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Ansiedade e culpa: como isso pode arruinar sua forma de se relacionar

Ansiedade e culpa são dois sentimentos inerentes a todos os seres humanos para determinadas situações.

Às vésperas de uma entrevista de emprego seu coração pode ficar mais acelerado que o normal. E sua barriga pode doer e a fome simplesmente desaparecer ou aumentar absurdamente.

Quando você erra com a pessoa que ama, naturalmente se sentirá culpado e começará a desenvolver pensamentos destrutivos. E imaginar todas as coisas ruins que talvez possam acontecem a partir daquele erro.

Mas às vezes isso transcende o natural e passa a prejudicar as diferentes áreas da vida.

Quando se percebe que esses sentimentos estão saindo do controle, pode-se começar a encarar como uma questão que precisa ser resolvida com ajuda de um profissional.

Nesse caso, para tratar ansiedade e culpa, é sugerido, dentre outras coisas, a terapia com psicólogo.

Mas por que as pessoas lutam tanto contra essa ideia? Qual é o verdadeiro tabu por trás desse tratamento? Você sabe como funciona a psicoterapia?

Continue a leitura deste artigo e saiba um pouco mais sobre o assunto.

O que é e como funciona a terapia para tratamento de ansiedade e culpa?

Ao contrário do que muitos pensam, terapia não é tratamento para saúde mental somente de pessoas com alguma doença ou distúrbio diagnosticado.

E é importante ter em mente que os problemas que enfrentamos não têm natureza externa.

Eles surgem e se desenvolvem dentro de nós mesmos, ainda que as situações ao redor fujam do nosso controle.

Por esta razão, o tratamento para ansiedade e culpa pode ser feito de formas alternativas, e uma das mais indicadas é a terapia.

A Psicoterapia ajuda você entender o seu relacionamento com as pessoas.

A Psicoterapia consiste em sessões onde o paciente será direcionado pelo psicólogo a refletir sobre sua própria fala. Entender melhor o seu relacionamento consigo mesmo e com os demais.

Contudo, existem diversas vertentes de condução de terapia e inúmeras técnicas utilizadas ao longo desse processo.

Estudos científicos feitos ao redor de todo o mundo estão sempre atualizando a comunidade profissional dos meios mais eficazes para soluções de conflitos internos.

Infelizmente, muitos ainda acreditam que psicólogo é para “loucos” ou pessoas fracas, que não sabem resolver seus problemas sozinhas.

Mas isso é um grande engano e o principal motivo pelo qual ainda vemos tantas pessoas emocionalmente desestruturadas e desestruturando os outros ao redor.

A mudança durante o tratamento

A terapia para tratamento para ansiedade e culpa é o momento onde o problema vai ser identificado do seu início e orientado para uma solução.

Todavia, essa solução se dará com uma mudança pessoal e não do que os outros deixarão ou passarão a fazer por você.

E ao menor sinal de sintoma que te leve à exaustão emocional, procure um psicólogo. As pessoas não precisam saber que você faz terapia, e se souberem não há problema algum.

Se você gostou deste artigo e deseja saber mais, entre em contato conosco. Tire todas as suas dúvidas sobre tratamento para ansiedade e culpa.

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Como a ansiedade muda a nossa percepção do mundo

Como a ansiedade muda a nossa percepção do mundo

 

Se você é uma pessoa ansiosa, provavelmente já percebeu que a ansiedade muda a nossa percepção em relação ao que acontece ao nosso redor.

É sempre importante esclarecer que existem basicamente dois tipos de ansiedade. Um deles é adaptativo e a sua função é nos preparar para enfrentar um perigo ou uma situação ameaçadora. Em outras palavras, é uma resposta instintiva para nos proteger de um risco potencial.

O outro tipo de ansiedade é psicológico ou patológico. Ele simplesmente aparece, embora não haja riscos reais. Talvez seja mais preciso dizer que ele surge em face de ameaças imaginárias ou supervalorizadas, quase sempre mal definidas. É como se houvesse um perigo, mas não podemos determinar onde está ou o que é.

