Categoria: Blog da Psicóloga

Terapia de casal pode ajudar

Terapia de casal pode ajudar

Terapia de casal pode ajudar

Descubram se vocês precisam de Terapia de casal | As 5 perguntas – Vocês precisam fazer Terapia de Casal?

A Terapia de casal pode ajudar e poderá se fazer necessária quando ambos estão concluindo que sozinhos ficará muito difícil um diálogo tranquilo.

Eu tenho observado em minha experiência como psicóloga de casais, que as pessoas que passam por crises ou monotonia no casamento ou namoro muitas vezes apresentam forte dificuldade para um diálogo franco e honesto.

Geralmente quando tentam conversar sobre o problema emocional que os afligem, as brigas surgem como impecílio para qualquer mudança.

Fadados a esta condição estressante e sem sentido, os casais muitas vezes precisam da mediação de um psicólogo especialista em relacionamento para ajudá-los a entender o que de fato prejudica a relação amorosa. Leia também : Como melhorar o relacionamento amoroso

A terapia de casal pode ser muito válida, para descobrirem juntos os pontos fracos e fortes do relacionamento. A partir deste ponto é possível avaliarem com mais tranquilidade o que se perdeu no decorrer do caminho.

A terapia conjugal pode ajudar o casal retornar à harmonia que um dia tiveram, abrindo a possibilidade enfrentarem seus problemas (atuais e futuros) de forma ativa, sem que as suas próprias defesas psíquicas tragam prejuízos à relação. Também pode servir para mostrar que este é realmente o momento em que a relação amorosa chegou ao fim.

 

Mas como saber se é a hora certa de iniciar a terapia de casal?

 

Atualmente muitos relacionamentos terminam antes mesmo de seus integrantes tentarem melhorar seu convívio e a própria qualidade de vida, como se o relacionamento já estivesse fadado ao término desde seu início.

A vantagem da terapia de casal é obter a certeza que tentaram tudo o que podiam para salvar o casamento ou o namoro sem que desistissem e abandonassem todas as possibilidades de resgate.  E desta forma sentirem-se mais seguros quanto a decisões futuras.

 

As 5 perguntas para você se fazer e obter a resposta

 

#1 – Como está a comunicação no meu relacionamento?

 

Muitas vezes a comunicação entre os casais está prejudicada porque os ambos evitam os conflitos, fingem para si mesmos e para o outro que os problemas não existem. É necessário que tanto um como o outro observe os comportamentos que estão sendo negativos e prejudiciais, criar uma atmosfera de confiança e proximidade. O acolhimento e a escuta depende muito da percepção que você tem de si e tem dos outros.

 

#2 Quais sentimentos o parceiro (a) desperta em mim?

 

Muitas vezes o relacionamento já está tão desgastado, que os sentimentos positivos do início do namoro passam a ser muito negativo. Uma espécie de birra do outro, implicância e a falta de interesse sexual.

Este pode ser um momento delicado na vida do casal, porque ainda existe também o desejo de estar junto e não querer a separação. Será que não é a hora de buscar ajuda de um psicólogo? Iniciarem uma terapia de casal pode ser a melhor forma de compreender este emaranhado de sentimentos.

 

#3 Qual o significado do namoro ou casamento para mim?

 

Com o passar do tempo o relacionamento amoroso pode passar por várias fases, as mudanças de objetivos vão se modificando assim como a percepção das vivências.

Com isto em mente, se faz necessário questionar-se sobre o significado do seu relacionamento no momento presente, que sentido você atribui a ele? Por que continuar ou não em um relacionamento com esta pessoa?

Estes questionamentos podem servir para auxiliar nas decisões futuras, independente de quais sejam. Por isso é necessário uma boa reflexão a cerca das respostas.

 

#4 Eu realmente quero estar neste relacionamento?

 

Ser capaz de fazer este tipo de reflexão ajuda você a encontrar as próprias motivações para estar neste relacionamento. Um casamento ou namoro difícil pode acobertar uma série de informações importantes a cerca dos próprios sentimentos e interesses. O verdadeiro desejo para estar com aquela pessoa e exercitar um papel que você mesmo (a) se propõe a viver.

