Categoria: Relacionamento Amoroso

dependente afetivo e emocional

Dependente afetivo, você pode ser um?

Como funciona um dependente afetivo nas relações humanas?

O dependente afetivo sofre um conflito muito grande. Busca uma satisfação de seu desejo e ao mesmo tempo se protege do medo e insegurança causada por suas angústias.

Eu sou um dependente afetivo?

A dependência afetiva é consequência de diversos fatores comportamentais, psicológicos e hereditários, não podemos especificar um único motivo para justificar este comportamento.
Naturalmente imaginamos que uma pessoa dependente afetivo ou dependente emocional sofre muito porque vive um eterno conflito entre ajudar o outro, ser aprovado o tempo todo, não errar, se sentir sempre aceita, evitar ao máximo qualquer situação onde possa se sentir rejeitada. E mesmo demonstrando por alguns segundos o sentimento de raiva ou desgosto, retorna ao ponto original de submissão, arrependida de tal atitude.

Características de um dependente afetivo

• Sente enorme desconforto em quando estão sozinhos.
• Dificuldades em tomar decisões.
• Dificuldade para discordar do outro.
• Não conseguem iniciar projetos por medo da desaprovação.
• Quando seus relacionamentos amorosos terminam, dificilmente aceitam a separação ou não sossegam ate encontrar outra pessoa.
• O medo de ficar sozinho tira o sono.
• São capazes de loucuras para não perderem a companhia.

Sintomas de mulheres e homens que amam demais e demonstram serem dependentes afetivos.

• Desejam exageradamente ter um parceiro (a).
• O término de um relacionamento é um trauma.
• Não sossegam até encontrar um novo parceiro ou parceira.
• Esquece os elogios que recebem e supervalorizam as críticas.
• A vida é baseada exclusivamente em fatores externos.
• Passa a vida esperando pelo homem ou a mulher dos sonhos. Têm picos depressivos, ira, culpa e ressentimentos.
• Ataques de violência contra si e contra os outros.
• Sente ódio de si mesmo (a) e consegue justificá-los.

O psicólogo trabalha os seguintes conceitos:

1) Assumir a dependência

O primeiro passo para qualquer dependente afetivo é assumir a dependência emocional.

Dessa forma, fica mais fácil aderir ao tratamento.

2) Identificação das qualidades

Aqui o psicólogo resgata as conquistas do paciente.

O dependente enxerga suas qualidades.

Este encontro promove a autoestima.

As limitações começam a ser vistas como pontos a melhorar e não como uma sentença do destino.

3) Assumir as rédeas da vida

O paciente toma para si o controle da sua vida.

Assume responsabilidades pelos seus atos.

Aprender a falar NÃO e encerrar comportamentos destrutivos.

A pessoa trilha um caminho e o segue com a cabeça erguida.

4) Consciência da personalidade e fazer novas amizades e contatos
Cada indivíduo possui uma personalidade.

Algumas pessoas são mais expansivas.

Outras são mais introspectivas.

Dentro dessas variantes, os relacionamentos possuem nuances distintas. Não importa o número de amigos, nem de namorados. Ou se é extrovertido ou tímido. Cultivar uma rede de relacionamentos é importante para a saúde mental e física.

5) Estabeleça metas
Estabelecer metas para a vida.

Objetivos em curto prazo que seja prazeroso e saudável.
Exercícios físicos, viagens, adquirir novos conhecimentos um hobby e fazer novos amigos. E fazer o bem, se sentindo útil e generoso.

6) Desintoxicação

Aqui, a pessoa aprende a viver a própria vida.

Conversar com alguém de fora ajuda a clarear as ideias.

O profissional resgata as pendências que tornaram o indivíduo um dependente afetivo. Neste processo, o paciente descobre suas qualidades, aprende a superar as limitações e cuidar das feridas.

A pessoa interrompe comportamentos destrutivos e impede abusos de pessoas manipuladoras.

