A definição de emoção pode parecer ser óbvia e simples, uma vez que esse termo é utilizado no cotidiano com frequência. Frases, como “nossa viagem foi emocionante”, “fiquei emocionado com tal filme”, “fulana é tão emotiva”, ilustram essa situação. Contudo, na ciência psicológica, a definição de emoção não tem se mostrado tão simples.

Uma definição de emoção, numa simplificação do processo neurobiológico, conforme Damásio diz que consiste numa variação psíquica e física, desencadeada por um estímulo, subjetivamente experimentada e automática e que coloca num estado de resposta ao estímulo, ou seja, as emoções são um meio natural de avaliar o ambiente que nos rodeia e de reagir de forma adaptativa

Nesse sentido, emoção poderia ser definida como uma condição complexa e momentânea que surge em experiências de caráter afetivo, provocando alterações em várias áreas do funcionamento psicológico e fisiológico, preparando o indivíduo para a ação.

Como as emoções nascem e morrem rapidamente, nosso corpo tem outro mecanismo de avaliação e motivação: os sentimentos. O sentimento seria o que “fica” da emoção. De fato, uma das principais diferenças entre emoções e sentimentos é que o sentimento se desenvolve pouco a pouco, pode ir mudando e se modificando e fica presente por dias, semanas, meses e até anos.