A ansiedade se expressa de muitas maneiras. O que essas manifestações têm em comum é o fato de que o sentimento de medo ou apreensão é muito exagerado. Às vezes, leva a uma constante ruminação de pensamentos. Outras vezes, acaba desencadeando ataques de pânico ou leva ao isolamento.

 

“O medo aguça os sentidos. A ansiedade os paralisa.”
– Kurt Goldstein –

 

Como a ansiedade muda a nossa percepção do mundo

 

Quando a ansiedade muda a nossa percepção: o viés cognitivo

 

Na ansiedade patológica há uma percepção distorcida ou alterada do mundo. Isso significa que você seleciona ou presta atenção apenas na informação da realidade que explica, ou poderia explicar, a sensação de ameaça. Do mesmo modo, esta informação é interpretada de forma equívoca e nos concentramos muito mais nela do que nos outros fatos.

Alguém que, por exemplo, se sente ansioso no relacionamento com as outras pessoas, tenderá a ver nelas apenas alguns aspectos em detrimento de outros. Estará sempre muito atento a qualquer gesto de rejeição, por menor que seja. Um silêncio pode ser interpretado como uma indicação de que não é amado ou de que as pessoas não querem falar com ele. Não dará valor aos sinais de aceitação ou interesse, a menos que sejam extraordinariamente visíveis.

Se a ansiedade for mais imprecisa, o ansioso começará a ver “sinais fatídicos” em qualquer manifestação da natureza. Por exemplo, um nascer do sol muito colorido o leva a sentir que “algo vai acontecer”. Uma lua muito iluminada gera medo, e ele não sabe por quê.

 

A teoria dos quatro fatores

 

O psicólogo Michael Eysenck desenvolveu uma proposta conceitual chamada “Teoria dos Quatro Fatores”. Ele define os principais caminhos que o pensamento de alguém ansioso assume com base na sua própria percepção. Cada uma dessas vias implica um viés cognitivo. Os quatro fatores são:

Percepção tendenciosa de um estímulo específico. Ocorre quando a ansiedade é dirigida especificamente para um objeto ou um aspecto muito preciso da realidade e cria as chamadas “fobias”. Se a ansiedade recai sobre o seu próprio comportamento, é chamada de “fobia social”.

Percepção tendenciosa do próprio corpo e das suas reações fisiológicas. Aparece quando o próprio organismo é o campo de batalha. As suas funções e respostas são vistas como um sinal de perigo. Isso leva ao “transtorno da angústia”.

Percepção tendenciosa do próprio pensamento e das ideias pessoais. Neste caso, o que é percebido como um risco ou algo ameaçador é o que acontece dentro da sua mente e provoca o transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

Percepção global distorcida. Corresponde a casos em que a ansiedade é direcionada a todos os fatores listados: elementos específicos, o próprio comportamento, o corpo e a mente. Quando isso acontece, ocorre o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

Cada uma dessas manifestações de ansiedade faz com que a pessoa veja a realidade de forma totalmente tendenciosa. No ansioso há uma forte resistência ou uma impossibilidade de introduzir informações que questionem a validade do que ele percebe.

Trabalhar a interpretação equivocada

 

Todos os transtornos de ansiedade podem ser tratados, mesmo nos casos mais severos. Uma terapia destinada a superar esses sintomas ensinará a pessoa ansiosa a concentrar a sua atenção em outros aspectos da realidade que ela está ignorando.

É possível aprender a dar significados mais amplos do que percebemos. Às vezes, precisamos de alguém que nos ajude a entender que sentir o coração acelerado não significa que estamos à beira de uma parada cardíaca. Ou que é normal que algumas pessoas não gostem de nós, mas isso não significa que elas pretendam nos fazer algum mal.