É difícil encontrar quem não tenha expectativas irreais sobre o outro. Mesmo quem não apresenta os sintomas citados, vez ou outra espera por pessoas mágicas que as livrará de todo o mal.

Podemos nos decepcionar por não sermos correspondidos. Não tem nada de errado querer ter amigos ou viver relacionamentos amorosos. Redes de relacionamentos como já disseram é ótimo para a saúde psicológica e física. Entretanto, cada um é responsável pela sua felicidade.

Não implore por amizade. Não se rasteje por amor. Nenhum ser humano merece se humilhar para não ficar sozinho.

Não nascemos para viver na sombra de ninguém. Vivemos para aprendermos com as experiências sejam elas boas ou ruins. Amizades e relacionamentos amorosos oferecem a oportunidade de crescimento emocional quando percebemos que somos um separado e temos nossa essência.
A troca afetiva é valiosa em todas as relações saudáveis e harmoniosas. Quando a soma e o investimento equilibrado nas relações humanas forem os principais objetivos de sua vida fica mais fácil contornar os conflitos e as dificuldades que sempre existirão nos relacionamentos.
E o grande aprendizado da nossa existência é aprender a lidar com o que é diferente, não acham?

Psicóloga Daniela Carneiro

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Relacionamento amoroso

A Dificuldade com Relacionamento Amoroso

Algumas dicas para melhorar o seu relacionamento amoroso

A dificuldade com relacionamento amoroso poderá ser superável a partir do momento em que ambos reconhecem a problemática do casamento ou namoro.

Saibam que certas atitudes e situações podem acabar com o relacionamento do casal. Vejam abaixo quais são estas dificuldades para que vocês possam evitá-las em seu dia-a-dia:

 

1 – Não compartilhar as tarefas domésticas

Esta é uma das queixas mais comuns entre as mulheres. Quando um dos membros do casal sente que trabalha mais em casa do que o outro, está construído o ambiente para um conflito. Quando estamos cegos de amor, até nos parece engraçado uma roupa suja jogada no chão e as louças acumuladas na pia. Mas quando se convive de verdade essas tarefas domésticas podem se converter em um inferno.

Solução:

Ainda que pareça incômodo, este é um tema que deve ser esclarecido desde o começo da relação. Há que ser feito um acordo para dividir as tarefas. Mas é importante levar em conta a carga horária e as responsabilidades de cada um fora de casa. Não caia no erro de fazer tudo sozinha porque não suporta a sujeira. E jamais coloque a limpeza do lar acima do sexo e do descanso.

 

2 – Cair na rotina

A rotina se instalou em sua vida? Não suporta estar sempre com sua família ou metida em casa? Antes de buscar soluções, você deve se perguntar se segue apaixonada por ele ou se isso se trata apenas de excesso de confiança e acomodação.

Solução:

Combater a rotina necessita de um esforço permanente por parte de ambos. A saída de emergência é não fazerem tudo juntos. Gaste mais tempo com seus amigos, façam coisas separadamente, busquem ocupações que façam com que vocês saíam de casa.

 

3 – Família e ambientes diferentes

Algumas vezes são as circunstâncias externas que fazem uma relação enfraquecer. As diferenças socioculturais ou inclusive a forma como foram criados podem influenciar. Você o quer, mas sente que ele deveria ser mais culto? Não se sente bem junto com a família dele, ou o contrário?

Solução:

Estas são questões muito delicadas que precisam ser resolvidas com comunicação e tato. A primeira coisa a fazer é nunca aparentar ser o que não é. Não tente mudar os hábitos de seu companheiro para que ele seja como você quer. Respeite a família dele. Tente ser flexível e muito tolerante para que o outro não se veja forçado a fazer coisas que não se sente confortável.

