Categoria: Ansiedade

Hipocondria quando o medo de ficar doente se torna realidade

Hipocondria: quando o medo de ficar doente se torna realidade

Hipocondria: quando o medo de ficar doente se torna realidade

 

(By A mente e maravilhosa)

A hipocondria diz respeito a pessoas que vivem com um medo intenso e constante relacionado a ter uma doença.

Também conhecida como transtorno de ansiedade de doença (de acordo com o DSM-5) é um dos motivos de consulta mais frequentes para nós, psicólogos e psicólogas, que realizamos serviços de psicoterapia.

 

As doenças mais temidas pelas pessoas com hipocondria costumam ser aquelas que causam uma deterioração progressiva e ao longo do tempo(por exemplo, câncer, HIV, fibromialgia), apesar de também existirem casos de pessoas que têm medo de ter uma doença cardíaca ou respiratória (que evoluem de forma mais rápida e aguda).

Ou seja, enquanto na hipocondria a característica mais marcante é o medo das doenças que deterioram o nosso corpo pouco a pouco, o medo das doenças mais rápidas, como um ataque cardíaco ou um afogamento, é mais característico da síndrome do pânico. Em todo o caso, independentemente do tipo de doença da qual a pessoa com hipocondria tem medo, são as ações que buscam o controle do seu corpo, suas sensações e a maneira de administrar o medo que acabam deixando-as “doentes” (psicologicamente falando).

 

“Enquanto na hipocondria a característica mais marcante é o medo das doenças que deterioram o nosso corpo pouco a pouco, o medo das doenças mais rápidas, como um ataque cardíaco ou um afogamento, é mais característico da síndrome do pânico”

Explicando de outra forma, apesar de os componentes centrais da hipocondria serem o medo da doença e os comportamentos para conseguir um diagnóstico (exames médicos, busca de informação, etc.), existem mais fatores psicológicos que influenciam o desenvolvimento da doença, a intensidade e duração da mesma.

 

Por tudo isso, nesse artigo explicaremos como o medo intenso das pessoas com hipocondria termina se tornando uma realidade, como resultado da busca pelo controle sobre seu próprio corpo, da intolerância à incerteza e da administração inadequada do medo.

 

Como o medo de ficar doente atrai a própria doença?

 

Para que uma pessoa com medo de ficar doente termine desenvolvendo a hipocondria, devem estar presentes vários fatores. Dentro dos fatores psicológicos mais característicos que acabam tornando esse medo de ficar doente uma realidade, encontramos expectativas irreais e ideias preconcebidas de como nosso corpo humano deve funcionar.

O papel das expectativas irreais, da cobrança pessoal e da necessidade de controle no desenvolvimento da hipocondria

Quando uma pessoa tem expectativas irreais e sem fundamento de como seu corpo tem que se sentir a cada dia, qualquer sensação física normal, como uma contratura, uma fisgada ou uma dor pouco específica, se converte em um sinal de alarme que indica que alguma coisa não está bem. Isso, em parte, é real; se a minha cabeça dói todos os dias e, além disso, tenho fisgadas no pescoço, claro que alguma coisa não está bem no meu corpo – a dor e o incômodo são sinais. Entretanto, as pessoas com medo intenso de doenças interpretam esses sinais como indicadores inequívocos de que estão doentes.

O medo da doença aumenta se eu tenho um estado mental que me diz: “quando sinto algo no meu corpo, isso indica que alguma coisa grave está acontecendo e que estou doente”. Então, ter uma ideia preconcebida de como o meu corpo tem que funcionar contribui para o desenvolvimento da hipocondria.Este tipo de raciocínio é bastante comum nas pessoas que têm uma baixa tolerância às sensações físicas incômodas. São pessoas que acreditam que seu corpo deve estar sempre da mesma forma (sem manchas novas, sem pintas), sempre sem dores (sem câimbras ou fisgadas) e sempre sem incômodos (sem perceber nada “estranho” ou “novo”).

“Ter uma ideia preconcebida de como meu corpo tem que funcionar contribui para o desenvolvimento da hipocondria.”
Hipocondria

Além disso, apesar de os incômodos físicos serem normais e serem parte de estar vivo (nosso corpo é um organismo em mudança constante), se dermos muita atenção a eles, acabaremos por aumentá-los. Isso é explicado pela “Teoria da porta dupla da dor”, que tem demonstrado cientificamente que a única coisa que conseguimos ao dar atenção a uma sensação do nosso corpo é aumentar essa sensação, tornando-a mais intensa e duradoura. Por isso, técnicas de distração são uma das chaves para o sucesso do tratamento psicológico da hipocondria.