Qualquer tipo de ansiedade é importante. Na verdade, quando ignoramos os sintomas da ansiedade como uma estratégia de enfrentamento, eles tendem a crescer e a invadir a personalidade. Procurar ajuda rapidamente é a melhor maneira de enfrentar esses estados que nos causam tanto sofrimento.

( A mente é maravilhosa)

 

Textos sobre Ansiedade
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O que é ansiedade?

O que é ansiedade

O que é a ansiedade e as possibilidades de tratamento:

O que é Ansiedade? O termo “ansiedade” tem várias definições nos dicionários não técnicos: aflição, angústia, perturbação do espírito causada pela incerteza, relação com qualquer contexto de perigo, entre outros.

Levando-se em conta o aspecto técnico, devemos entender ansiedade como um fenômeno que ora nos beneficia, ora nos prejudica, dependendo das circunstâncias ou intensidade, e que tornar-se patológico, isto é, prejudicial ao nosso funcionamento psíquico (mental) e somático (corporal).
A ansiedade estimula o indivíduo a entrar em ação, porém, em excesso, faz exatamente o contrário, impedindo reações.

Causas da Ansiedade

Os transtornos de ansiedade são doenças relacionadas ao funcionamento do corpo e às experiências de vida.
A pessoa pode se sentir ansiosa a maior parte do tempo sem nenhuma razão aparente ou pode ter ansiedade apenas às vezes, mas tão intensamente que se sentirá imobilizada. A sensação de ansiedade pode ser tão desconfortável que, para evitá-la, as pessoas deixam de fazer coisas simples (como usar o elevador) por causa do desconforto que sentem.

Alguns Sintomas de Ansiedade:

Os transtornos da ansiedade têm sintomas muito mais intensos do que aquela ansiedade normal do dia a dia. Eles aparecem como:

  • Nas Preocupações, tensões ou medos exagerados (a pessoa não consegue relaxar)
    Sensação contínua de que um desastre ou algo muito ruim vai acontecer
    • Preocupações exageradas com saúde, dinheiro, família ou trabalho
    • Medo extremo de algum objeto ou situação em particular
    • Medo exagerado de ser humilhado publicamente
    • Falta de controle sobre pensamentos, imagens ou atitudes, que se repetem independentemente da vontade
    • Pavor depois de uma situação muito difícil.

Tratamento de Ansiedade

Existem três tipos de tratamento para os transtornos de ansiedade:

• Medicamentos (sempre com acompanhamento e receita médica)
Psicoterapia com psicólogo

• Combinação dos dois tratamentos (medicamentos e psicoterapia).

A maior parte das pessoas com ansiedade começa a se sentir melhor e retoma as suas atividades depois de algumas semanas de tratamento. Por isso, é importante procurar ajuda especializada na unidade de saúde mais próxima. O diagnóstico precoce e preciso da ansiedade, o tratamento eficaz e o acompanhamento por um prazo longo são imprescindíveis para obter melhores resultados e menores prejuízos.

Tratamento para AnsiedadeAjuda para superar a ansiedade, um futuro melhor.

(minhavida)

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Ansiedade, Estresse e Esgotamento

Ansiedade, Estresse e Esgotamento

Ansiedade, estresse e esgotamento são termos de uso corrente entre as pessoas participantes daquilo que se chama vida moderna. Ninguém gosta de pensar na Ansiedade, no Estresse, no Esgotamento ou na Depressão como sendo formas de algum transtorno mental, é claro. Isso pode parecer muito próximo do descontrole, da piração ou da loucura e, diante da possibilidade de sermos afetados, pelo menos alguma vez na vida, pelo Estresse, pelo Esgotamento ou pela Depressão, então será melhor não considerá-los como formas de algum transtorno emocional.

Devemos considerar o Estresse uma ocorrência fisiológica e normal no reino animal. O Estresse é a atitude biológica necessária para a adaptação do organismo à uma nova situação.

Em medicina entende-se o Estresse como uma ocorrência fisiológica global, tanto do ponto de vista físico quanto do ponto de vista emocional. As primeiras pesquisas médicas sobre o Estresse estudaram toda uma constelação de alterações orgânicas produzidas no organismo diante de uma situação de agressão.

