Exibicionismo, voyeurismo, masoquismo, travestismo

Onde está o limite?

O mundo das parafilias

Exibicionismo, voyeurismo, masoquismo… Os comportamentos eróticos que saem das normas põem à prova a nossa largueza de vistas. A sexóloga Valérie Tasso explora o mundo das parafilias.

O conceito de normalidade é estatístico, mas acontece que os inquéritos, nomeadamente os que se aplicam no âmbito social, são frequentemente concebidos para reforçar uma tese, e não para verificá-la. Por exemplo, um estudo efetuado por uma empresa de preservativos sob o enunciado “Com que frequência mantém relações sexuais?” irá refletir, na realidade, o que os entrevistados afirmarem praticar. Assim, a média obtida contribuirá para reforçar um modelo errôneo: o coitocentrismo, que associa indefectivelmente sexualidade ao coito (para um fabricante de “camisinhas”, são o mesmo). Além disso, criará um problema nas pessoas que fiquem abaixo ou acima da bitola.

Por “normalidade” também se entende aquilo que é considerado regra: as práticas adotadas pela maioria. Tudo o que é, definitivamente, aceite pela moral. De facto, o último termo provém do latim mor, que significa “costume”. Basta recordar a célebre exclamação de Cícero: “O tempora, o mores!” (“Ó tempos, ó costumes!”). Na sexualidade, a normalidade é concedida (ou seja, o aval é-lhe dado) pela medicina. É assim desde a época vitoriana, no século XIX, quando emergiu uma inusitada inquietação por essa dimensão humana, mas sempre de uma perspetiva patológica.

Dado que a medicina (e, em concreto, a psiquiatria) se considera uma ciência, os seus termos devem ser asséticos. Em teoria, não envolvem uma condenação moral. O que é popularmente designado por “tarado” ou “depravado” começou por ser, para a psiquiatria, um “psicopata sexual”; depois, “desviado sexual”; quase sempre, “pervertido sexual”; e, finalmente, “parafílico”. Assim, entende-se por parafilias os comportamentos eróticos suscetíveis de serem considerados patológicos por infringirem a normalidade. Englobariam todos aqueles (e são imensos) que contrariam o modelo padronizado de sexo. Estudaremos esse modelo, mas, antes, vamos deter-nos na incoerência científica do próprio termo.

 

Uma voz nada inocente

Através dos neologismos, pretende-se especificar o significado de uma realidade ambígua, designar algo que antes não existia (por exemplo, “automóvel”) ou excluir conotações negativas ou éticas (“obeso” como substituto de “gordo”). Foi o terceiro motivo que deu origem ao termo “parafilia”. Possivelmente introduzida por Wilhelm Stekel, discípulo de Freud, e depois popularizada pelo sexólogo John Money, a palavra pretende estar isenta de conotações moralizantes. Todavia, não é bem assim se observarmos a sua etimologia: a união do prefixo grego para (independentemente de, em paralelo a, contrário a) e do substantivo philia (amor). Parafílico seria, pois, aquele que, na sua prática erótica, não ama ou, para sermos condescendentes com a interpretação, o faz de forma anormal, o que implica inequivocamente uma classificação moral. E por que podemos interpretá-lo assim?

Simplesmente, porque amar é aqui um eufemismo para relação sexual, e esta terá de ser, segundo o modelo normativo, equivalente ao coito. Para a literatura clínica, a parafilia consistiria, por conseguinte, numa inclinação que coloca em dúvida que o sexo tenha como meta a procriação, envolva principalmente os genitais e esteja apoiado no casal, a estrutura fundamental da família.

Um diagnóstico é o princípio de um tratamento, mas também uma condenação. A questão reside em saber se aquilo de que se padece obedece, ou não, à definição de doença. E que interesse pode haver em afirmar que um comportamento ou um conjunto de sintomas são patológicos quando, na realidade, não o são? Infelizmente, há muitos: por exemplo, permitir que certas companhias farmacêuticas se proclamem redentoras de algo pelo qual não há motivo para se redimir. Porém, trata-se sobretudo de acusar, controlar e discriminar o elemento que transgride a ordem moral estabelecida. Aqui, pode entrar o sistema penal.

 

Estais doentes!