Com o tempo e com os desgastes naturais, a motivação inicial de continuar na relação pode deixar de existir, fazendo com que os integrantes deixem de abrir mão de certas coisas, que são naturais em um relacionamento, causando cada vez mais conflitos. Neste caso, questionamentos como: Eu quero estar nesta relação? O que eu desejo desta relação? E o que eu posso fazer para melhorá-la?

 

#5 Eu quero que o meu relacionamento amoroso funcione e perdure?

 

Esta pode ser a questão principal a se fazer a respeito do relacionamento. Algumas pessoas podem alegar amar muito seus parceiros, mas no fundo, independente dos motivos, podem desejar que a relação não dê certo, desejando secretamente que ela acabe – ou até influenciando ativamente para isto ocorrer. Não adianta tentar melhorar a relação, quando na verdade não queremos que isto ocorra. Por isso, é preciso perceber os desejos de continuar verdadeiramente com a relação ou não.

Caso você tenha mais respostas negativas do que respostas positivas para estas questões e/ou esteja até mesmo pensando em terminar seu relacionamento, a terapia de casal pode ser útil. Em alguns casos somente um dos integrantes pode estar insatisfeito com a relação e a terapia pode fazer com que ambos (até o quem estava satisfeito), se desenvolvam em prol da relação. Caso você perceba que o parceiro é quem está insatisfeito, você também pode propor a terapia para ele.

Lembrando que a terapia de casal não serve somente para quem está casado formalmente, ela serve para qualquer tipo de relacionamento, contando apenas com a premissa de que a relação esteja passando por momentos de dificuldade e que seus integrantes estejam dispostos a trabalhar a favor dela.

Leia também:  Dificuldades com Relacionamento Amoroso

Ajuda para casal | Melhorar o Relacionamento Amoroso | Terapia de Casal

Vergonha de fazer Terapia de Casal

 

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como adotar uma criança

Como adotar uma criança?

Como adotar uma criança?

As 6 perguntas mais importantes que você precisa fazer se quiser adotar uma criança ou adolescente.

 By  Psicóloga Mara Regina

 

Trabalhando como Psicóloga Judiciária, em Vara de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao longo dos anos convivi com o acompanhamento de processos judiciais, sendo que parte desses envolviam adoções de crianças e adolescentes. Nessa experiência, aprofundei meu conhecimento teórico e passei a enxergar várias formas de adoção à minha volta. São histórias reais que, como nos contos de fada, também falam de “príncipes” e “princesas” abandonados/encontrados e sobre como essas histórias foram reescritas. Falam de renúncias, de etapas e tarefas a serem cumpridas para que seja atingido um objetivo, da procura e de encontros que muitas vezes parecem mágicos. Gerar um filho é criar, produzir, vincula-se ao mecanismo de preservação da espécie, de reproduzir, podendo apenas retratar um ato puramente fisiológico, instintivo, natural. Adotar uma criança ou adolescente implica em escolha, procura, em compromisso.

 

1 – O que acontece com uma criança para que seja encaminhada à adoção?

 

Até chegar a ser adotada, uma criança já terá passado por algumas situações. Sua genitora pode ter dado à luz, deixado a maternidade levando-a consigo (quando o parto aí se deu, apesar de muitos ocorrerem fora do ambiente hospitalar) e a abandonado em algum canto da cidade. Na melhor das hipóteses, terá comunicado aos funcionários da maternidade ou a alguém que a acompanhe o desejo de entregar a(o) filha(o) para adoção e a entidade tomara as providências legais. Em momento oportuno, a genitora (e o genitor, que raramente a acompanha) se apresentará à Vara da Infância e Juventude da região onde a criança nasceu para formalizar a entrega da criança em Juízo, ocasião em que será entrevistada por profissionais das áreas de Serviço Social e Psicologia e passará por audiência com o(a) Juiz(a) titular, quando será destituída do poder familiar. O abandono puro e simples de recém-nascido é crime, com pena prevista em lei, enquando a entrega em Juízo é considerada como gesto de renúncia, diante do reconhecimento da impossibilidade de criar um criança. A genitora que abre mão da(o) filha(o) age no sentido de protegê-la(o), oferecendo lhe as oportunidades de desenvolvimento que reconhece não estarem a seu alcance.

