que chora diante da fome deixando clara a vontade de comer, o adolescente em estado de alerta diante da prova do vestibular, o adulto muito atento ao trânsito.

Por outro lado, falamos da Ansiedade Patológica, como uma forma de resposta inadequada, em intensidade e duração, à solicitações de adaptação; o bebê que chora ao ponto de perder o fôlego diante da fome, o adolescente em estado de esquecimento total diante da prova do vestibular, o adulto hipertenso e com arritmia cardíaca no trânsito.

Biologicamente a Ansiedade está relacionada à alguns sitemas neuroquímicos, chamados de sistema noradrenérgico, gabaérgico e serotoninérgico, situados no lombo frontal e no sistema límbico no Sistema Nervoso Central.

As pessoas naturalmente ansiosas tendem a ter um tônus simpático aumentado, respondem emocionalmente de forma excessiva aos estímulos ambientais e demoram a adaptar-se às alterações do sistema nervoso autônomo.

Segundo Kaplan, a Ansiedade tem uma ocorrência duas vezes maior no sexo feminino e se estima que até 5% da população geral tenha algum tipo de Transtorno de Ansiedade. Sendo a Ansiedade uma grande mobilizadora do Sistema Nervoso Autônomo, nestes tipos de transtornos encontramos, sobretudo, uma rica sintomatologia física.

Esta é uma razão mais que suficiente para que tais pacientes freqüentemente percorram um exaustivo itinerário médico. Sobre a sintomatologia geral da Ansiedade, comumente se observa pelo menos SEIS dos 18 sintomas seguintes:

  1. tremores ou sensação de fraqueza
  2. tensão ou dor muscular
  3. inquietação
  4. fadiga fácil
  5. falta de ar ou sensação de fôlego curto
  6. palpitações
  7. sudorese, mãos frias e úmidas
  8. boca seca
  9. vertigens e tonturas
  10. náuseas e diarréia
  11. rubor ou calafrios
  12. Polsiuria
  13. bolo na garganta
  14. impaciência
  15. resposta exagerada à surpresa
  16. pouca concentração ou memória prejudicada
  17. dificuldade em conciliar e manter o sono
  18. irritabilidade

Esses sintomas supra-listados são de natureza geral e inexpecífica, sujeitos a surgirem em todas as pessoas indistintamente. Trata-se de manifestações basicamente neuro-biológicas e consoantes ao desequilíbrio do Sistema Nervoso Autônomo, quase emancipados do componente emocional individual de cada um. Tal quadro costuma estar relacionados ao Estresse crônico, tem um curso flutuante (vão e vêem) e tendência à cronificação.

Por outro lado, além das manifestações gerais e inexpecíficas da Ansiedade, podemos ter uma repercussão individual, pessoal e de acordo com as predisposições de personalidade. Aí surgem então os quadros e sintomas psíquicos da Ansiedade Patológica.

 

Sintomas Psíquicos do Estresse
(Ansiedade Patológica)

É ampla a classificação dos transtornos emocionais decorrentes da Ansiedade Patológica, entretanto, reportaremos aqui apenas os quadros emocionais mais freqüentes e de maior importância clínica. Na Classificação Internacional de Doenças (CID.10) esses problemas aparecem no capítulo intitulado Transtornos Relacionados ao Estresse e Somatoformes. Aí estão incluídos a Síndrome do Pânico, os Transtornos Fóbicos, sendo atualmente o mais importante deles a Fobia Social e os Transtornos Somatoformes, ou seja, aqueles quadros onde há um componente físico principal decorrente de fatores emocionais.

Tendo em vista o propósito absolutamente sintético desse trabalho, descreveremos resumidamente apenas alguns quadros do vasto capítulo dos Transtornos Relacionados ao Estresse e Somatoformes.

 

Síndrome do Pânico

Uma das manifestações psico-emocionais do Estresse pode ser a Doença ou Síndrome do Pânico, que é um quadro de Ansiedade Patológica caracterizado por crises ou ataques recorrentes de pânico e normalmente indicam a existência de motivos intrapsíquicos importantes geradores de grande Ansiedade. Os ataques de pânico se caracterizam por crises de medo agudo e intenso, extremo desconforto, sintomas vegetativos associados e grande preocupação sobre a possibilidade de morte iminente e/ou de passar mal, e/ou de perder o controle.

Essas crises de ansiedade da Síndrome do Pânico duram minutos e costumam ser inesperadas, ou seja, não seguem situações especiais, podendo surpreender o paciente em ocasiões variadas. Não obstante, existem alguns pacientes que desenvolvem o episódio de pânico diante de determinadas situações pré-conhecidas, como por exemplo, dirigindo automóveis, diante de grande multidão, dentro de bancos, etc. Neste caso dizemos que o quadro é de Agorafobia com Transtorno do Pânico.