Fisicamente o Estresse aparece quando o organismo é submetido à uma nova situação, como uma cirurgia ou uma infecção, por exemplo, ou, do ponto de vista psicoemocional, quando há uma situação percebida como de ameaça.

De qualquer forma, trata-se de um organismo submetido à uma situação nova (física ou psíquica), pela qual ele terá de lutar e adaptar-se, consequentemente, terá de superar. Portanto, o Estresse é um mecanismo indispensável para a manutenção da adaptação à vida, indispensável pois, à sobrevivência.

Do ponto de vista psíquico o Estresse se traduz na Ansiedade. A Ansiedade é, assim, uma atitude fisiológica (normal) responsável pela adaptação do organismo às situações de perigo. Vejamos, por exemplo, as mudanças acontecidas em nossa performance física quando um cachorro feroz tenta nos atacar, quando fugimos de um incêndio, quando passamos apuros no trânsito, quando tentam nos agredir e assim por diante.

De frente para o perigo nossa performance física faz coisas extraordinárias, coisas que normalmente não seríamos capazes de fazer em situações mais calmas. Se não existisse esse mecanismo que nos coloca em posição de alerta ou alarme, talvez nossa espécie nem tivesse sobrevivido às adversidades encontradas pelos nossos ancestrais. Embora a Ansiedade favoreça a performance e a adaptação, ela o faz somente até certo ponto, até que nosso organismo atinja um máximo de eficiência.

À partir de um ponto excedente a Ansiedade, ao invés de contribuir para a adaptação, concorrerá exatamente para o contrário, ou seja, para a falência da capacidade adaptativa.

Nesse ponto crítico, onde a Ansiedade foi tanta que já não favorece a adaptação, ocorre o esgotamento da capacidade adaptativa. Vejamos ao lado, a ilustração de um gráfico hipotético, onde teríamos um aumento da adaptação proporcional ao aumento da Ansiedade até um ponto máximo, com plena capacidade adaptativa.

A partir desse ponto o desempenho ou adaptação cai vertiginosamente. Aí se caracteriza o Esgotamento.

Em nossos ancestrais esse mecanismo foi destinado à sobrevivência diante dos perigos concretos e próprios da luta pela vida, como foi o caso das ameaças de animais ferozes, das guerras tribais, das intempéries climáticas, da busca pelo alimento, da luta pelo espaço geográfico, etc.

No ser humano moderno, apesar dessas ameaças concretas não mais existirem em sua plenitude tal como existiram outrora, esse equipamento biológico continuou existindo. Apesar dos perigos primitivos e concretos não existirem mais com a mesma frequência, persistiu em nossa natureza a capacidade de reagirmos ansiosamente diante das ameaças.

Com a civilidade do ser humano outros perigos apareceram e ocuparam o lugar daqueles que estressavam nossos ancestrais arqueológicos. Hoje em dia tememos a competitividade social, a segurança social, a competência profissional, a sobrevivência econômica, as perspectivas futuras e mais uma infinidade de ameaças abstratas e reais, enfim, tudo isso passou a ter o mesmo significado de ameaça e de perigo que as questões de pura sobrevivência à vida animal ameaçavam nossos ancestrais. Se na antiguidade tais ameaças eram concretas e a pessoa tinha um determinado objeto real à combater (fugir ou atacar), localizável no tempo e no espaço, hoje em dia esse objeto de perigo vive dentro de nós. As ameaças vivem, dormem e acordam conosco.

Se, em épocas primitivas o coração palpitava, a respiração ofegava e a pele transpirava diante de um animal feroz a nos atacar, se ficávamos estressados diante da invasão de uma tribo inimiga, hoje em dia nosso coração bate mais forte diante do desemprego, dos preços altos, das dificuldades para educação dos filhos, das perspectivas de um futuro sombrio, dos muitos compromissos econômicos cotidianos e assim por diante. Como se vê, hoje nossa Ansiedade é continuada e crônica. Se a adrenalina antes aumentava só de vez em quando, hoje ela está aumentada quase diariamente.