 

2 – Se eu souber que uma mulher está grávida, ou já deu à luz, e não quer ficar com a criança, posso pegá-la para mim?



Não!

Por mais que você se sensibilize, que acredite tratar-se de intervenção divina, o fato deve ser comunicado às autoridades, em primeiro lugar. Caso um recém-nascido seja encontrado pelas ruas, pode-se acolhê-lo como forma de protegê-lo momentaneamente, mas deve-se imediatamente comunicar a polícia. Caso tenha conhecimento da pretensão da gestante/genitora de entregar a criança, deve-se antes de mais nada procurar a Vara de Infância e Juventude da região de sua residência e comunicar o fato. Caso apenas assuma os cuidados, futuramente poderá ser obrigada e entregar a criança em Juízo e perderá qualquer chance de vir a adotá-la. Isso também inclui familiares diretos e indiretos da genitora e pessoas que já estejam cadastrados, em fila de espera para adoção. Apenas com a autorização do(a) Juiz(a), pode-se assumir os cuidados de uma criança que encontra-se afastada da genitora, sob quaisquer circunstâncias.

 

3 – Cadastros de Pretendentes à Adoção

 

Qualquer pessoa – solteira, casada, em relação estável, em relação homoafetiva – pode ser candidata à adoção. Caso haja interesse, basta procurar a Vara da Infância e Juventude correspondente à sua residência, solicitando a relação de documentos e fotos a serem apresentados. Quando os documentos forem entregues, será iniciado o processo de avaliação, com preenchimento de ficha de inscrição, em que são expressas as características da(s) criança(s) pretendida(s), agendamento de entrevistas e visitas pelos Setores Técnicos (Assistentes Sociais e Psicólogos). Você também deverá participar de cursos de preparação, normalmente oferecidos pela própria Vara da Infância e por Grupos de Apoio à Adoção. No final do processo, caso haja aprovação pelos técnicos e Ministério Público (representado pelo Promotor de Justiça da Vara), o(s) pretendente(s) será(ão) considerado(s) habilitato(s) pelo(a) Juiz(a) responsável e passará(ão) a aguardar em fila de espera, o Cadastro de Pretendentes à Adoção. Atualmente tanto o Cadastro de Pretendentes como o de Crianças Disponíveis para Adoção são nacionais, sendo que quando do preenchimento da ficha de inscrição você indicará em que Estados se dispõe a viajar caso haja ali criança(s) disponível(is) para adoção.

 

4 – A criança entregue pela genitora vai para um orfanato?



Atualmente o que existem são serviços de acolhimento institucional, mais conhecidos como abrigos. São casas que tentam reproduzir o ambiente familiar, com o máximo de 20 crianças e adolescentes de 0 até 17 anos e 11 meses. Ali residem tanto aqueles que foram entregues para adoção como os que foram afastados das famílias por risco pessoal e/ou social, cujos responsáveis encontram-se temporariamente impossibilitados de cumprir suas funções.

 

5 – Se eu quiser adotar posso ir procurar uma criança em um abrigo?

 

Não!

Principalmente porque apenas as Varas da Infância e Juventude tem conhecimento de quais crianças estão disponíveis para adoção. Nos serviços de acolhimento há muitas crianças que continuam vinculadas às famílias de origem, sendo que muitas recebem visitas de familiares. Você pode vir a se encantar por uma criança que nunca poderá ser sua.

 

6- Como fica a situação da criança que foi encaminhada para a adoção?

 

Como já abordado, todos fazem o mesmo percurso na construção da identidade, no texto

O Nascimento do Herói”  você encontra mais informações sobre a estrutura psicológica.

A união entre mãe e filho vai sendo progressivamente rompida, uma necessidade para o desenvolvimento. Porém, no caso da adoção, a ligação é interrompida bruscamente. As crianças afastadas da mãe biológica tem esse laço rompido abruptamente, perdem o colo que naturalmente as acolheria subsequentemente. O herói foi ferido, como que deixado à própria sorte, desprotegido, sem estar formado e/ou preparado para os embates que terá de enfrentar.