 

4 – Muitas contas a pagar

O aluguel, as faturas dos cartões de crédito, a escola das crianças, o plano de saúde… Algumas vezes, ter uma vida em comum acarreta em uma alta carga econômica. E se algum dos dois não está bem no trabalho, a preocupação financeira se transpõe para a relação. É difícil manter o bom humor quando não se sabe se o dinheiro dará para o mês todo.

Solução:

O primeiro passo é tentar reduzir os gastos. Aquele que estiver melhor estruturado financeiramente deve apoiar o outro e não se tornar em um elemento de pressão.

 

5 – Viver pensando no trabalho

Algumas vezes o trabalho toma tanto tempo que vida pessoal acaba ficando em segundo plano. Todos nós temos obrigações e responsabilidades e é importante termos ambições profissionais. Mas há que se por limites para que o trabalho não ocupe a maior parte de seu tempo e pensamento.

Solução:

O melhor a fazer é conversar e tentar resolver a situação com argumentos reais. Se um de vocês tem muitas responsabilidades e uma alta carga horária no trabalho, é preciso fazer um pacto para tentar aproveitar ao máximo o tempo que passam juntos. Não esqueça: a qualidade é mais importante que a quantidade.

 

6 – Ciúmes

Conviver com uma pessoa ciumenta pode se tornar um inferno. O mais triste é que homens ciumentos costumam ser machistas e possessivos de uma forma insuportável.

Solução:

A pessoa ciumenta tem que ter claro que não há motivos para se preocupar. Mas quem sofre com isso não pode deixar que o outro acabe com sua liberdade ou que acabe renunciando a amizades. A confiança da pessoa tem que ser trabalhada, inclusive com um acompanhamento psicológico.

 

7 – Um de vocês não quer ter filhos

A maternidade ou a paternidade pode provocar vários tremores na relação. E não são somente os homens que retardam o momento de serem pais. Com suas novas posições na sociedade, a mulher, às vezes, coloca sua carreira acima do desejo de ser mãe.

Solução:

Um dos dois pode não estar apaixonado o suficiente para querer ter um filho ou talvez o assuste a responsabilidade que um filho pode trazer. O melhor a fazer é conversar para descobrir o real motivo.

 

8 – Egoísmo

Muitas pessoas que são maravilhosas com seus amigos e família são extremamente egoístas com seu parceiro. A causa pode estar no fato de não estarem acostumados a compartilhar suas coisas, seu tempo, seu espaço ou sua vida com outras pessoas. Isso pode ser conseqüência do medo de perder a independência.

Solução:

Quem é egoísta deve saber disso para poder mudar. O melhor a fazer é tratar essa pessoa com o mesmo veneno, ou seja, sendo egoísta também. Mas, sobretudo, é preciso ter paciência com o outro.

 

9 – Ter um trabalho melhor que o dele

Você jamais pensaria que ele é um desses homens que se sentem diminuídos porque a mulher ganha mais do que ele. No entanto, tem percebido que nos últimos dias ele se sente mal-humorado e que seu desejo sexual diminuiu.

Solução:

Fale claramente com ele sobre o que pensa. Tente racionalizar a situação. Não permita que ele lhe tire seus méritos. Se ele não mudar de idéia e continuar com essas atitudes machistas, pense melhor se vale a pena continuar o relacionamento.

 

10 – Falta de comunicação

De todos, talvez este seja o problema mais grave, pois implica na “não solução” de todos os anteriores. Conversar sobre como foi o seu dia, sobre as expectativas da vida, enfim, levantar discussões que construam uma relação adulta e saudável.

Solução:

Falar, falar e falar. É preferível comentar sobre qualquer coisa e situação que nos perturbe, por menor que sejam, antes que elas se convertam em uma bomba. A comunicação do casal deve se basear no respeito e na tolerância.

Mais do que se amar no singular, amem-se muito e completamente a dois.