Há apenas algumas décadas, o diagnóstico de parafilia homossexual presumia que o indivíduo sofria de um distúrbio que devia ser tratado e que comportava um período de cativeiro. Isso continua a verificar-se em muitos países (em muitas morais) e, também, para alguns terapeutas pitorescos que a definem como uma inclinação erótica antinatural e doen­tia, por ser improdutiva do ponto de vista biológico. De igual modo modo, se um homem estiver a tentar obter, num processo de divórcio, a guarda do filho e um psiquiatra testemunhar que tem uma tendência voyeurista, terá muita dificuldade em convencer o juiz.

Portanto, trata-se de uma necessidade de primeira magnitude (e nunca insistiremos o suficiente) que a psiquiatria (e a medicina, em geral) reveja com urgência o que se entende por doença ou parafilia, esquecendo os preconceitos morais. Quando cria um paradigma, a ciência deve ser consequente; caso contrário, estaríamos perante um dogma de fé.

Entre as parafilias que foram e já não são (mais um ponto de reflexão: por exemplo, a tuberculose sempre foi e continuará a ser uma doença enquanto existir), parece útil destacar algumas. Recordemos a já referida homossexualidade. O termo é um neologismo do século XIX que nasce com a mesma vontade de assepsia científica que “parafilia”, com o objetivo de classificar quem padecia de uma psicopatia sexual concreta. Foi, por conseguinte, um distúrbio mental para todos os psiquiatras até meados dos anos 50 do século passado: qualquer tendência para a perturbação ficava sujeita aos seus critérios clínicos. O homossexual era uma “personalidade psicopata com uma sexualidade patológica”, nada mais, nada menos.

Numa data tão recente como o final dos anos 60, quando ainda continuava sem se falar de parafilias, a inclinação erótica por pessoas do mesmo gênero já era apenas um desvio, classificado como um “distúrbio da personalidade que afeta a identidade se­xual”. Foi preciso esperar até ao final da década de 80 para ser retirada como doença mental, sem mais considerações, do DSM-III-R, a terceira edição revista do Manual de Diagnóstico e Estatístico dos distúrbios mentais, elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria.

Comportamentos eróticos como a masturbação ou o travestismo foram alvo de abordagens semelhantes de equivalência clínica. Assim, é interessante verificar que certas “doen­ças mentais” vão desaparecendo com a passagem do tempo, mas não os seus sintomas, o que nos leva a perguntar: em função de que critérios clínicos pode uma doença deixar de sê-lo? A erradicação do agente patogênico, a modificação do gene responsável?

O que se torna realmente curioso é que, quando se folheia a lista de parafilias em vigor, segundo o DSM, se descobre que, a par das oito especificamente enunciadas (exibicionismo, fetichismo, frotteurismo, pedofilia, masoquismo sexual, sadismo sexual, travestismo e voyeurismo), surge uma salgalhada genérica. Sob a epígrafe “Parafilia não especificada”, inclui-se um sem-fim de inclinações que todos experimentámos em algum momento das nossas vidas. Assim, para nos cingirmos à letra, podem transformar-nos em parafílicos a ofolagnia (a excitação produzida por ouvir sons eróticos), a gimnofilia (por ver pessoas nuas) ou a alopelia (quando observamos um casal a ter relações sexuais). Outra curiosidade é o facto de, na secção dos critérios de diagnóstico, se especificar que são determinantes as fantasias originadas em cada uma. Isto é, basta pensar nisso para me converter em suscetível de sê-lo.

O problema talvez seja a propensão da ciência para parcelar e classificar, esquecendo por vezes, sobretudo numa especialidade médica com vocação tão humanista como a psiquiatria, que não é o quê, mas o como, que deve determinar a sua intervenção. A obsessão por estabelecer enunciados pode perverter o espírito com que devem ser aplicados.