Essa é a situação das crianças que, ainda recém-nascidas, são encaminhadas para adoção, deixadas pelas mães no próprio hospital onde deram à luz ou, de forma que até podemos considerar perversa, pelas ruas das cidades, em caixas de papelão, latas de lixo e à margem de lagos e rios. Para essas crianças, o corte do cordão umbilical implica em um afastamento definitivo, e só raramente, há um contato mãe-filho, sempre breve e superficial. Seria apropriado comparar à condição de uma ave que, ainda não sabendo voar, seja empurrada para fora do ninho. O bebê passa a ser cuidado por um(a) atendente de berçário e posteriormente, na grande maioria das vezes, por um(a) funcionário(a) de abrigo, onde aguardam pela colocação em lar substituto. Ali não há continuidade nos relacionamentos, na ligação emocional e na estimulação. Funcionários vêm e vão, tornando as relações passageiras, sem a permanência que a criança necessita para estabelecer referenciais. Pode ser suprida a fome física, mas não a afetiva. Como há trâmites processuais a serem cumpridos, essa espera pode ser de dias, meses ou mesmo anos. Por esses motivos, quanto mais pessoas estiverem interessadas na adoção de crianças e adolescentes das mais diferentes faixas etárias e características físicas, menor será essa espera, e mais rapidamente se re-direcionará a  escrita da história desses pequenos heróis.

 

 

Psicóloga Mara Regina Augusto – CRP 06/17120

 

Psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – 35 anos de experiência.

Pós Graduação (Lato Sensu) em Psicologia Analítica – Universidade São Marcos

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

Centro de Convivência Infantil da Secretaria do Governo
Período: de março de 1984 a junho de 1985
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Vara da Infância e Juventude do Foro Regional Jabaquara
Psicóloga Judiciária / Psicóloga. Judiciária Chefe
Período: de junho de 1985 a junho de 2014(aposentada)
Psicóloga Voluntária na empresa Instituto Pró-Cidadania-IPC
Psicóloga Voluntária do GAASP
Palestrante do Grupo de Apoio e Orientação à Adoção “Conta de Novo”, do GAASP – Grupo de Apoio a Adoção de São Paulo e dos Encontros Prepatórios de Adoção da Vara da Infância e Juventude do Foro Regional Jabaquara.

 

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Raiva no relacionamento amoroso

Raiva no relacionamento amoroso: como usá-la de forma produtiva?

Raiva no relacionamento amoroso

O ódio pode causar muitos males ao casal,  a raiva surge quando menos se espera e como usá-la de forma produtiva para melhorar seu relacionamento amoroso?  Você pode aprender a lidar com sentimento de raiva, ira, ódio e descontrole emocional.

Todos sabemos o que é a raiva , e todos sentimos isso: seja como um incômodo fugaz ou como uma fúria total.

 

Muitas vezes o desgaste do relacionamento afetivo, incompatibilidade de gênios, mudanças repentinas na vida, nascimento de filhos, envolvimento de familiares, ou até mesmo um estado de depressão pode trazer a tona sensações destrutivas direcionadas a quem mais amamos.

Raiva no relacionamento amoroso

A raiva é um sentimento normal , como qualquer outro. Mesmo que cotidianamente seja atribuída a questões negativas e as pessoas façam de tudo para não sentir, é inevitável que isso aconteça e, se encarada com naturalidade, pode ser um sentimento de grande importância e ensinar muito sobre nós mesmos.
Se fosse fazer uma comparação entre emoções, a raiva estaria bem próxima da paixão em termos de energia. É como um vulcão em ebulição, que borbulha em emoção e urgência e nos motiva a fazer coisas que, em outras situações, nunca seríamos capazes de fazer.
Por isso que, a depender de como é compreendida e utilizada, a raiva pode tanto produzir quanto causar muita destruição, especialmente no que concerne ao amor.

 

O que a raiva no relacionamento pode fazer com o amor?

