Categoria: Ajuda emocional

estresse: como lidar com estas emoções

Estresses: O que é, e como lidar com estas emoções

Estresses: O que é, e como lidar com estas emoções.

A chave para gerenciar o estresse é identificar a emoção que acompanha e o sentimento.

Segundo algumas pesquisas o Brasil é o segundo país do mundo mais estressado, aponta o ranking
O que mais estressa o brasileiro, segundo o estudo, é o trabalho, segundo 69% dos entrevistados.

Nove em cada dez brasileiros no mercado de trabalho apresentam sintomas de ansiedade, do grau mais leve ao incapacitante. Metade (47%) sofre de algum nível de depressão, recorrente em 14% dos casos. Os dados são da última pesquisa da Isma-BR, representante local da International Stress Management Association, organização sem fins lucrativos dedicada ao tema.

Pesquisas ligam os transtornos mentais a diversas fontes. O excesso de estímulos é uma delas. Na era da hiperconectividade, as pessoas são atingidas por uma avalanche de informações na forma de mensagens instantâneas, e-mails, alertas de compromisso, notícias em tempo real e aplicativos de todos os tipos e gêneros. “A informática fez com que tivéssemos mais controle de nossa vida, mas isso implica maior carga cerebral”, diz a neurocientista Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Estamos o tempo todo sendo lembrados do que não fizemos, das tarefas que não cumprimos, das ligações que não atendemos e dos e-mails não respondidos. E a falta de habilidade em lidar com isso pode levar ao estresse e a distúrbios de ansiedade e humor.

Embora especialistas indiquem a vida pessoal, não só a profissional, como fator de risco, em todo o mundo, apenas um de cada cinco indivíduos aponta a família e os vizinhos como fonte de preocupação, segundo uma pesquisa realizada com 16000 pessoas pela Regus, especializada em escritórios flexíveis.


Se mal gerenciado , o alto estresse pode se tornar uma condição crônica e pode levar a sérios problemas como obesidade, insônia, pressão alta, dor crônica e um sistema imunológico enfraquecido. De fato, a pesquisa mostra que o estresse desempenha um papel no desenvolvimento de doenças importantes como doença cardíaca, depressão e transtornos de ansiedade.

Mas, apesar do fato de que a mídia parece ter uma cobertura constante sobre como “livrar-se do seu estresse agora” ou “aliviar o estresse rápido”, apenas 17% dos americanos que têm estresse significativo dizem que estão fazendo um trabalho muito bom em gerenciá-lo .

Então, por que não somos melhores no gerenciamento do estresse? Porque não estamos direcionando o problema certo!

Nós usamos o estresse como um termo atrativo para descrever um senso geral de sentir-se sobrecarregado, mas para realmente começar a quebrar o problema do estresse precisamos obter mais específico e chamá-lo do que realmente é – emoções angustiantes.

O estresse alimentado pelo medo é muito diferente do estresse impulsionado pela raiva … e as soluções também são diferentes!

O seu estresse e os problemas relacionados que causa todos originam de emoções que estão sendo ignoradas, negadas, incompreendidas, suprimidas ou mal tratadas. Suas emoções angustiantes, quando não são atendidas de forma produtiva, estão na raiz de todas as suas questões mais comuns, incluindo excessos, conflitos de relações crônicas, má gestão do dinheiro, abuso de substâncias e até, em muitos casos, frágil saúde física.

Mas quando você é capaz de lidar com suas emoções, você pode contornar seus problemas e seu estresse. Então você pode efetuar uma mudança de cima para baixo em todos os aspectos da sua vida através das escolhas que você faz todos os dias. Esta é a chave para o que eu chamo Wise Mind Living.

Trabalho levado para casa. Falta de tempo para atividades relaxantes ou para a família. Má alimentação. Incapacidade de enxergar perspectivas. Tensão no trânsito. Pavor da violência urbana. Todas essas situações são vividas por quem sente estresse. E não são poucas as pessoas afetadas por essa doença. O Brasil ostenta o título de segundo mais estressado do mundo em um ranking com dez países, feito pela International Stress Management Association (Isma – Brasil). Na nossa frente apenas os japoneses.