 


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Como melhorar o relacionamento amoroso

Melhorar o relacionamento amoroso

Como melhorar o relacionamento amoroso? Como identificar os problemas que são prejudiciais ao seu casamento, isto já é um bom começo para iniciar mudanças significativas. Entender, refletir e aceitar alguns comportamentos podem facilitar a vida a dois.

No casamento ou namoro sempre haverão diferenças de pensamentos e sentimentos, como você poderá avaliar melhor e ajudar sua relação amorosa a progredir e evoluir?

Que tipo de problemas e divisão de tarefas podem trazer para o casamento no primeiro ano e como entrar num acordo com o parceiro? Veja as 6 informações valiosas para ajudar nas mudanças e como melhorar o relacionamento amoroso.

1- Problemas e divisão de tarefas: Conflitos entre o casal

Quando não há um acordo claro para a divisão de tarefas

_ Mágoa e sensação de estar cuidando sozinho (a) da relação. Sensação de pouco caso.

_ Ocorre uma desmotivação com relação à postura do parceiro ou parceira.

_ Possíveis irritações e necessidade de descarregar a raiva no outro ou em si mesmo (a).

_Tentativas de afrontar o outro com cobranças.

_Falta de comprometimento na relação.

_ Dúvidas sobre o quê o parceiro (a) sente de fato, medo e inseguranças.

_ Diminuição do interesse sexual, já que um dos parceiros se sente sobrecarregado com tantas atividades.

Estes são sinais para você ficar atento(a) as mudanças que deverá fazer para tentar melhorar o relacionamento amoroso com o seu parceiro ou parceira.

2- Como entrar num acordo com o parceiro?

– Para que haja um acordo entre o casal, o diálogo deve ser colocado em prática com intuito de fazer um combinado e estabelecer uma organização de atividades. Estas atividades poderão ser reavaliadas conforme a disponibilidade de cada um.

Descobrirem juntos as necessidades prioritárias dos dois como casal.

Cada um tem seu tempo, o ideal é controlar as expectativas com relação ao outro.

Controlar o seu nível de exigência, respeitando seu modo de execução.

Ajudar nas tarefas é um papel colaborativo que favorece o entrosamento e fortalece o vínculo do casal.

3- Qual a melhor maneira de estabelecer a frequência das visitas aos familiares dos dois lados para não causar ciúmes e brigas entre o casal?

A frequência das vistas familiares será estabelecida conforme a necessidade de cada um, levando-se em conta o respeito e cumplicidade de ambos. O Relacionamento amoroso durante o casamento faz parte das relações sociais do casal e o envolvimento da família é natural, mas existem limites para a convivência a fim de preservarem a intimidade. Nem sempre é possível administrar e lidar como isto, devida as necessidades de cada um em apoiar e suprir dificuldades dos familiares em algumas situações de vida.

4- Quando a frequência de relação sexual pode se tornar um problema para o casamento? Como entrar num acordo para agradar os dois lados?

A frequência das relações sexuais não deve seguir um padrão, porque se assim o for o casal assumirá uma obrigação um com o outro neste aspecto. O ideal é se sentirem livres, ambos poderão falar sobre suas necessidades e a forma como agirão com o outro no caso de uma negativa, isto ajudará a lidarem com o sentimento de rejeição. Quando houver um conflito e a frequência começar incomodar um ou outro o ideal é conversarem a respeito de seus próprios sentimentos.

5- Após o casamento, os casais – principalmente aqueles que moravam sozinhos – podem estranhar a falta de privacidade. Como se acostumar a essa nova situação e não deixar que ela atrapalhe a relação?

No primeiro ano de casamento ocorrem algumas mudanças no convívio, afinal é um momento onde acontece um processo de adaptação entre de duas pessoas que administram suas vidas de modo particular. A privacidade é algo relativo quando se trata de um relacionamento conjugal, porque cada pessoa funciona de um jeito e durante o tempo que passam juntos a intimidade se estabelece fortemente, na maioria das vezes.