 

A raiva aponta que algo está muito, mas muito errado por ali e, além disso, que você precisa tomar uma atitude com urgência! A raiva é enérgica; ela grita, repete e insiste. Se a pessoa não toma uma atitude, expressa a sua “raiva” de alguma maneira e resolve a situação, ela continuará por ali “martelando” na cabeça.
Nessa pequena ilustração, podemos de cara identificar dois problemas clássicos que a raiva pode provocar nos relacionamentos amorosos. O primeiro é o da expressão. A urgência da raiva muitas vezes é refletida em impulsividade e intolerância, então agimos “sem pensar nas consequências” e acabamos falando e fazendo o que não gostaríamos.

 

Arrependimento após descontrole emocional

 

Quantas pessoas depois se arrependem de terem cometido algum grande erro em momento de raiva, que feriu o(a) seu(sua) amado(a)? E, para piorar, na próxima vez em que ficam com raiva, acabam cometendo o mesmo erro novamente?
O segundo grande problema é o do rancor. Quando guardamos a raiva, a “engolimos”, transformamo-la em rancor, em mágoa, que mina o nosso humor, a nossa concentração, autoestima, enfim, toda a nossa saúde mental e, além disso, mina também o nosso sentimento pelo outro.

Aquele amor vai, aos poucos, se desgastando e, sem percebermos, deixamos de olhar para as qualidades do outro e só percebemos os seus defeitos, que reforçam cada vez mais aquele rancor. Pequenas falhas se tornam grandes. Pequenas discussões se tornam grandes brigas. E o relacionamento acaba.

 

Como usar a raiva no relacionamento amoroso de forma produtiva?

 

Como disse no início, a raiva porém, pode ser um sentimento produtivo, que diz muito sobre a situação e sobre nós mesmos. Se você sofre com a raiva em seu relacionamento amoroso, primeiramente, identifique qual é a sua grande dificuldade de lidar com o sentimento.
Seria uma dificuldade de expressão? Seria o rancor? Seria uma dificuldade em perdoar? Seria um problema maior, mais íntimo, que desperta uma raiva desproporcional?
Se você tem dificuldades em se expressar e “explode” facilmente, tente conhecer como o seu corpo funciona. Revisite cada um dos momentos de sua memória, perceba como o seu corpo reage, coração, músculos, o que você pensa, que sentimentos vem junto, respiração… cada uma dessas partes que vai perdendo o controle e exercite o autocontrole, aos poucos.

Aumente o seu repertório de expressão, tente acusar menos e expressar mais como você está se sentindo. Da mesma forma, não reprima a raiva, mas crie momentos para falar sobre questões não resolvidas de forma a encontrar soluções com o seu amor, juntos, sem acusações ou culpabilizações.

 

A Natureza da Raiva

Raiva no relacionamento amoroso

A raiva é “um estado emocional que varia de intensidade de leve irritação a intensa fúria e raiva”, de acordo com Charles Spielberger, PhD, psicólogo especializado no estudo da raiva. Como outras emoções, é acompanhada por mudanças fisiológicas e biológicas; Quando você fica com raiva, sua freqüência cardíaca e pressão arterial aumentam, assim como os níveis de seus hormônios energéticos, adrenalina e noradrenalina.

A raiva pode ser causada por eventos externos e internos. Você pode estar com raiva de uma pessoa específica (como um colega de trabalho ou supervisor) ou evento (um engarrafamento, um vôo cancelado), ou sua raiva pode ser causada por preocupação ou reflexão sobre seus problemas pessoais. Memórias de eventos traumáticos ou enfurecentes também podem desencadear sentimentos de raiva.

 

Expressando raiva

 

A maneira instintiva e natural de expressar raiva é responder de forma agressiva. A raiva é uma resposta natural e adaptativa às ameaças; Ele inspira sentimentos e comportamentos poderosos, muitas vezes agressivos, que nos permitem lutar e nos defender quando somos atacados. Uma certa quantidade de raiva, portanto, é necessária para nossa sobrevivência.

Por outro lado, não podemos afastar fisicamente a cada pessoa ou objeto que nos irrita ou nos irrita; leis, normas sociais e limites do lugar de senso comum quanto a nossa raiva pode nos levar.