O que mais estressa o brasileiro, segundo o estudo, é o trabalho, segundo 69% dos entrevistados.  Eles relataram sofrer com as longas jornadas, sobrecarga de tarefas e a tensão no ambiente corporativo. Foi por causa do desgaste do trabalho que a dona de casa Ana Lúcia Nascimento, 57 anos, se afastou da empresa em que trabalhou por três anos.  “Em tese, eu devia começar às 17h e sair às 23h45, mas como o trabalho era em uma distribuidora de medicamentos, que funcionava a partir dos pedidos, tinha vezes que chegava às 5h”, conta. “Havia muita pressão dos chefes. Chegava em casa e não dormia, ficava ansiosa e desenvolvi depressão”, completa.

O caso de Ana Lúcia exemplifica os dados da Previdência que apontam que, só no ano passado, foram feitos 3.565 pedidos de afastamento. Em 2015, este número foi de  2.899. Quando somados aos problemas de depressão e transtornos mentais, que podem vir de quadros de estresse elevado, o número de pedidos de afastamento do trabalho chega a mais de seis mil. O estresse perde somente para os traumas ósseos e para as lesões causadas por esforço repetitivo como razão para afastamento do trabalho.

O que é Estresse?

De acordo com o psicólogo e conselheiro do Conselho Regional de Psicologia 3ª Região, Renan Rocha, boa parte do estresse no trabalho vem em função da centralidade dele na vida das pessoas. “Nós nos apresentamos a partir do trabalho e ele é parte de nossa identidade, mas é preciso entender o sentido dele na própria vida e perceber os sinais de conflito”, destaca. “Deve-se perceber que o trabalho tem um tempo de se iniciar, de se fazer e de ser concluído. E ele precisa ser vivido nesse espaço de tempo e não fora de seu ambiente próprio”, orienta.


Infarto


O estado de estresse prolongado pode levar a casos de infarto. É que nas situações de tensão, o corpo libera  substâncias no sangue capazes de alterar o ritmo do coração. “O estresse é um gatilho para as doenças cardiovasculares. Pacientes com aterosclerose (acúmulo de gordura no sangue) podem sofrer com a formação de coágulos e assim o estresse pode levar a um mal súbito ou infarto”, alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC-BA), Nivaldo Filgueiras.

Sintomas do Estresse ( Stress)

sintomas do estresse

Os médicos afirmam que não há causa única para o estresse. Ele está associado, normalmente, aos excessos e experiências negativas. De acordo com a psiquiatra e conselheira do Conselho Regional de Medicina da Bahia, Rosa Garcia, o estresse pode ser entendido em três tipos.



O primeiro é o de transtorno de adaptação, que é o caso das relações externas em que o contexto geral pesa, como o trabalho e família. Nesse caso, a adaptação à vida cotidiana fica comprometida. O segundo, o agudo, que é provocado por desordem, como uma notícia ruim. E o terceiro é o pós-traumático, cuja experiência e efeitos variam de um indivíduo a outro, que está relacionado aos acidentes ou experiências como assaltos.

Ainda segundo os especialistas, o acompanhamento médico sozinho não resolve a situação. Para eles, a saída está em diminuir o ritmo e reservar tempo para desenvolver atividades que proporcionam bem-estar e felicidade.

“É preciso construir outros hábitos, tentar regularizar o sono, ter alimentação regular e adequada, reservar tempo para atividade física e se permitir a ter momentos de prazer, que podem ser qualquer coisa, desde um livro até sair para tomar um sorvete. Além de ter boas relações afetivas, estar perto de pessoas que contribuam para elas”, explica Renan Rocha.

 

Supere o estresse

 

tratamento do estresse

Faça o que gosta Mesmo com atividades profissionais no dia a dia, reserve  uma parte do seu tempo para se dedicar a algo que gosta. Vale qualquer coisa que te faça se sentir bem, de um filme a uma viagem.