Cabe a cada casal encontrar um meio termo que favoreça a compreensão do limite dado ao outro.

O respeito à privacidade do outro é um conceito que envolve segurança pessoal, autoestima e autoconfiança.

6- Depois do casamento, é comum descobrir que o parceiro não é exatamente como se esperava no dia a dia. Como a autoestima influencia ao lidar com as expectativas não são atingidas? 

A idealização do outro no relacionamento afetivo e é muito comum acontecer, às pessoas percebem algumas diferenças e  as mudanças como o tempo, isto é, notam que os comportamentos não correspondem a realidade e ao que o parceiro apresenta de fato.

A autoestima tem grande influência nos relacionamentos, ela é quem gerencia todas as decisões, sentimentos e motivações durante o período de envolvimento com o outro. Quanto maior o nível de exigência relacionada à sua própria autoestima, maior a decepção com relação à escolha de um parceiro amoroso.

Porque a autoestima influencia no relacionamento amoroso?

Uma pessoa com baixa autoestima poderá ter uma tendência maior a criar mais expectativas com relação às pessoas e fantasiar de acordo com suas carências emocionais. Nem sempre o(a) parceiro(a) amoroso corresponde a imagem idealizada e consequentemente durante o casamento a decepção se torna possível.

A melhor forma de lidar com tudo isto é através do diálogo franco e aberto, desta forma facilitará o entendimento daquilo que o outro realmente demonstra. Para que isto aconteça de forma mais natural e menos conflituosa, o casal deve estar em um processo de amadurecimento e reconhecimento de si mesmos e capazes de superarem dificuldades na vida.

Melhorar o relacionamento amoroso irá depender da sua vontade de investir neste convívio e também de sua capacidade de vencer e se superar diante de algumas frustrações.

Se ainda sim houverem dificuldades, procure um psicólogo,  a ajuda de um terapeuta para casais poderá ser de grande valia, um espaço apropriado para vocês exporem as problemáticas do relacionamento a dois e um profissional preparado para orientá-los.

Como melhorar o relacionamento amoroso

Daniela Carneiro

 

Relacionamento Afetivo

Relacionamento Afetivo

Reflexão

 

“Teus passos ficaram. Olhes para trás… mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te.”
(Charles Chaplin)

 

“…os inimigos da verdade não são as mentiras, mas as convicções.”
(Nietzsche)

 

Relacionamento Afetivo

 

A ARTE DE VIVER BEM

Não exija dos outros o que eles não podem lhe dar,
mas cobre de cada um a sua responsabilidade.
Não deixe de usufruir o prazer,
mas que não faça mal a ninguém.
Não pegue mais do que você precisa, mas lute pelos seus direitos.
Não olhe as pessoas só com os seus olhos,
mas olhe-se também com os olhos delas.
Não fique ensinando sempre,
você pode aprender muito mais.
Não desanime perante o fracasso,
supere-se o transformando em aprendizado.
Não se aproveite de quem se esforça tanto,
ele pode estar fazendo o que você deixou de fazer.
Não estrague um programa diferente com seu mau humor,
descubra a alegria da novidade.
Não deixe a vida se esvair pela torneira, pode faltar aos outros…
O amor pode absorver muitos sofrimentos, menos a falta de respeito a si mesmo!
Se você quer o melhor das pessoas,
Dê o máximo de si,
Já que a vida lhe deu tanto.
Enfim, agradeça sempre,
Pois a gratidão abre
As portas do coração

Dr. Içami Tiba
(Texto retirado do livro Amor, Felicidade & Cia)

 


 

A ALMA DOS DIFERENTES

Artur da Távola
(CRÔNICA/1998)

O mundo ainda não aprendeu a lidar com seres humanos diferentes da média.

Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora, momento e lugar errado. Para os outros. Que riem de inveja de não serem assim. E de medo de não aguentarem, caso um dia venham a ser. O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição. Nunca é um chato. Mas é sempre confundido com ele por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está diferente, talentos são rechaçados; vitórias são adiadas; esperanças são mortas. Um diferente medroso, este sim acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente que não vingou.

O diferente começa a sofrer cedo, desde o colégio, onde todos os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns professores por omissão (principalmente os mais grossos), se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial, em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada em “- puxa, fulano, como você é complicado”. O que é o embrião de um estilo próprio em “- Você não está vendo como é que todo mundo faz?”

O diferente carrega desde cedo apelidos e carimbos nos quais acaba se transformando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo à sua volta se transformaram (e se transformam) nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que: chora onde outros xingam; quer, onde outros cansam; espera, de onde já não vem; sonha, entre realistas; concretiza, entre sonhadores; fala de leite em reunião de bêbados; cria, onde o hábito rotiniza; perde horas em coisas que só ele sabe importantes; diz sempre na hora de calar; cala sempre nas horas erradas; fala de amor no meio da guerra; deixa o adversário fazer o gol porque gosta mais de jogar que de ganhar; aprendeu a superar o riso, o deboche, o escárnio e a consciência dolorosa de que a média é má porque é igual; vê mais longe do que o consenso; sente antes dos demais começarem a perceber; se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além. A estrela dos diferentes tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão os maiores tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são capazes. Jamais mexam com o sentimento de um diferente. Ele é sensível demais para ser conquistado sem que haja consequência com o ato de o conquistar.

 


 

APRENDI
(Charles Chaplin)

Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto. Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las. Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando. Eu aprendi… Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho. Aprendi… Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei. Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem. Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso. Aprendi… Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas. Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso. Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro. Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso. Eu aprendi… Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto. Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem. Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida. Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes. Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio. Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos. Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre. Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

 


 

LIÇÃO DE VIDA

Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia, olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça. “Bom”, ela disse,”acho que vou trançar meus cabelos hoje”. Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.

No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça. “Hummm”, ela disse, “acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje”. Assim ela fez e teve um dia magnífico.

No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um único fio de cabelo na cabeça. “Bem”, ela disse, “hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo”. Assim ela fez e teve um dia divertido.

No dia seguinte, ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia nenhum fio de cabelo na cabeça. “Yeeesss”, ela exclamou, “hoje não tenho que pentear meu cabelo”.

Atitude é tudo! Seja mais humano e agradável com as pessoas. Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha. Viva com simplicidade, ame generosamente. Cuide-se intensamente, fale com gentileza e, principalmente, não reclame.
Se preocupe em agradecer pelo que você é e por tudo o que tem! Sabemos que é difícil assim agir muitas vezes mas se faz necessário.

Sexualidade

Disfunção Sexual

Disfunção Sexual é a incapacidade de participar do ato sexual, com satisfação (veja), devido à dor relacionada ao intercurso ou impedimento em uma ou mais fases do ciclo de resposta sexual (desejo-excitação-orgasmo-resolução).

A Disfunção Sexual pode se manifestar como uma diminuição da libido (falta de desejo sexual), ou como uma alteração da excitação. Neste último caso entraria em jogo a inibição da sensação genital, a disfunção erétil, falta de lubrificação, ejaculação precoce ou retardada. Ainda faz parte do quadro de Disfunção Sexual os casos de retardo ou ausência do orgasmo, a dor durante, antes ou depois do coito.