As classificações internacionais enfatizam que, muito freqüentemente, um Transtorno Depressivo coexiste com o Transtorno do Pânico. Nós, particularmente, achamos que a Síndrome do Pânico é, literalmente, uma forma atípica de doença depressiva. O sentimento de pânico é, em essência, uma grave sensação de insegurança e temor. Ora, quem mais, além dos deprimidos, podem sentir-se tão inseguros ao ponto de sentir a morte (ou o passar mal) iminente?

Depois do primeiro Ataque de Pânico, normalmente a pessoa experimenta importante ansiedade e medo de vir a apresentar um segundo episódio. É como se ficasse ansiosa diante da possibilidade de ficar ansiosa. Por causa disso os pacientes passam a evitar situações facilitadoras da crise, prejudicando-se socialmente e/ou ocupacionalmente em graus variados. São pessoas que deixam de dirigir, não entram em supermercados cheios, evitam aventurar-se pelas ruas desacompanhadas, não conseguem dormir, não entram em avião, não frequentam shows, evitam edifícios altos, não utilizam elevadores e assim por diante.

A Síndrome do Pânico habitualmente se inicia depois dos 20 anos de idade, é igualmente prevalente entre homens e mulheres quando desacompanhado da Agorafobia, mas é duplamente mais freqüente em mulheres quando associado à este estado fóbico.

Segundo as principais classificações psiquiátricas, a característica essencial de um Ataque de Pânico é um período de intenso medo ou desconforto acompanhado por pelo menos 4 dos 13 sintomas somáticos ou cognitivos expostos na lista abaixo.

  1. palpitações ou ritmo cardíaco acelerado
  2. sudorese
  3. tremores ou abalos
  4. sensações de falta de ar ou sufocamento
  5. sensações de asfixia
  6. dor ou desconforto torácico
  7. náusea ou desconforto abdominal
  8. sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio
  9. desrealização ou despersonalização (sentir-se outro)
  10. medo de perder o controle ou enlouquecer
  11. medo de morrer
  12. parestesias (formigamentos) ou anestesia
  13. calafrios ou ondas de calor

Os pacientes com Transtorno do Pânico podem necessitar estarem sempre acompanhados quando saem de casa e, posteriormente, podem até se recusar a sair de casa devido ao tamanho medo de passar mal na rua, de morrer subitamente ou enlouquecer de repente. Normalmente esses pacientes têm dificuldade em dormir desacompanhados, procuram insistentemente o cardiologista e recorrem ao auxílio religioso com entusiasmo exagerado.

Os Ataques de Pânico não ocorrem somente no chamado Transtorno do Pânico típico. Eles podem ocorrer em uma variedade de Transtornos de Ansiedade, como por exemplo, na Fobia Social, na Fobia Específica, no Transtorno de Estresse Pós-Traumático e no Transtorno de Estresse Agudo. É por causa dessa não-especificidade dos sintomas de pânico que somos inclinados a julgá-lo mais como um sintoma (de depressão atípica) que como uma doença independente.

 

Fobias Sociais

O Estresse pode ter como sintoma psicológico um quadro grave de ansiedade chamado Fobia Social. As Fobias Sociais estão centradas em torno de um medo anormal e absurdo de expor-se a outras pessoas e tem, como conseqüência, o afastamento e evitamento sociais. Podem ser específicas às situações de comer ou falar em público mas podem ser mais difusas, envolvendo quase todas as circunstâncias sociais fora do ambiente familiar.

Neste caso, entre as situações fóbicas que invariavelmente resultam na evitação do objeto, atividade ou situação socialmente temidos, destaca-se o medo de humilhação e embaraço em lugares públicos, o medo de comer em público, falar em público, urinar em banheiro público e, muito freqüentemente, de assinar cheques à vista de pessoas estranhas.

A exposição à situação social ou de desempenho provoca, quase que invariavelmente, uma resposta imediata de ansiedade, a qual pode assumir a forma de um Ataque de Pânico ligado à situação ou predisposto pela situação.

 

DIRETRIZES E CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO PARA TRANSTORNO FÓBICO SOCIAL

  1. os sintomas psicológicos, comportamentais e autossômicos devem provir da ansiedade e não de outros quadros mentais;
  2. a ansiedade deve ser restrita e/ou predominar à situações sociais;
  3. a evitação das situações fóbicas deve ser proeminente;
  4. o comportamento de evitação interfere nas atividades sociais ou no relacionamento interpessoal;
  5. a pessoa reconhece que seu medo é irracional e excessivo.