Divida seu tempo: Otimize o seu tempo e divida entre trabalho, lazer e descanso. Tenha em mente que existe um tempo de início e de término das atividades

Durma bem! O sono é fundamental para manter as atividades vitais do corpo, logo, garanta as oito horas de sono.

Mova o corpo. Elimine as tensões com atividades físicas. Há várias opções que vão de caminhada à musculação. A atividade física deve ser feita com objetivo de proporcionar bem-estar a quem faz.

Coma bem  Além das atividades físicas, manter a alimentação saudável proporciona bem-estar e reforça a imunidade.  

Lazer é necessário:  Reserve momentos para  diversão, encontrar amigos, ouvir música, ler um livro ou mesmo caminhar na praia.

A Espiritualidade: Manter um lado espiritual ajuda a combater a ansiedade e o estresse, dedique seu tempo a atividades mais espiritualizadas que visem o autocuidado, como meditação e ioga.  

O Trabalho:  Os especialistas comumente afirmam que um bom trabalho é quando não se sente que está trabalhando. Por isso, dedique-se a atividades que realmente gosta e sinta prazer ao executá-las.

Desligue-se  Ao deixar o trabalho, desligue-se completamente da empresa. Ao se distanciar das atividades, é possível relaxar. Vale, inclusive, evitar ver e-mails ou mensagens de grupos de trabalho.

Relacionamentos:  Esteja cercado de relações positivas. Evite relacionamentos abusivos e destine um tempo para passar na companhia de familiares e amigos.

A melhor forma de acompanhar o bem-estar psíquico e emocional é preparar a companhia para tratar depressão, estresse e outros transtornos mentais como qualquer outra doença do corpo.


O Tratamento

 

A psicoterapia pode ser um caminho para o autoconhecimento das fragilidades e ajudar a lidar com as dificuldades vivenciadas no dia a dia. O Psicólogo é um profissional que oferece serviços clínicos para possibilitar este auxilio.


Fonte: American Psychological Association. (2013). Stress in America: The Missing Healthcare Connection. Washington DC

 

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Como-enfrentar-problemas-nos-relacionamentos

Como enfrentar problemas nos relacionamentos

Como enfrentar problemas no relacionamentos

Neste texto você irá encontrar ajuda para a solução de conflitos nos relacionamentos.  Acredito que muitas pessoas tem dúvidas em como resolver as problemáticas, desde algo simples até algo mais complicado do dia a dia.

As pessoas são diferentes!  Parece óbvio mais vale sempre lembrar. Porque dependendo da necessidade de cada um por afeto, atenção e amor os limites podem ficar vagos e a fantasia de que o outro será ou deve ser como nós acaba dominando o relacionamento.

Assim como os dedos da mão não são iguais, várias pessoas reunidas também são diferentes, seja na forma de pensar ou agir. Na maioria dos relacionamentos é quase inevitável que ocorram conflitos.  Para conduzir corretamente um conflito e ainda sair com o relacionamento fortalecido, sugiro que siga os seguintes passos…

Enfrentar os problemas da relação

 

Algumas dicas para você aplicar no dia a dia de seus relacionamentos

 

1 – Reúna as pessoas envolvidas no conflito: sem que estejam todos os envolvidos juntos, é quase certo que não se chegará à melhor solução.

 

 2- Exponha todos os fatos: não confie em boatos ou impressões precipitadas, pois isso poderá fomentar contra-ataques ressentidos.

 

3- Escolha a hora certa para repreender: seguramente não será aquela em que você tem a vontade de estrangular a outra pessoa. É prudente que esteja mais calmo, a fim de que possa contribuir com o problema e não prejudica-lo.

 

 4- Ouça com atenção o que a outra pessoa tem a dizer: ou seja, dê a chance a quem ofende de se explicar o que aconteceu e porque agiu daquela maneira. Às vezes uma palavra pode mudar o panorama.

 

5- Obtenha informações suficientes do problema: quanto mais informação tiver acerca do problema, tais como o erro cometido, quando isso aconteceu e quem estava envolvido. Seguramente você estará mais tranquilo quanto a sua decisão.