A Ansiedade aparece em nossa vida como um sentimento de apreensão, uma sensação de que algo está para acontecer, ela representa um contínuo estado de alerta e uma constante pressa em terminar as coisas que ainda nem começamos. Desse jeito nosso domingo têm uma apreensão de segunda-feira e a pessoa antes de dormir já pensa em tudo que terá de fazer quando o dia amanhecer. É a corrida para não deixar nada para trás, além de nossos concorrentes. É um estado de alarme contínuo e uma prontidão para o que der e vier.

As férias são tranquilas e festivas apenas nos primeiros dias, mas, logo em seguida, começamos a nos agitar: ou porque sentimos que não estamos fazendo alguma coisa que deveríamos fazer, embora não saibamos bem o que, ou porque pensamos em tudo aquilo que teremos de fazer quando as férias terminarem.

A natureza foi generosa oferecendo-nos a atitude da Ansiedade ou Estresse, no sentido de favorecer sempre a adaptação. Porém, não havendo período suficiente para a recuperação desse esforço psíquico, o qual restabeleceria a saúde, ou persistindo continuadamente os estímulos de ameaça que desencadeiam a reação de Estresse, nossos recursos para a adaptação acabam por esgotar-se. O Esgotamento é, como diz o próprio nome, um estado onde nossas reservas de recursos para a adaptação se acabam.

Organicamente, no Esgotamento, há alterações significativas nas glândulas suprarrenais (produtoras de adrenalina e cortisona), há dificuldades no controle da pressão arterial, há alterações do ritmo cardíaco, alterações no sistema imunológico, no controle dos níveis de glicose do sangue, entre muitas outras. Psiquicamente a Ansiedade crônica ou Esgotamento leva à um estado de apatia, desinteresse, desânimo e de pessimismo em relação à vida.

Os sintomas mais comuns da ansiedade podem ser listados como abaixo e, normalmente costumam estar relacionados à estresse ambiental crônico, têm um curso flutuante, variável e tendência à cronificação.

 

SINTOMAS ASSOCIADOS À ANSIEDADE CRÔNICA

 

  1. tremores ou sensação de fraqueza
  2. tensão ou dor muscular
  3. inquietação
  4. fadiga fácil
  5. falta de ar ou sensação de fôlego curto
  6. palpitações
  7. sudorese, mãos frias e úmidas
  8. boca seca
  9. vertigens e tonturas
  10. náuseas e diarréia
  11. rubor ou calafrios
  12. polaciuria (aumento de número de urinadas)
  13. bolo na garganta
  14. impaciência
  15. resposta exagerada à surpresa
  16. dificuldade de concentração ou memória prejudicada
  17. dificuldade em conciliar e manter o sono
  18. irritabilidade

 

O Esgotamento tem origem em duas ocasiões:

 

  1. Primeiro, quando a situação à qual o indivíduo terá que adaptar-se (estímulo externo ou interno) exigir intensa participação emocional e persistir continuadamente. Nesse caso há um esgotamento por falência adaptativa devido aos esforços (emocionais) para superar uma situação persistente. Isso quer dizer que o estímulo para o estresse seria ameaçador tanto para a pessoa que à ele reage, quanto para outras pessoas submetidas ao mesmo estímulo.
  2. Em segundo lugar, quando a pessoa não dispõe de uma estabilidade emocional suficientemente adequada para adaptar-se a estímulos não tão traumáticos, objetivamente falando. Isso quer dizer que a pessoa sucumbiria emocionalmente a situações não tão agressivas a outras pessoas colocados na mesma situação, mas, não obstante, agressivas particularmente à ela.