Por outro lado, a cobrança pessoal é um fator-chave para o desenvolvimento da hipocondria, porque um expectativa alta em relação ao funcionamento do próprio corpo, bem como ao desaparecimento dos incômodos, também deve existir. Ou seja, não basta somente ter medo da doença e não conseguir suportar incômodos físicos normais, mas também deve haver um alto nível de exigência e busca de controle para que a hipocondria exista. A pessoa tem que pensar que o incômodo ou a sensação desagradável deve passar e define uma data aleatória para que assim aconteça.

 

Evitar estar fisicamente doente resulta em estar psicologicamente “doente”

 

A intolerância às sensações físicas incômodas, mas normais, juntamente com a exigência em relação ao corpo para o desaparecimento da sensação, na busca pelo controle do que acontece com o organismo, faz com que as pessoas fiquem “doentes” psicologicamente. Como não se pode prestar atenção em duas coisas de uma vez, se alguém está vigiando o que lhe dói mais ou menos, o quanto lhe dói e onde a incomoda, essa pessoa está perdendo uma grande parte do seu tempo querendo controlar o incontrolável: o funcionamento normal do organismo.

Uma vez que as sensações físicas se agravam por causa da atenção dada às mesmas, a pessoa se assusta mais e começa a fazer pesquisas na internet ou a consultar médicos para saber por que sente o que sente. Além disso, o processo de busca pela informação na Internet é muito perigoso, já que acaba dando à pessoa muita informação que ela poderá utilizar como recurso para continuar dando atenção aos incômodos de seu corpo, o que se conhece como profecia autocumprida.

Por outro lado, a única coisa que a ida ao médico e o recebimento de um diagnóstico de inexistência-de-doença (porque se é hipocondria, a doença não existe) faz é acalmar a pessoa temporariamente, mas a torna escrava da opinião do profissional. E, além disso, a coloca na posição de doente; ao serem realizados exames e explorações, o hipocondríaco se vê como um paciente, quando na verdade não é.

 

Como podemos administrar corretamente o medo de ficar doente

 

Buscar a segurança de não estar doente através de fontes diferentes, sem acreditarmos no que nos dizem os profissionais e insistindo no “eu sei que tenho algo, mesmo que me digam o contrário” não é a maneira mais adequada. Nossa mente é muito temperamental e, muitas vezes, “decide” ir pelo caminho errado e faz com que nos sintamos confiantes nele. No caso da hipocondria, a pessoa tem que entender que a única coisa que ela faz, ao procurar estratégias de pesquisa de informação e exames médicos, é viver dominada pelo medo. Ela tem que assumir que está errada e que, apesar de acreditar que algo está acontecendo, na verdade, não está.

O medo de ficar doente é normal e adaptável; precisamos ter um certo medo de ficar doente para termos comportamentos saudáveis e de proteção. No entanto, procurar informação que aponte que eu não estou doente é uma forma incorreta de administrar esse medo. Em primeiro lugar, deve-se deixar a estratégia de busca pelo controle das sensações físicas e parar de fazer exames médicos para não se colocar mais na posição de doente.

Em segundo lugar, é preciso entender que o problema não é o medo em si mesmo, mas a intolerância a esse medo, que aumenta cada vez que fazemos alguma coisa para não senti-lo ou acalmá-lo. É muito importante colocar o foco da atenção no fato de que o problema não é o medo mas, sim, a forma de administrar esse medo, que é o que desenvolve a hipocondria.

Considerando tudo isso, uma maneira correta de administrar o medo de ficar doente é trabalhar nele, perguntando por que acontece, o que ganhamos com ele, o que podemos fazer e, sobretudo, aceitá-lo. Você pode trabalhar com um psicólogo para aprender a administrar qualquer um dos seus medos, incluindo o medo de ficar doente. Porque se você não o administra corretamente, o medo da doença física acaba se transformando em uma doença psicológica.

“… a forma de administrar esse medo é o que causa a hipocondria.”
Texto sobre Medo
Texto sobre Fobia
Texto sobre Ansiedade
Quem é a Psicóloga do Site? Daniela Carneiro

Como a ansiedade muda a nossa percepção do mundo

Como a ansiedade muda a nossa percepção do mundo

 

Se você é uma pessoa ansiosa, provavelmente já percebeu que a ansiedade muda a nossa percepção em relação ao que acontece ao nosso redor.