 

6- Evite alimentar rancor: após feita a correção, não hostilize a outra pessoa. Mostre que o problema foi resolvido.

Prof. Menegatti

Como se Relacionar com Pessoas Difíceis

 

 

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Terapia de casal pode ajudar

Terapia de casal pode ajudar

Terapia de casal pode ajudar

Descubram se vocês precisam de Terapia de casal | As 5 perguntas – Vocês precisam fazer Terapia de Casal?

A Terapia de casal pode ajudar e poderá se fazer necessária quando ambos estão concluindo que sozinhos ficará muito difícil um diálogo tranquilo.

Eu tenho observado em minha experiência como psicóloga de casais, que as pessoas que passam por crises ou monotonia no casamento ou namoro muitas vezes apresentam forte dificuldade para um diálogo franco e honesto.

Geralmente quando tentam conversar sobre o problema emocional que os afligem, as brigas surgem como impecílio para qualquer mudança.

Fadados a esta condição estressante e sem sentido, os casais muitas vezes precisam da mediação de um psicólogo especialista em relacionamento para ajudá-los a entender o que de fato prejudica a relação amorosa. Leia também : Como melhorar o relacionamento amoroso

A terapia de casal pode ser muito válida, para descobrirem juntos os pontos fracos e fortes do relacionamento. A partir deste ponto é possível avaliarem com mais tranquilidade o que se perdeu no decorrer do caminho.

A terapia conjugal pode ajudar o casal retornar à harmonia que um dia tiveram, abrindo a possibilidade enfrentarem seus problemas (atuais e futuros) de forma ativa, sem que as suas próprias defesas psíquicas tragam prejuízos à relação. Também pode servir para mostrar que este é realmente o momento em que a relação amorosa chegou ao fim.

 

Mas como saber se é a hora certa de iniciar a terapia de casal?

 

Atualmente muitos relacionamentos terminam antes mesmo de seus integrantes tentarem melhorar seu convívio e a própria qualidade de vida, como se o relacionamento já estivesse fadado ao término desde seu início.

A vantagem da terapia de casal é obter a certeza que tentaram tudo o que podiam para salvar o casamento ou o namoro sem que desistissem e abandonassem todas as possibilidades de resgate.  E desta forma sentirem-se mais seguros quanto a decisões futuras.

 

As 5 perguntas para você se fazer e obter a resposta

 

#1 – Como está a comunicação no meu relacionamento?

 

Muitas vezes a comunicação entre os casais está prejudicada porque os ambos evitam os conflitos, fingem para si mesmos e para o outro que os problemas não existem. É necessário que tanto um como o outro observe os comportamentos que estão sendo negativos e prejudiciais, criar uma atmosfera de confiança e proximidade. O acolhimento e a escuta depende muito da percepção que você tem de si e tem dos outros.

 

#2 Quais sentimentos o parceiro (a) desperta em mim?

 

Muitas vezes o relacionamento já está tão desgastado, que os sentimentos positivos do início do namoro passam a ser muito negativo. Uma espécie de birra do outro, implicância e a falta de interesse sexual.

Este pode ser um momento delicado na vida do casal, porque ainda existe também o desejo de estar junto e não querer a separação. Será que não é a hora de buscar ajuda de um psicólogo? Iniciarem uma terapia de casal pode ser a melhor forma de compreender este emaranhado de sentimentos.

 

#3 Qual o significado do namoro ou casamento para mim?

 

Com o passar do tempo o relacionamento amoroso pode passar por várias fases, as mudanças de objetivos vão se modificando assim como a percepção das vivências.

Com isto em mente, se faz necessário questionar-se sobre o significado do seu relacionamento no momento presente, que sentido você atribui a ele? Por que continuar ou não em um relacionamento com esta pessoa?

Estes questionamentos podem servir para auxiliar nas decisões futuras, independente de quais sejam. Por isso é necessário uma boa reflexão a cerca das respostas.