Digamos, então, que o esgotamento ou a ansiedade crônica e patológica poderia surgir diante de duas circunstâncias: decorrente daquilo que o mundo traz à pessoa (Agentes Ocasionais) ou, por outro lado, decorrente daquilo que a pessoa traz ao mundo (Disposições Pessoais). A primeira representada pelo destino da pessoa e a segunda pelo seu perfil afetivo. Não obstante, o destino poderá modelar determinadas formas de valorizar a realidade em grande número de pessoas.

 

Estímulos que Produzem Ansiedade e, consequentemente, Estresse

Se hoje sabemos muito sobre o Estresse e a Ansiedade, tanto do ponto de vista comportamental quanto neuroquímico, pouco sabemos ainda sobre seu aspecto principal ou primordial. Poucos sabem sobre esse tal estímulo desencadeador ou estressor. É por aí onde tudo começa, ou seja, todas as reações orgânicas, as atitudes, emoções, comportamentos, alterações químicas fisiológicas, etc e tal, começam sempre a partir do tal estímulo.

Conforme já comentamos, a Ansiedade e o Estresse não são monopólio do ser humano. Se colocarmos um gato junto de um cão num espaço fechado, depois de algum tempo esse gato estará Esgotado; primeiro ele terá muita Ansiedade, entrará em Estresse e, pela continuidade do estímulo agressivo (presença do cão) se esgotará.

Tendo em vista o fato de o gato representar para o cão uma ameaça menos agressiva que o cão representa para o gato, o cão ficará esgotado depois do gato. Nesse caso o cão representa para o gato um estímulo agressivo: externo, por estar fora do gato e, inato, por fazer parte da natureza biológica de todos os gatos.

 

NosANIMAISNoSER HUMANO
OrigemNaturezaOrigemNatureza
EXTERNOSCondicionadosEXTERNOSAdversidades
Conflitos
INTERNOSexasperarINTERNOSTranstornos Afetivos
Traços de Personalidade

 

Assim sendo, nos animais os estímulos para desencadear-se a Ansiedade também podem ter duas origens: quanto à natureza eles podem ser inatos, como vimos do tipo gato tem medo de cachorro ou, de outra forma, condicionados por treinamento e experiência. Quanto à origem serão internos, caso se trate de instintos e externos, quando for o caso do treinamento ou condicionamento (veja Quadro).

No ser humano dito civilizado, esses estímulos também costumam ter duas origens; podem ser externos e internos. Os estímulos internos são oriundos dos conflitos íntimos. Os estímulos externos, por sua vez, representam as ameaças concretas do cotidiano de cada um.

Nossa capacidade de conhecer o mundo proporciona uma percepção pessoal da realidade. Essa percepção pessoal da realidade, diferente em cada um de nós, é chamada de procepção da realidade. A principal idéia que devemos ter disso é que a realidade será sempre representada intimamente e de acordo com a personalidade de cada um.

Essa percepção pessoal da realidade engloba toda nossa maneira de ver e sentir o mundo. Engloba não apenas a concepção que temos das coisas que estão fora da gente, como é o mundo objectual, como também os conceitos que temos dentro de nós. Isso inclui a imagem que temos de nós mesmos, ou seja, inclui nossa própria auto-estima.

Nossa auto-estima pode ser representada favoravelmente ou não, de acordo com a tonalidade afetiva de cada um. Algumas pessoas se vêem ótimos, outras se veem péssimos. Assim sendo, a ideia que nós temos de nós mesmos pode ser um estímulo agressivo e causador de Ansiedade, caso seja uma ideia a nos perturbar constantemente.

É por causa desses estímulos internos que a Ansiedade humana tem sido constante e às vezes patológica. As ameaças externas não costumam ser tão constantes quanto às internas. Vejamos o caso das ameaças concretas acerca de nossa segurança pessoal, por exemplo: a ameaça de ser assaltados, agredidos, morto, etc. Possibilidades até existem, nos grandes centros, mas normalmente não é continuada. Há situações onde podemos nos sentir seguros, racionalmente falando. Por outro lado, o estímulo interno não é racional, é emocional. Isso quer dizer que podemos estar ansiosos devido ao medo de sermos assaltados, agredidos, humilhados, demitidos, etc., embora tais possibilidades sejam mínimas na prática.