As pessoas usam uma variedade de processos conscientes e inconscientes para lidar com seus sentimentos de raiva . As três abordagens principais são expressar, suprimir e acalmar. Expressar seus sentimentos irritados de uma maneira assertiva-não agressiva é a maneira mais saudável de expressar raiva. Para fazer isso, você precisa aprender a deixar claro quais são suas necessidades, e como obtê-los, sem machucar os outros. Ser assertivo não significa ser agressivo ou exigente; Significa ser respeitoso com você e com os outros.

A raiva no relacionamento amoroso pode ser suprimida e depois convertida ou redirecionada. Isso acontece quando você mantém sua raiva, pare de pensar nisso e se concentre em algo positivo. O objetivo é inibir ou suprimir sua raiva e convertê-la em comportamento mais construtivo. O perigo neste tipo de resposta é que, se não for permitido a expressão externa, sua raiva pode se virar para si mesmo. A raiva virada para dentro pode causar hipertensão, pressão alta ou depressão.

A raiva injustificada pode criar outros problemas. Isso pode levar a expressões patológicas de raiva, como o comportamento passivo-agressivo (voltando às pessoas indiretamente, sem dizer-lhes o porquê, ao invés de enfrentá-las de frente) ou uma personalidade que parece perpetuamente cínica e hostil. As pessoas que estão constantemente colocando os outros, criticando tudo e fazendo comentários cínicos não aprenderam a expressar de forma construtiva sua raiva. Não surpreendentemente, eles não são susceptíveis de ter muitos relacionamentos bem sucedidos.

Finalmente, você pode se acalmar por dentro . Isso significa não apenas controlar o seu comportamento externo, mas também controlar suas respostas internas, tomar medidas para diminuir a freqüência cardíaca, acalmar-se e deixar que os sentimentos diminuam.

Como observa o Dr. Spielberger, “quando nenhuma dessas três técnicas funciona, é quando alguém – ou algo assim – vai se machucar”.

Poderá aprender a controlar a raiva em um relacionamento amoroso e se permiti viver as experiências de forma mais equilibrada, com decisões assertivas e coerentes com o que você realmente sente.
E, se for possível, faça uma psicoterapia e busca conhecer mais a fundo seus limites, os sentidos de sua raiva e como resolver cada uma dessas questões da melhor maneira.

Raiva no relacionamento amoroso

 

 

dependente afetivo e emocional

Dependente afetivo, você pode ser um?

Como funciona um dependente afetivo nas relações humanas?

O dependente afetivo sofre um conflito muito grande. Busca uma satisfação de seu desejo e ao mesmo tempo se protege do medo e insegurança causada por suas angústias.

Eu sou um dependente afetivo?

A dependência afetiva é consequência de diversos fatores comportamentais, psicológicos e hereditários, não podemos especificar um único motivo para justificar este comportamento.
Naturalmente imaginamos que uma pessoa dependente afetivo ou dependente emocional sofre muito porque vive um eterno conflito entre ajudar o outro, ser aprovado o tempo todo, não errar, se sentir sempre aceita, evitar ao máximo qualquer situação onde possa se sentir rejeitada. E mesmo demonstrando por alguns segundos o sentimento de raiva ou desgosto, retorna ao ponto original de submissão, arrependida de tal atitude.

Características de um dependente afetivo

• Sente enorme desconforto em quando estão sozinhos.
• Dificuldades em tomar decisões.
• Dificuldade para discordar do outro.
• Não conseguem iniciar projetos por medo da desaprovação.
• Quando seus relacionamentos amorosos terminam, dificilmente aceitam a separação ou não sossegam ate encontrar outra pessoa.
• O medo de ficar sozinho tira o sono.
• São capazes de loucuras para não perderem a companhia.

Sintomas de mulheres e homens que amam demais e demonstram serem dependentes afetivos.