A Disfunção Sexual dos homens brasileiros foi mais bem estudada através do projeto Sexualidade (ProSex), do Hospital das Clínicas da USP, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Sociedade Brasileira de Urologia. O estudo entrevistou 71.503 brasileiros com idade entre 20 e 103 anos em 24 estados. O resultado mostra que 54% dos brasileiros, pelo menos 25 milhões de homens, sofrem com algum problema de ereção (2003). Essa pesquisa também determinou com precisão a relação direta entre Disfunção Sexual e doenças como diabetes, hipertensão, depressão e problemas cardíacos. (Veja o Portal da Sexualidade)

 

Porque ocorre a Disfunção Sexual (fisiologia)

A origem da Disfunção Sexual é muito variada, podendo ser derivada também de problemas psíquicos, principalmente da depressão, de doenças orgânicas, como a diabetes e a hipertensão ou transtornos funcionais, tais como, abusos de drogas e álcool, problemas hormonais e alterações nutricionais e efeitos colaterais de medicamentos.

Tendo em vista a complexidade da fisiologia sexual, podemos dizer que a função sexual recebe influências de natureza central (Sistema Nervoso Central) e periférica (tudo o que não vem do cérebro). No Sistema Nervoso Central (SNC) sabemos que existem alguns neurotransmissores relacionados à função sexual, como por exemplo, a Dopamina, relacionada ao desejo e à excitação. Também participam da excitação a Serotonina e a Noradrenalina. Em termos de hormônios elaborados também no SNC, temos a prolactina, relacionada à excitação subjetiva e a ocitocina, diretamente relacionada ao orgasmo.

Influindo na sexualidade e fora do SNC, ressaltam-se alguns hormônios, notadamente a progesterona, o estrogênio e a testosterona, todos envolvidos na deflagração do desejo sexual (veja sobre Desejo Sexual). Portanto, inúmeros elementos, especialmente hormônios e neurotransmissores, acham-se diretamente ou indiretamente envolvidos com a função, desempenho e satisfação sexual de homens e mulheres.

A Disfunção Sexual masculina e feminina atinge, no Brasil, 51% das mulheres e 48% dos homens (Abdo, 2004) e essa incidência brasileira é comparável aos de outros países (Feldman,1994; Laudmann, 1999).

A depressão, como um dos mais importantes fatores de risco para as dificuldades sexuais, é responsável por boa parte destes índices, causando desinteresse pela atividade sexual, por comprometer especialmente o desejo e a capacidade de sentir prazer (veja em Sintomas da Depressão). Sem desejo, o ciclo do desempenho sexual fica impedido, já no seu início. Sem vocação pra o prazer e sem o desejo, as fantasias sexuais não ocorrem e os estímulos não se efetivam. Não havendo desejo, a atividade sexual é pouca ou ausente, comprometendo o relacionamento como um todo e repercutindo em outras áreas da vida do casal.

No homem deprimido, a falta de excitação se traduz na Disfunção Erétil, chamada antes de Impotência Sexual. Trata-se da incapacidade de manter a ereção para se completar o ato sexual, fato que também irá gerar frustrações e, nesse nosso tema, resultará em agravamento do estado depressivo (Veja Disfunção Erétil).

A excitação sexual feminina alterada, também conhecida como frigidez, acomete igualmente um grande número de mulheres deprimidas, tendo como conseqüência à falta de prazer ou mesmo dor durante as relações sexuais. As mulheres nessas circunstâncias evitam o ato sexual e/ou desenvolvam um sentimento de culpa, agravando ainda mais seu estado depressivo. Outro transtorno sexual freqüentemente observado entre as mulheres deprimidas, é a incapacidade de alcançar a plenitude do prazer, o que as impede de atingir o orgasmo (Veja Disfunção Sexual Feminina).

A Disfunção Sexual freqüente na Depressão pode ainda piorar mais quando, infelizmente, o próprio tratamento para a depressão acaba induzindo essas disfunções. As alterações sexuais induzidas por inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) são referidas espontaneamente por 14,2% dos pacientes (Montejo-Gonzalez, 1997). Aliás, esses efeitos colaterais são responsáveis também pelo abandono precoce do tratamento antidepressivo.