O prejuízo na atividade social de pessoas portadoras da Fobia Social pode chegar ao extremo do isolamento. Nas situações sociais ou de desempenho temidas, os indivíduos com Fobia Social experimentam preocupações acerca de embaraço e temem que outros os considerem ansiosos, débeis, “malucos” ou estúpidos.

O medo de falar em público pode ser em virtude da preocupação de que os outros percebam o tremor em suas mãos ou voz. Podem ainda experimentar extrema ansiedade ao conversar com outras pessoas pelo medo não saberem se expressar. Os sintomas de ansiedade que surgem nessas situações costumam ser palpitações, tremores, sudorese, desconforto gastrintestinal, diarréia, tensão muscular, rubor facial, etc.

Em crianças a Fobia Social pode se apresentar sob a forma de crises de choro, ataques de raiva, imobilidade, comportamento aderente ou permanência junto à mãe ou à uma pessoa familiar. Essa apatia social pode chegar ao ponto do mutismo total em certos casos de contacto com pessoas estranhas. Crianças pequenas podem mostrar-se excessivamente tímidas em contextos sociais, retraindo-se do contato, recusando-se a participar em brincadeiras de grupo, permanecendo tipicamente na periferia das atividades sociais e tentando permanecer próximas a adultos conhecidos.

 

Transtorno Somatoforme

O Transtorno Somatoforme pode ser mais uma das muitas manifestações clínicas emocionais do Estresse. Os pacientes com Transtorno Somatoforme em geral são poliqueixosos, com sintomas sugestivos de problemas funcionais de algum órgão ou sistema ou de alterações nas sensações corpóreas sobre a funcionalidade do organismo como um todo.

Estas síndromes funcionais podem aparecer como quadros dolorosos incaracterísticos, transtornos cardiocirculatórios, ou qualquer outro órgão ou sistema, que não se confirmam por exames especializados. Nota-se sempre, inclusive com reconhecimento pelo próprio paciente, variação na intensidade das queixas conforme alterações emocionais, embora a maioria deles insista em discordar do ponto de vista médico que aponta para a possibilidade psíquica dos sintomas.

O principal aspecto do Transtorno Somatoforme é a queixa repetida de sintomas físicos, juntamente com uma tendência persistente para investigações médicas, apesar dos seguidos resultados negativos nos exames de diagnóstico. Caso haja algum componente físico associado às queixas somáticas, aquele não explica as proporções destas. Na maioria das vezes estes pacientes manifestam um comportamento histriônico (teatral e histérico), o que motivava a antiga classificação ter incluído tais transtornos no capítulo das histerias.

Normalmente esses pacientes somatoformes estão recebendo atenção médica de mais de um profissional, envolvem mais de uma especialidade simultaneamente e a sintomatologia se apresenta de maneira dramática, vaga e exagerada.

Os pacientes com queixas somáticas normalmente relatam uma história médica bastante extensa, têm facilidade para memorizar nomes de medicamentos e de doenças complicadas, conhecem quase tudo acerca de exames subsidiários e seus relatos costumam ser um tanto dramáticos. São quase incapazes de referir uma dor simplesmente como, por exemplo, uma pontada. Normalmente eles dizem que dói como se um ferro em brasa estivesse entrando, como uma punhalada, como se arrancassem seus órgãos, etc.

 

SINTOMAS DO TRANSTORNO DE SOMATIZAÇÃO
1 – vômitos12 – dor durante o ato sexual
2 – palpitações13 – dor nas extremidades
3 – dor abdominal14 – impotência
4 – dor torácica15 – dor lombar
5 – náuseas16 – dismenorréia
6 – tonturas17 – dor articular
7 – flatulência18 – outras queixas menstruais
8 – ardência nos órgãos genitais19 – dor miccional
9 – diarréia20 – vômitos durante a gravidez
10 – indiferença sexual21 – dor inespecífica
11 – intolerância alimentar22 – falta de ar

 

Para o diagnóstico do Transtorno Somatoforme é importante que os sintomas causem sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes. A representação subjetiva dos sintomas somatizados reflete sempre um aspecto sócio-cultural do paciente.

Em camadas menos diferenciadas da população notamos empobrecimento na representação dos sintomas, como por exemplo, a menstruação que sobe para a cabeça, o sangue sujo, uma dieta puerperal mal conduzida, a conseqüência desastrosa de olhar no espelho depois da refeição, uma mistura fatal de manga com leite, sustos capazes de provocar paralisias e assim por diante. Nos níveis mais diferenciados a representação da doença é melhor elaborada, como por exemplo, uma polineurite conseqüente à hipersensibilidade à algum medicamento.