• Desejam exageradamente ter um parceiro (a).
• O término de um relacionamento é um trauma.
• Não sossegam até encontrar um novo parceiro ou parceira.
• Esquece os elogios que recebem e supervalorizam as críticas.
• A vida é baseada exclusivamente em fatores externos.
• Passa a vida esperando pelo homem ou a mulher dos sonhos. Têm picos depressivos, ira, culpa e ressentimentos.
• Ataques de violência contra si e contra os outros.
• Sente ódio de si mesmo (a) e consegue justificá-los.

O psicólogo trabalha os seguintes conceitos:

1) Assumir a dependência

O primeiro passo para qualquer dependente afetivo é assumir a dependência emocional.

Dessa forma, fica mais fácil aderir ao tratamento.

2) Identificação das qualidades

Aqui o psicólogo resgata as conquistas do paciente.

O dependente enxerga suas qualidades.

Este encontro promove a autoestima.

As limitações começam a ser vistas como pontos a melhorar e não como uma sentença do destino.

3) Assumir as rédeas da vida

O paciente toma para si o controle da sua vida.

Assume responsabilidades pelos seus atos.

Aprender a falar NÃO e encerrar comportamentos destrutivos.

A pessoa trilha um caminho e o segue com a cabeça erguida.

4) Consciência da personalidade e fazer novas amizades e contatos
Cada indivíduo possui uma personalidade.

Algumas pessoas são mais expansivas.

Outras são mais introspectivas.

Dentro dessas variantes, os relacionamentos possuem nuances distintas. Não importa o número de amigos, nem de namorados. Ou se é extrovertido ou tímido. Cultivar uma rede de relacionamentos é importante para a saúde mental e física.

5) Estabeleça metas
Estabelecer metas para a vida.

Objetivos em curto prazo que seja prazeroso e saudável.
Exercícios físicos, viagens, adquirir novos conhecimentos um hobby e fazer novos amigos. E fazer o bem, se sentindo útil e generoso.

6) Desintoxicação

Aqui, a pessoa aprende a viver a própria vida.

Conversar com alguém de fora ajuda a clarear as ideias.

O profissional resgata as pendências que tornaram o indivíduo um dependente afetivo. Neste processo, o paciente descobre suas qualidades, aprende a superar as limitações e cuidar das feridas.

A pessoa interrompe comportamentos destrutivos e impede abusos de pessoas manipuladoras.

É difícil encontrar quem não tenha expectativas irreais sobre o outro. Mesmo quem não apresenta os sintomas citados, vez ou outra espera por pessoas mágicas que as livrará de todo o mal.

Podemos nos decepcionar por não sermos correspondidos. Não tem nada de errado querer ter amigos ou viver relacionamentos amorosos. Redes de relacionamentos como já disseram é ótimo para a saúde psicológica e física. Entretanto, cada um é responsável pela sua felicidade.

Não implore por amizade. Não se rasteje por amor. Nenhum ser humano merece se humilhar para não ficar sozinho.

Não nascemos para viver na sombra de ninguém. Vivemos para aprendermos com as experiências sejam elas boas ou ruins. Amizades e relacionamentos amorosos oferecem a oportunidade de crescimento emocional quando percebemos que somos um separado e temos nossa essência.
A troca afetiva é valiosa em todas as relações saudáveis e harmoniosas. Quando a soma e o investimento equilibrado nas relações humanas forem os principais objetivos de sua vida fica mais fácil contornar os conflitos e as dificuldades que sempre existirão nos relacionamentos.
E o grande aprendizado da nossa existência é aprender a lidar com o que é diferente, não acham?

Psicóloga Daniela Carneiro

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O nascimento do herói – Estrutura psicológica da criança

O nascimento do herói – Estrutura psicológica da criança

Um texto interessante, “O nascimento do herói”, ou seja, o início da vida humana e a diferença entre nascer efetivamente como ser biológico e o nascimento da estrutura psicológica. A importância do papel da mãe na construção do ego e na representatividade de si mesmo, reverenciada por oferecer o aspecto continente que acolhe e nutre.

O sofrimento emocional: angústias, medos, desamparo, raiva, entre outros, relacionadas a circunstancias da vida levam o indivíduo a buscar dentro de si mesmo condições psicológicas para lidar com as frustrações. Conhecer a si mesmo e descobrir a maneira saudável de enfrentar as dificuldades.