 

#4 Eu realmente quero estar neste relacionamento?

 

Ser capaz de fazer este tipo de reflexão ajuda você a encontrar as próprias motivações para estar neste relacionamento. Um casamento ou namoro difícil pode acobertar uma série de informações importantes a cerca dos próprios sentimentos e interesses. O verdadeiro desejo para estar com aquela pessoa e exercitar um papel que você mesmo (a) se propõe a viver.

Com o tempo e com os desgastes naturais, a motivação inicial de continuar na relação pode deixar de existir, fazendo com que os integrantes deixem de abrir mão de certas coisas, que são naturais em um relacionamento, causando cada vez mais conflitos. Neste caso, questionamentos como: Eu quero estar nesta relação? O que eu desejo desta relação? E o que eu posso fazer para melhorá-la?

 

#5 Eu quero que o meu relacionamento amoroso funcione e perdure?

 

Esta pode ser a questão principal a se fazer a respeito do relacionamento. Algumas pessoas podem alegar amar muito seus parceiros, mas no fundo, independente dos motivos, podem desejar que a relação não dê certo, desejando secretamente que ela acabe – ou até influenciando ativamente para isto ocorrer. Não adianta tentar melhorar a relação, quando na verdade não queremos que isto ocorra. Por isso, é preciso perceber os desejos de continuar verdadeiramente com a relação ou não.

Caso você tenha mais respostas negativas do que respostas positivas para estas questões e/ou esteja até mesmo pensando em terminar seu relacionamento, a terapia de casal pode ser útil. Em alguns casos somente um dos integrantes pode estar insatisfeito com a relação e a terapia pode fazer com que ambos (até o quem estava satisfeito), se desenvolvam em prol da relação. Caso você perceba que o parceiro é quem está insatisfeito, você também pode propor a terapia para ele.

Lembrando que a terapia de casal não serve somente para quem está casado formalmente, ela serve para qualquer tipo de relacionamento, contando apenas com a premissa de que a relação esteja passando por momentos de dificuldade e que seus integrantes estejam dispostos a trabalhar a favor dela.

Leia também:  Dificuldades com Relacionamento Amoroso

Ajuda para casal | Melhorar o Relacionamento Amoroso | Terapia de Casal

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como adotar uma criança

Como adotar uma criança?

Como adotar uma criança?

As 6 perguntas mais importantes que você precisa fazer se quiser adotar uma criança ou adolescente.

 By  Psicóloga Mara Regina

 

Trabalhando como Psicóloga Judiciária, em Vara de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao longo dos anos convivi com o acompanhamento de processos judiciais, sendo que parte desses envolviam adoções de crianças e adolescentes. Nessa experiência, aprofundei meu conhecimento teórico e passei a enxergar várias formas de adoção à minha volta. São histórias reais que, como nos contos de fada, também falam de “príncipes” e “princesas” abandonados/encontrados e sobre como essas histórias foram reescritas. Falam de renúncias, de etapas e tarefas a serem cumpridas para que seja atingido um objetivo, da procura e de encontros que muitas vezes parecem mágicos. Gerar um filho é criar, produzir, vincula-se ao mecanismo de preservação da espécie, de reproduzir, podendo apenas retratar um ato puramente fisiológico, instintivo, natural. Adotar uma criança ou adolescente implica em escolha, procura, em compromisso.

 

1 – O que acontece com uma criança para que seja encaminhada à adoção?

 

Até chegar a ser adotada, uma criança já terá passado por algumas situações. Sua genitora pode ter dado à luz, deixado a maternidade levando-a consigo (quando o parto aí se deu, apesar de muitos ocorrerem fora do ambiente hospitalar) e a abandonado em algum canto da cidade. Na melhor das hipóteses, terá comunicado aos funcionários da maternidade ou a alguém que a acompanhe o desejo de entregar a(o) filha(o) para adoção e a entidade tomara as providências legais. Em momento oportuno, a genitora (e o genitor, que raramente a acompanha) se apresentará à Vara da Infância e Juventude da região onde a criança nasceu para formalizar a entrega da criança em Juízo, ocasião em que será entrevistada por profissionais das áreas de Serviço Social e Psicologia e passará por audiência com o(a) Juiz(a) titular, quando será destituída do poder familiar. O abandono puro e simples de recém-nascido é crime, com pena prevista em lei, enquando a entrega em Juízo é considerada como gesto de renúncia, diante do reconhecimento da impossibilidade de criar um criança. A genitora que abre mão da(o) filha(o) age no sentido de protegê-la(o), oferecendo lhe as oportunidades de desenvolvimento que reconhece não estarem a seu alcance.