De qualquer modo, a manifestação emocional somatizada não respeita posição sócio-cultural, como podem suspeitar alguns, não guarda também relação com o nível intelectual, pois, como já vimos, a emoção é senhora e não serva da razão.

O único fator capaz de atenuar as queixas é a capacidade da pessoa expressar melhor seus sentimentos verbalmente. Quanto maior a capacidade do indivíduo referir seu mal-estar através de discurso sobre suas emoções, como por exemplo, relatando sua angústia, sua frustração, depressão, falta de perspectiva, insegurança, negativismo, pessimismo e coisas assim, menor será a chance de representar tudo isso através de palpitações, pontadas, dores, falta de ar, etc.

 

Sintomas do Esgotamento

O resultado do agravamento e da falta de tratamento para a situação de Estresse pode resultar no “Esgotamento”, um termo leigo mas de grande valor descritivo. Diante do Esgotamento o organismo todo pode entrar em sofrimento. É como se esgotasse não apenas nossa capacidade de adaptação às mais diversas circustâncias de vida mas, sobretudo, a capacidade de nos adaptarmos à nós mesmos.

Nesses casos de Esgotamento há acentuada perda no limiar de tolerância aos estímulos externos e acentuada inadequação ambiental. O quadro clínico emocional apresentado por uma pessoa com Esgotamento é o mesmo observado nos episódios depressivos.

Entretanto, a Depressão pode aparecer sob duas formas; uma forma clássica, melhor conhecida por todos e que podemos chamar de Depressão Típica, com ansiedade, crises de choro imotivadas, angústia, tristeza e desânimo geral ou, de outra forma, de maneira mascarada, a qual, didaticamente podemos chamar de Depressão Atípica. Nesse caso a tristeza pode ser bem menor ou mesmo nem aparecer e o estado de ânimo pode estar até normal.

Existem, como veremos, formas de Depressão com muitos sintomas físicos misteriosos e dificilmente esclarecidos por exames médicos. Comecemos com os sintomas vagos e atípicos que devem sugerir início de Depressão conseqüente ao Esgotamento (Lista 1):

 

Dores sem causa física:cabeça, abdominais, pernas, costas, peito e outras incaracterísticas
Alterações do sono:insônia ou sonolência excessiva
Perda de energia:desânimo, desinteresse, apatia, fadiga fácil
Irritabilidade:perda de paciência, explosividade, inquietação
Ansiedade:apreensão contínua, inquietação, às vezes medo inespecífico
Baixo desemprenho:alterações sexuais, memória, concentração, tomada de decisões
Queixas vagas:tonturas, zumbidos, palpitações, falta de ar, bolo na garganta

 

Evidentemente não há necessidade da pessoa apresentar todos os sintomas listados acima para suspeitar-se de Esgotamento com Depressão. Este mesmo quadro numa determinada pessoa pode não ser igual à outra, baseado naquilo que cada um sente ou mesmo, baseado nos traços de personalidade de cada um.

Os sintomas acima refletem uma espécie de esgotamento da capacidade de adaptação às circunstâncias de vida, Esgotamento este, como dissemos, ocasionado ou por excesso de fatores estressantes do dia-a-dia, ou por tendências depressivas e ansiosas da própria pessoa.

Por outro lado, o quadro depressivo que acompanha o Esgotamento pode se manifestar de forma típica. Vejamos, então, a lista dos 9 sintomas clássicos e sugestivos de um quadro de franca Depressão Típica (Lista 2):

 

Humor deprimido quase diariamente:tristeza, angústia, pessimismo
Redução importante do interesse:perda do prazer com as coisas, desinteresse
Alterações do peso:para mais ou para menos
Alterações do sono:insônia ou dormir demais (hipersonia)
Alterações psicomotoras:agitação, inquietação ou lentificação
Redução da energia:apatia, preguiça, fadiga, perda de força, cansaço
Redução da performance psíquica:raciocínio, concentração e/ou memória diminuídos
Idéias sobre a morte:pensar sobre, desejar ou não se importar em morrer
Alterações da auto-estima:auto-desvalorização, sentimentos de culpa

 

Na realidade, os pacientes com quadro de esgotamento e franca Depressão conseqüente, poderão sentir alguns (ou todos) dos sintomas da primeira lista (Lista 1) mais alguns (ou todos) sintomas dessa segunda lista (Lista 2).

Ballone GJ – Sintomas do Estresse – in. PsiqWeb.

 

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