 

Três pontos a verificar

Se é questionável, como explicámos, a definição das parafilias, o mesmo não se pode dizer da preocupação que deve suscitar, por vezes, a sua prática. Em que circunstâncias? É muito simples: quando se tornam prejudiciais, para o próprio ou para os outros. Em atualização, o DSM IV estabelece com clareza quando se pode considerar problemática uma inclinação que extravasa o que é considerado normal. Declara literalmente, referindo-se a cada um dos oito grupos que resumimos:

  1. “Durante um período de, pelo menos, seis meses, fantasias sexuais recorrentes e extremamente excitantes, impulsos sexuais ou comportamentos…” A partir daqui, faz uma referência específica a cada parafilia. Assim, no caso do exibicionismo, incluem-se os comportamentos “que implicam a exposição dos próprios genitais a uma pessoa que não o espera”.
  2. “As fantasias, os impulsos sexuais ou os comportamentos provocam mal-estar clinicamente significativo ou deterioração social, laboral ou de outras áreas importantes da atividade do indivíduo.”
  3. Em alguns pontos, acrescenta-se um fator específico. Por exemplo, quando se refere o fetichismo: “Os fetiches não devem ser apenas artigos de vestir femininos, como os utilizados para travestir-se, ou aparelhos concebidos com o objetivo de estimular os genitais.”

Daqui se deduz que uma atitude passa a ser problemática em função do tempo durante a qual se manifesta e do mal-estar que provoca no indivíduo, por causa da sua consciência ou pela perda de liberdade. Muito sensato.

Porém, surgem novamente interrogações. Por que não incluir o coito? Este também pode provocar um mal-estar clinicamente significativo e alterar os hábitos de comportamento regulares e as atividades do indivíduo, retirando-lhe liberdade. De igual modo, é possível que prejudique um segundo se a sua prática não tiver sido acordada ou resultar de um consenso em termos gerais.

A razão desta incoerência é simples: o coito faz parte das práticas eróticas consideradas ortodoxas e não infringe as regras. Pode ser produtivo (por mais que utilizemos métodos contraceptivos), é genitalizado e pratica-se, habitualmente, a dois.

O segundo aspecto determinante é o mal-estar. O que costuma provocá-lo? A culpa, a consciência de que aquilo que estamos a fazer não é normal. Não contribuirá, precisamente, para que o indivíduo se veja a si próprio como anormal a existência de uma avaliação psiquiá­tri­ca que o sugira? Esta pressão patologizante não o fará sentir-se mal?

 

O mal–estar da culpa

Há homossexuais (homens e mulheres) que convivem com a sua preferência sem problemas, mas também encontrei frequentemente pessoas, geralmente nascidas e criadas num ambiente intransigente e de moral baseada em valores arcaicos, que a suportam com mágoa, ao ponto de fazerem tudo para ocultar a sua condição e se esforçarem por corrigi-la durante anos. O que produz este desassossego? A prática em si ou o olho social que as julga?

Entramos aqui num terreno inquietante, pois surge uma interrogação: como é que o terapeuta trata o paciente? Convidando-o a abandonar esse comportamento ou fazendo-o compreender que não há motivo para lhe causar mal-estar, por muito que não o considere normal ou inócuo? Lamentavelmente, a psiquiatria opta, na grande maioria dos casos, por emendar a prática, e não por conseguir que o indivíduo que aceite como saudável.

Talvez (e trata-se de uma hipótese) a tarefa de todos os que se dedicam à terapia sexual passe por convencer a sociedade a aceitar a pluralidade de opções que configura o ser humano, e não por redimi-lo. É precisamente a sociedade que o transforma em paciente, através do dedo culpabilizador da prática clínica.

Há indivíduos para os quais (e isso torna-se evidente) o exercício da sua parafilia causa danos ao outro. Falamos, por exemplo, dos pedófilos e dos psicopatas com tendências sádicas. Podem dar rédea solta ao seu distúrbio mental no campo sexual, e devem ser controlados através da aplicação do sistema penal. Porém, o que os condena à discriminação não é o facto de as suas tendências não serem habituais ou convencionais, mas por quebrarem um princípio ético muito superior às conve­niên­cias morais: o de não fazer mal, algo muito concreto e fácil de entender numa sociedade saudável e madura.

Prejudicar o outro é submeter a sua vontade pela força, agredi-lo física ou verbalmente (quando não se quer ser agredido…) e quebrar o consenso elementar entre dois seres humanos. Magoar não é questionar, é impor, do mesmo modo que ordenar não é perguntar. Tudo diferenças que não nos faria mal colocar a nós próprios de vez em quando, pois não faz mal nenhum.

V.T.

Parafilias peculiares

O título desta caixa é aquilo a que os retóricos chamam “pleonasmo”, pois as parafilias são-no precisamente por serem consideradas peculiares. Apesar disso, e mais com a intenção de alargar os territórios do que chamamos “humano” do que para condenar essa humanidade, referimos aqui algumas que poderão chamar especialmente a atenção.