 

2 – Se eu souber que uma mulher está grávida, ou já deu à luz, e não quer ficar com a criança, posso pegá-la para mim?



Não!

Por mais que você se sensibilize, que acredite tratar-se de intervenção divina, o fato deve ser comunicado às autoridades, em primeiro lugar. Caso um recém-nascido seja encontrado pelas ruas, pode-se acolhê-lo como forma de protegê-lo momentaneamente, mas deve-se imediatamente comunicar a polícia. Caso tenha conhecimento da pretensão da gestante/genitora de entregar a criança, deve-se antes de mais nada procurar a Vara de Infância e Juventude da região de sua residência e comunicar o fato. Caso apenas assuma os cuidados, futuramente poderá ser obrigada e entregar a criança em Juízo e perderá qualquer chance de vir a adotá-la. Isso também inclui familiares diretos e indiretos da genitora e pessoas que já estejam cadastrados, em fila de espera para adoção. Apenas com a autorização do(a) Juiz(a), pode-se assumir os cuidados de uma criança que encontra-se afastada da genitora, sob quaisquer circunstâncias.

 

3 – Cadastros de Pretendentes à Adoção

 

Qualquer pessoa – solteira, casada, em relação estável, em relação homoafetiva – pode ser candidata à adoção. Caso haja interesse, basta procurar a Vara da Infância e Juventude correspondente à sua residência, solicitando a relação de documentos e fotos a serem apresentados. Quando os documentos forem entregues, será iniciado o processo de avaliação, com preenchimento de ficha de inscrição, em que são expressas as características da(s) criança(s) pretendida(s), agendamento de entrevistas e visitas pelos Setores Técnicos (Assistentes Sociais e Psicólogos). Você também deverá participar de cursos de preparação, normalmente oferecidos pela própria Vara da Infância e por Grupos de Apoio à Adoção. No final do processo, caso haja aprovação pelos técnicos e Ministério Público (representado pelo Promotor de Justiça da Vara), o(s) pretendente(s) será(ão) considerado(s) habilitato(s) pelo(a) Juiz(a) responsável e passará(ão) a aguardar em fila de espera, o Cadastro de Pretendentes à Adoção. Atualmente tanto o Cadastro de Pretendentes como o de Crianças Disponíveis para Adoção são nacionais, sendo que quando do preenchimento da ficha de inscrição você indicará em que Estados se dispõe a viajar caso haja ali criança(s) disponível(is) para adoção.

 

4 – A criança entregue pela genitora vai para um orfanato?



Atualmente o que existem são serviços de acolhimento institucional, mais conhecidos como abrigos. São casas que tentam reproduzir o ambiente familiar, com o máximo de 20 crianças e adolescentes de 0 até 17 anos e 11 meses. Ali residem tanto aqueles que foram entregues para adoção como os que foram afastados das famílias por risco pessoal e/ou social, cujos responsáveis encontram-se temporariamente impossibilitados de cumprir suas funções.

 

5 – Se eu quiser adotar posso ir procurar uma criança em um abrigo?

 

Não!

Principalmente porque apenas as Varas da Infância e Juventude tem conhecimento de quais crianças estão disponíveis para adoção. Nos serviços de acolhimento há muitas crianças que continuam vinculadas às famílias de origem, sendo que muitas recebem visitas de familiares. Você pode vir a se encantar por uma criança que nunca poderá ser sua.

 

6- Como fica a situação da criança que foi encaminhada para a adoção?