Normalmente o tratamento antidepressivo deve estender-se por seis a nove meses em pacientes de baixo risco de recaída. Deve ir até um ano naqueles que têm antecedentes pessoais ou familiares de depressão e definitivo (anos) para pacientes crônicos ou que tiveram mais de três recaídas (10% a 15% dos casos). A falta de adesão à terapia antidepressiva, ou seja, o abandono do tratamento, é bastante grande. Normalmente os motivos alegados são, por ordem decrescente: estar se sentindo melhor, não suportar os efeitos adversos, desconforto em usar os remédios e porque o clinico recomendou parar.

O tratamento da Depressão em paciente deprimido que se queixa de Disfunção Sexual, prévia à administração medicamentosa ou como consequência da mesma, é imperioso levar-se em consideração tal questionamento, sob risco do tratamento ser interrompido, com sérias repercussões futuras.

Os pacientes frequentemente necessitam de orientação para aceitar que estar sem depressão é prioritário para não ter Disfunção Sexual. Neste sentido, é importante orientar também a(o) parceira(o). Paciente e parceira(o) devem ainda ser informados de que é grande o risco para novo episódio depressivo, se o uso da medicação for interrompido, antes do término do tratamento.

Nem todos os antidepressivos são bem tolerados por todas pessoas e quanto mais seletivo for o antidepressivo, sobre o número de produtos e locais do cérebro sobre os quais atua, menos são os efeitos colaterais.

 

Efeitos de alguns antidepressivos sobre a sexualidade

TRICÍCLICOS
Desipramina
Nortriptilina
Amitriptilina
Imipramina
Diminuição do desejo, disfunção orgástica, atraso ou ausência de orgasmo, disfunção de ejaculação e disfunção erétil.
ISRS
Citalopram
Escitalopram
Fluoxetina
Fluvoxamina
Paroxetina
Sertralina
Diminuição do desejo, disfunção orgástica, disfunção de ejaculação e diminuição da lubrificação.

 

OUTROS

Bupropiona
Aumento do desejo e diminuição de excitação (raro).

Nefazodone
Sem efeito no desejo e mínima disfunção orgástica.

Mirtazapina
Sem efeito no desejo e mínima disfunção de excitação.

Trazodone
Aumento do desejo, disfunção erétil e orgástica, priapismo (raro).

Venlafaxina
Diminuição do desejo, disfunção orgástica, disfunção erétil.

 

Investigando a Disfunção Sexual

A Disfunção Sexual pode ser primária, quando estão presentes desde o início da vida sexual, ou secundárias, quando surgem depois de um período de vida sexual normal. A Disfunção Sexual pode ainda ser generalizadas, quando estiver presente em todas as relações, ou situacionais, quando depender das circunstâncias.

Investigando a Disfunção Sexual primária, deve-se questionar:

  1. doenças pessoais e familiares, hospitalização durante a infância;
  2. experiências sexuais infantis;
  3. atitudes e crenças dos pais e educadores sobre o sexo;
  4. conflitos pessoais.

Investigando a Disfunção Sexual secundária, deve-se questionar:

  1. perdas: emprego, parceiro (a), entes queridos;
  2. conflitos relacionais;
  3. conflitos pessoais: incapacidade de envolvimento e relacionamento;
  4. ansiedade, medo, raiva, culpa.

Investigando a Disfunção Sexual generalizada, deve-se questionar:

  1. condições médicas: endocrinológicas, neurológicas, cardíacas, renais, hepáticas, psiquiátricas;
  2. efeito de medicamentos, especialmente anfetaminas, betabloqueadores, digoxina, interferon, metadona, cimetidina, indometacina, antidepressivos.

Investigando a Disfunção Sexual situacionais, deve-se questionar:

  1. o significado do sexo, num determinado relacionamento;
  2. conflitos no relacionamento com determinado (a) parceiro (a);

Situações específicas: uso de drogas ou álcool, falta de privacidade, filhos pequenos, etc.

Ballone GJ – Depressão e Disfunção Sexual (Impotência), in. PsiqWeb.

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