Amomaxia. Afeta o indivíduo que apenas se excita quando pratica o ato sexual num carro estacionado.

Ipsofilia. Trata-se de um comportamento muito singular, que consiste em excitar-se com a própria imagem. O objeto que proporciona prazer não é a reprodução (fotográfica, cinematográfica, imaginativa) de outra pessoa, como costuma acontecer, mas de si mesmo.

Normofilia. Apenas se produz estimulação quando o ato sexual que se vai praticar é considerado normal pela sociedade ou a comunidade religiosa.

Aerofilia. A libido dispara quando se voa, seja de avião, de helicóptero, de balão ou de asa delta.

Antolagnia. Prazer erótico sentido ao cheirar flores.

Misofilia. Excitação desencadeada por contemplar roupa suja.

Lactofilia. Refere-se às pessoas especialmente sensíveis à sensualidade de seios que contenham leite materno.

Latronudia. Acontece quando alguém fica excitado por se despir na frente do médico.

Eufilia. Neste caso, o fator detonador do prazer sexual produz-se ao ouvir boas notícias.

Xenoglosofilia. Acontece quando a pessoa só fica estimulada se lhe falarem numa língua estrangeira.

Octofilia. Neste caso, o indivíduo fica sexualmente estimulado perante a visão do número 8.

Como se vê, o método para determinar parafilias é quase ilimitado: descubra-se um comportamento peculiar, procure-se um vocábulo grego que corresponda ao que se encontrou e acrescente-se o sufixo “filia”. Deste modo, obteríamos, por exemplo, o recém-criado termo “superediaferonfilia”, que definiria a excitação sexual produzida pela leitura da SUPER. Como? Não existe? Quanto quer apostar?

 

Uma lança no bem-estar

Em meados dos anos 60, o psiquiatra e filósofo sueco Lars Ullerstam revolucionou o mundo da terapia sexual com a publicação da obra As Minorias Eróticas. Nesse magistral e original ensaio, defendia a tese de que a única coisa que nos deve escandalizar é o sofrimento humano, uma dor sempre causada pela criação de tabus e pela perseguição daqueles que os infringem.

Partindo dessa premissa, seria absurdo chamar “pervertidas” às pessoas que, sem fazerem mal a ninguém, formam aquilo a que Ullerstam chamou “minorias eróticas”. Ao invés de persegui-las, a sociedade devia proporcionar-lhes os meios para poderem concretizar os seus desejos. Competiria, assim, ao estado organizar e propiciar a plena satisfação dos elementos minoritários, que não só incluiriam os que são hoje considerados parafílicos como, também, os idosos, as pessoas com alguma deficiência e, de forma geral, os seres menos favorecidos.

O mecanismo é simples: devem existir lugares de complementariedade onde certos grupos possam sincronizar os seus gostos com outros; por exemplo, promovendo a convivência entre exibicionistas e voyeurs. Por outro lado, as meretrizes (pilares dessa reorganização social) seriam plenamente aceites, valorizadas e protegidas pelo sistema estatal.

 

Até que ponto é atraído pelo fruto proibido?

Responda sinceramente às perguntas deste questionário. No final, some a pontuação. Assim, perceberá se realmente sente inclinação pelo sexo heterodoxo (embora não o ponha em prática) ou se prefere frequentar apenas os caminhos já trilhados.

1 – Sinto excitação quando cheiro o suor do/a outro/a.
a) Quase nunca (2)
b) Ocasionalmente (3)
c) Nunca (0)
d) De facto, só me excito com o seu odor (5)

2 – Está a fazer sexo com alguém pela primeira vez e, a certa altura, começa a ouvir obscenidades. Pensa…
a) É um/a depravado/a e tenho de acabar imediatamente com isto (0)
b) Gosto e sinto cada vez mais excitação (3)
c) Deixá-lo/a; percebo que faça parte do jogo sexual (2)
d) Incomoda-me (1)

3 – Tem por vezes fantasias com animais?
a) Nunca; nem sequer me passou pela cabeça (0)
b) Sim (3)
c) Sim, mas rejeito essas perversões (1)

4 – Pormenorizando a pergunta anterior: gostaria de ter praticado alguma vez sexo com um animal?
a) Não (2)
b) Por vezes, sim, tenho vontade, mas costumo reprimir-me. Embora uma vez… (3)
c) Sempre (5)
d) De modo algum, isso é uma perversão (0)