 

Como já abordado, todos fazem o mesmo percurso na construção da identidade, no texto

O Nascimento do Herói”  você encontra mais informações sobre a estrutura psicológica.

A união entre mãe e filho vai sendo progressivamente rompida, uma necessidade para o desenvolvimento. Porém, no caso da adoção, a ligação é interrompida bruscamente. As crianças afastadas da mãe biológica tem esse laço rompido abruptamente, perdem o colo que naturalmente as acolheria subsequentemente. O herói foi ferido, como que deixado à própria sorte, desprotegido, sem estar formado e/ou preparado para os embates que terá de enfrentar.

Essa é a situação das crianças que, ainda recém-nascidas, são encaminhadas para adoção, deixadas pelas mães no próprio hospital onde deram à luz ou, de forma que até podemos considerar perversa, pelas ruas das cidades, em caixas de papelão, latas de lixo e à margem de lagos e rios. Para essas crianças, o corte do cordão umbilical implica em um afastamento definitivo, e só raramente, há um contato mãe-filho, sempre breve e superficial. Seria apropriado comparar à condição de uma ave que, ainda não sabendo voar, seja empurrada para fora do ninho. O bebê passa a ser cuidado por um(a) atendente de berçário e posteriormente, na grande maioria das vezes, por um(a) funcionário(a) de abrigo, onde aguardam pela colocação em lar substituto. Ali não há continuidade nos relacionamentos, na ligação emocional e na estimulação. Funcionários vêm e vão, tornando as relações passageiras, sem a permanência que a criança necessita para estabelecer referenciais. Pode ser suprida a fome física, mas não a afetiva. Como há trâmites processuais a serem cumpridos, essa espera pode ser de dias, meses ou mesmo anos. Por esses motivos, quanto mais pessoas estiverem interessadas na adoção de crianças e adolescentes das mais diferentes faixas etárias e características físicas, menor será essa espera, e mais rapidamente se re-direcionará a  escrita da história desses pequenos heróis.

 

 

Psicóloga Mara Regina Augusto – CRP 06/17120

 

Psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – 35 anos de experiência.

Pós Graduação (Lato Sensu) em Psicologia Analítica – Universidade São Marcos

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

Centro de Convivência Infantil da Secretaria do Governo
Período: de março de 1984 a junho de 1985
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Vara da Infância e Juventude do Foro Regional Jabaquara
Psicóloga Judiciária / Psicóloga. Judiciária Chefe
Período: de junho de 1985 a junho de 2014(aposentada)
Psicóloga Voluntária na empresa Instituto Pró-Cidadania-IPC
Psicóloga Voluntária do GAASP
Palestrante do Grupo de Apoio e Orientação à Adoção “Conta de Novo”, do GAASP – Grupo de Apoio a Adoção de São Paulo e dos Encontros Prepatórios de Adoção da Vara da Infância e Juventude do Foro Regional Jabaquara.

 

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dependente afetivo e emocional

Dependente afetivo, você pode ser um?

Como funciona um dependente afetivo nas relações humanas?

O dependente afetivo sofre um conflito muito grande. Busca uma satisfação de seu desejo e ao mesmo tempo se protege do medo e insegurança causada por suas angústias.

Eu sou um dependente afetivo?

A dependência afetiva é consequência de diversos fatores comportamentais, psicológicos e hereditários, não podemos especificar um único motivo para justificar este comportamento.
Naturalmente imaginamos que uma pessoa dependente afetivo ou dependente emocional sofre muito porque vive um eterno conflito entre ajudar o outro, ser aprovado o tempo todo, não errar, se sentir sempre aceita, evitar ao máximo qualquer situação onde possa se sentir rejeitada. E mesmo demonstrando por alguns segundos o sentimento de raiva ou desgosto, retorna ao ponto original de submissão, arrependida de tal atitude.