Da mesma forma, podemos dizer que ficar doente seja uma ameaça séria, um estímulo ameaçador importante. É claro que é. Entretanto, podemos experimentar uma grande Ansiedade devido ao fato de pensarmos que podemos ficar doentes. Esse estímulo já é interno e não externo. Seria externo caso houvesse, de fato, sinais de que nossa saúde foi abalada. Enquanto houver apenas o medo de passar mal, de poder ficar doente, isso será uma ameaça interna.

Ora, enquanto nos animais os estímulos agressivos externos aparecem periodicamente, no ser humano a presença dos estímulos internos pode ser continuada. Havendo uma afetividade problemática, insegurança e pessimismo, vamos sentir ameaças internas continuadamente. Vamos dormir com essas ameaças e acordar com elas. Portanto, nessas circunstâncias podemos ter o Esgotamento.

Psicologicamente, para o ser humano a agressão depende mais do agente agredido que do agente agressor. Isso quer dizer que o estímulo para desencadear a Ansiedade depende, no mais das vezes, mais da sensibilidade da pessoa do que do estímulo propriamente dito. Para uma pessoa claustrofóbica, estar num elevador não significa simplesmente estar objetivamente num elevador.

Será a Personalidade de cada um quem, de fato, atribuirá valores e significados aos acontecimentos, tomando-os ou não por estressantes, angustiantes, temerosos, ameaçadores e assim por diante. Um Ego funcionando adequadamente é capaz de prover a adaptação necessária entre o mundo externo e interno, ou entre o indivíduo e seu ambiente, ou, finalmente, entre o ser e seu destino. Sempre que houver fragilidade desse Ego, haverá comprometimento na adaptação e desequilíbrio entre o ser e o mundo ou, resumindo, haverá uma Ansiedade crônica.

Como vimos acima, os estímulos capazes de proporcionar a Ansiedade podem ser externos, denominados geralmente de circunstanciais e interpessoais, representados pelo embate entre as forças opressoras do ambiente e as condições da pessoa. Mesmo em se tratando de estímulos externos, provenientes do mundo objetivo, sua natureza agressiva poderá ser mais traumática ou menos traumática, dependendo da conotação à ele atribuída por nossa pessoa. Os estímulos podem ainda ser internos, denominados intrapsíquicos, onde se situam os Conflitos pessoais da pessoa normal ou os transtornos afetivos e traços ansiosos de personalidade nas pessoas mais problemáticas.

A existência dos conflitos pode ser considerada fisiológica na espécie humana, ou seja, eles existem em todos nós e parecem ser essenciais ao desenvolvimento da Ansiedade. Em nosso cotidiano, sem termos plena consciência, experimentamos um sem-número de pequenos Conflitos, interpessoais ou intrapsíquicos; as tensões entre ir e não ir, fazer e não fazer, querer e não poder, dever e não querer, querer, poder e não dever, a assim por diante.

 

Finalmente, devemos entender que os estímulos necessários para determinar a Ansiedade são provenientes de duas origens: são externos, quando se devem à sucessão de acontecimentos de nossa vida aos quais temos que nos adaptar e internos, quando se originam dentro de nós mesmos, de nossos medos, nossos pensamentos negativos, nossas inseguranças. No ser humano os estímulos produtores de Ansiedade costumam ser, predominantemente, de origem interna e pessoal, decorrentes da valoração individual que a pessoa atribui à sua realidade e aos fatos com os quais se depara. ( Ballone GJ )

A terapia com um profissional qualificado, um psicólogo, pode ser um caminho interessante para ajudar você a entender melhor suas limitações e escolher as formas mais adequadas para liberar as tensões do dia a dia. Fazer Terapia: Como escolher um bom Psicólogo

 

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