5 – Os parafílicos deviam…
a) Ser fechados num manicômio ou na prisão (0)
b) Não se pode generalizar; é preciso analisar cada caso (2)
c) Ser evitados e tratados por um profissional (1)

6 – Por vezes, veste-se com roupas do outro sexo.
a) Uma vez, numa festa (1)
b) Sim (3)
c) Nunca, para quê? (0)

7 – Na sua opinião, que tipo de problema enfrenta um transexual?
a) Mental (1)
b) Não sei o que é (1)
c) De identidade (3)

8 – Imagine que, ao sair do chuveiro e sem se tapar com a toalha, passa diante de uma janela pela qual pode ser observado/a por um/a atraente vizinho/a. O que faz quando se apercebe da sua presença?
a) Nem quero imaginar; além disso, não costumo andar despido/a pela casa (0)
b) Tapo-me rapidamente (1)
c) Finjo não ver para desfrutarmos um pouco da ocasião (2)
d) Fixo insinuantemente,os olhos nele/a e permaneço ali (3)

9 – Um/a sadomasoquista sofre de algum problema?
a) Depende de os jogos eróticos que pratica serem consentidos ou não (3)
b) Sim, naturalmente; é preciso estar mal da cabeça para procurar prazer na dor (0)
c) Ora, não deve andar muito bem… (1)

10 – Bateram-lhe, alguma vez, durante o sexo?
a) Sim, um estalito de vez em quando (2)
b) Sim (3)
c) Nunca. Para quê? (0)

11 – Faz sexo sempre da mesma maneira?
a) Sim (1)
b) A maior parte das vezes (2)
c) Procuro evitar fazer sempre o mesmo (3)

12 – Independentemente do seu comportamento, alguma vez se sente mal depois da relação sexual?
a) Quase nunca (2)
b) Quase sempre (1)
c) Sempre (5)
d) Nunca (3)

13 – Está numa situação íntima com o seu/sua parceiro/a e apercebe-se de que alguém pode estar a ver ou a ouvir o que estão a fazer. Como reage?
a) Paro imediatamente (0)
b) Fico inibido/a (1)
c) Depende (2)

14 – Um metro está para cem centímetros assim como “humano” está para…
a) Incomensurável (3)
b) Não percebo a equivalência (1)
c) Milhões de neurônios (2)
d) Uma alma (1)

15 – É normal que comam cães na Coreia?
a) Não (1)
b) Sim (3)
c) Para eles, sim (2)
d) É desumano comer um cão (0)

16 – O que acha da afirmação de que, “no sexo, vale tudo”?
a) É uma idiotice (0)
b) É verdade, desde que haja consenso entre quem o pratica (3)
c) Não é verdade (1)

 

RESULTADOS

De 4 a 7 pontos – Intuo que oculta algo. Talvez seja um parafílico/a de manual, ou talvez gostasse de sê-lo, mas o peso da culpa não deixa. Seja como for, e continuo a conjeturar, é imensamente infeliz. Aconselho-o/a, se é que o meu conselho lhe interessa, que se deixe ajudar não só pelo Espírito Santo como, também, pelos espíritos humanos.

De 8 a 19 pontos – Possivelmente, ainda é demasiado jovem ou inibido/a para contemplar sequer a opção das parafilias. Sente curiosidade pelo sexo, mas não sabe como resolver essa inquietação ou, então, cria-lhe insatisfação. Se calhar, o tempo ou o raciocínio permitirão que se desiniba um pouco e aproveite mais a vida. Não desanime.

De 20 a 30 pontos – É muito normal, muito equilibrado/a, sem sintomas de parafilia nem de excessiva dependência da rotina. Gente assim é perfeita para encontrar num cargo de responsabilidade, embora talvez se torne pontualmente demasiado correto/a.

De 31 a 47 pontos – De parafílico/a, não tem absolutamente nada, pois é inteligente e sabe muito. Parece, além disso, uma pessoa sincera, corajosa e com as imprescindíveis duplicidades… Enfim, um achado para partilhar o leito.

Se escolheu alguma resposta pontuada com cinco, consulte um especialista, nomea­da­mente se a soma for baixa na totalidade do teste.

Revista – Super Interessante