O texto da Psicóloga Mara nos explica os primórdios de um processo de desenvolvimento psicológico muito importante onde se fundamenta toda a estrutura de personalidade do ser humano

O Nascimento do Herói 

O ato de nascer implica no sentido de começar, de iniciar, de ser o princípio da vida, de um ser, de uma ideia. Antes de vir à luz, tudo o que nasce passa por um processo que, na maioria das vezes, é imperceptível, que se dá nos recônditos de um ovo, de um ventre materno ou psíquico, nas profundezas da alma.

No passado, imaginava-se que o meio ambiente do útero materno era confinado e monótono, que o feto era completamente passivo e dependente. Pesquisas mais recentes e o desenvolvimento tecnológico demonstraram que o que se acreditava ser um mundo sem atritos, sem sensações e estímulos é na verdade um lugar rico em experiências pré-natais. O feto se movimenta, dorme e acorda, reage a estímulos, pode perceber diversos sons como o da voz da mãe, o do sangue dela correndo pelas artérias, o dos batimentos de seu coração e aqueles produzidos pela digestão, entre outras atividades. Imerso no líquido amniótico, o bebê cresce contido e protegido no abdômen da mãe. Assim, compartilham durante os meses de gestação muito mais do que a ligação mantida pelo cordão umbilical. E quando esse é cortado, na hora do nascimento, apenas a ligação física do bebê com a mãe é rompida. Diferentemente dos animais irracionais, o humano nasce imaturo e continua dependente e desprotegido. Trata-se de um processo que se inicia no ventre materno, mas continua fora dele no pós-natal.

É possível, então, concluir que o nascimento biológico do bebê humano e o nascimento psicológico do indivíduo não são coincidentes no tempo, não acontecem simultaneamente, e a criança permanece psicologicamente fundida com a mãe vários meses após o nascimento. Essa separação só ocorrerá quando o ego da criança estiver formado. Pode-se, simbolicamente, dizer que o ego também nasce, o que se dá por um processo, enquanto que o nascimento do homem corresponde a um momento. A mãe fornece um continente para o ego em desenvolvimento do filho, da mesma forma como antes tinha fornecido em seu corpo um continente para seu corpo em desenvolvimento.

A criança fica aí totalmente imersa, mantendo com a mãe uma relação que já dispensa o cordão umbilical, mas em que essa última continua fazendo papel de intermediária entre ela e o mundo. Nessa fase, o papel da mãe é o de, na medida do possível, não deixar que as experiências negativas, naturais do cotidiano de qualquer ser humano, predominem – fome, frio, dor, raiva, por exemplo – levando a criança a desenvolver assim a capacidade de tolerar a frustração e adiar a satisfação das necessidades. O atendimento da mãe à criança vai organizando as mamadas, o período de sono, o de vigília, vai impondo um ritmo. Dá o conforto desejado, assim que possível, e ensina a tolerar o adiamento da gratificação. Esse processo nos humaniza e, com o passar do tempo, a criança passa a ser dotada de um ego.
Nos contos de fada, o herói corresponde ao ego, e o processo que corresponde a seu estabelecimento, pode ser visto como o início de sua saga.

O nascimento do herói – Estrutura psicológica da criança

Mara Regina Augusto – CRP 06/17120,

Psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – 35 anos de experiência.

Pós Graduação (Lato Sensu) em Psicologia Analítica – Universidade São Marcos

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

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Período: de março de 1984 a junho de 1985
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Vara da Infância e Juventude do Foro Regional Jabaquara
Psicóloga Judiciária/Psicóloga Judiciária Chefe
Período: de junho de 1985 a junho de 2014(aposentada)
Psicóloga Voluntária na empresa Instituto Pró-Cidadania-IPC
Psicóloga Voluntária do GAASP
Palestrante do Grupo de Apoio e Orientação à Adoção “Conta de Novo”, do GAASP – Grupo de Apoio a Adoção de São Paulo e dos Encontros Prepatórios de Adoção da Vara da Infância e Juventude do Foro Regional Jabaquara.

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