Características de um dependente afetivo

• Sente enorme desconforto em quando estão sozinhos.
• Dificuldades em tomar decisões.
• Dificuldade para discordar do outro.
• Não conseguem iniciar projetos por medo da desaprovação.
• Quando seus relacionamentos amorosos terminam, dificilmente aceitam a separação ou não sossegam ate encontrar outra pessoa.
• O medo de ficar sozinho tira o sono.
• São capazes de loucuras para não perderem a companhia.

Sintomas de mulheres e homens que amam demais e demonstram serem dependentes afetivos.

• Desejam exageradamente ter um parceiro (a).
• O término de um relacionamento é um trauma.
• Não sossegam até encontrar um novo parceiro ou parceira.
• Esquece os elogios que recebem e supervalorizam as críticas.
• A vida é baseada exclusivamente em fatores externos.
• Passa a vida esperando pelo homem ou a mulher dos sonhos. Têm picos depressivos, ira, culpa e ressentimentos.
• Ataques de violência contra si e contra os outros.
• Sente ódio de si mesmo (a) e consegue justificá-los.

O psicólogo trabalha os seguintes conceitos:

1) Assumir a dependência

O primeiro passo para qualquer dependente afetivo é assumir a dependência emocional.

Dessa forma, fica mais fácil aderir ao tratamento.

2) Identificação das qualidades

Aqui o psicólogo resgata as conquistas do paciente.

O dependente enxerga suas qualidades.

Este encontro promove a autoestima.

As limitações começam a ser vistas como pontos a melhorar e não como uma sentença do destino.

3) Assumir as rédeas da vida

O paciente toma para si o controle da sua vida.

Assume responsabilidades pelos seus atos.

Aprender a falar NÃO e encerrar comportamentos destrutivos.

A pessoa trilha um caminho e o segue com a cabeça erguida.

4) Consciência da personalidade e fazer novas amizades e contatos
Cada indivíduo possui uma personalidade.

Algumas pessoas são mais expansivas.

Outras são mais introspectivas.

Dentro dessas variantes, os relacionamentos possuem nuances distintas. Não importa o número de amigos, nem de namorados. Ou se é extrovertido ou tímido. Cultivar uma rede de relacionamentos é importante para a saúde mental e física.

5) Estabeleça metas
Estabelecer metas para a vida.

Objetivos em curto prazo que seja prazeroso e saudável.
Exercícios físicos, viagens, adquirir novos conhecimentos um hobby e fazer novos amigos. E fazer o bem, se sentindo útil e generoso.

6) Desintoxicação

Aqui, a pessoa aprende a viver a própria vida.

Conversar com alguém de fora ajuda a clarear as ideias.

O profissional resgata as pendências que tornaram o indivíduo um dependente afetivo. Neste processo, o paciente descobre suas qualidades, aprende a superar as limitações e cuidar das feridas.

A pessoa interrompe comportamentos destrutivos e impede abusos de pessoas manipuladoras.

É difícil encontrar quem não tenha expectativas irreais sobre o outro. Mesmo quem não apresenta os sintomas citados, vez ou outra espera por pessoas mágicas que as livrará de todo o mal.

Podemos nos decepcionar por não sermos correspondidos. Não tem nada de errado querer ter amigos ou viver relacionamentos amorosos. Redes de relacionamentos como já disseram é ótimo para a saúde psicológica e física. Entretanto, cada um é responsável pela sua felicidade.

Não implore por amizade. Não se rasteje por amor. Nenhum ser humano merece se humilhar para não ficar sozinho.

Não nascemos para viver na sombra de ninguém. Vivemos para aprendermos com as experiências sejam elas boas ou ruins. Amizades e relacionamentos amorosos oferecem a oportunidade de crescimento emocional quando percebemos que somos um separado e temos nossa essência.
A troca afetiva é valiosa em todas as relações saudáveis e harmoniosas. Quando a soma e o investimento equilibrado nas relações humanas forem os principais objetivos de sua vida fica mais fácil contornar os conflitos e as dificuldades que sempre existirão nos relacionamentos.
E o grande aprendizado da nossa existência é aprender a lidar com o que é diferente, não acham?

Psicóloga Daniela Carneiro

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