É sempre importante esclarecer que existem basicamente dois tipos de ansiedade. Um deles é adaptativo e a sua função é nos preparar para enfrentar um perigo ou uma situação ameaçadora. Em outras palavras, é uma resposta instintiva para nos proteger de um risco potencial.

O outro tipo de ansiedade é psicológico ou patológico. Ele simplesmente aparece, embora não haja riscos reais. Talvez seja mais preciso dizer que ele surge em face de ameaças imaginárias ou supervalorizadas, quase sempre mal definidas. É como se houvesse um perigo, mas não podemos determinar onde está ou o que é.

A ansiedade se expressa de muitas maneiras. O que essas manifestações têm em comum é o fato de que o sentimento de medo ou apreensão é muito exagerado. Às vezes, leva a uma constante ruminação de pensamentos. Outras vezes, acaba desencadeando ataques de pânico ou leva ao isolamento.

 

“O medo aguça os sentidos. A ansiedade os paralisa.”
– Kurt Goldstein –

 

Como a ansiedade muda a nossa percepção do mundo

 

Quando a ansiedade muda a nossa percepção: o viés cognitivo

 

Na ansiedade patológica há uma percepção distorcida ou alterada do mundo. Isso significa que você seleciona ou presta atenção apenas na informação da realidade que explica, ou poderia explicar, a sensação de ameaça. Do mesmo modo, esta informação é interpretada de forma equívoca e nos concentramos muito mais nela do que nos outros fatos.

Alguém que, por exemplo, se sente ansioso no relacionamento com as outras pessoas, tenderá a ver nelas apenas alguns aspectos em detrimento de outros. Estará sempre muito atento a qualquer gesto de rejeição, por menor que seja. Um silêncio pode ser interpretado como uma indicação de que não é amado ou de que as pessoas não querem falar com ele. Não dará valor aos sinais de aceitação ou interesse, a menos que sejam extraordinariamente visíveis.

Se a ansiedade for mais imprecisa, o ansioso começará a ver “sinais fatídicos” em qualquer manifestação da natureza. Por exemplo, um nascer do sol muito colorido o leva a sentir que “algo vai acontecer”. Uma lua muito iluminada gera medo, e ele não sabe por quê.

 

A teoria dos quatro fatores

 

O psicólogo Michael Eysenck desenvolveu uma proposta conceitual chamada “Teoria dos Quatro Fatores”. Ele define os principais caminhos que o pensamento de alguém ansioso assume com base na sua própria percepção. Cada uma dessas vias implica um viés cognitivo. Os quatro fatores são:

Percepção tendenciosa de um estímulo específico. Ocorre quando a ansiedade é dirigida especificamente para um objeto ou um aspecto muito preciso da realidade e cria as chamadas “fobias”. Se a ansiedade recai sobre o seu próprio comportamento, é chamada de “fobia social”.

Percepção tendenciosa do próprio corpo e das suas reações fisiológicas. Aparece quando o próprio organismo é o campo de batalha. As suas funções e respostas são vistas como um sinal de perigo. Isso leva ao “transtorno da angústia”.

Percepção tendenciosa do próprio pensamento e das ideias pessoais. Neste caso, o que é percebido como um risco ou algo ameaçador é o que acontece dentro da sua mente e provoca o transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

Percepção global distorcida. Corresponde a casos em que a ansiedade é direcionada a todos os fatores listados: elementos específicos, o próprio comportamento, o corpo e a mente. Quando isso acontece, ocorre o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

Cada uma dessas manifestações de ansiedade faz com que a pessoa veja a realidade de forma totalmente tendenciosa. No ansioso há uma forte resistência ou uma impossibilidade de introduzir informações que questionem a validade do que ele percebe.

Trabalhar a interpretação equivocada

 

Todos os transtornos de ansiedade podem ser tratados, mesmo nos casos mais severos. Uma terapia destinada a superar esses sintomas ensinará a pessoa ansiosa a concentrar a sua atenção em outros aspectos da realidade que ela está ignorando.

É possível aprender a dar significados mais amplos do que percebemos. Às vezes, precisamos de alguém que nos ajude a entender que sentir o coração acelerado não significa que estamos à beira de uma parada cardíaca. Ou que é normal que algumas pessoas não gostem de nós, mas isso não significa que elas pretendam nos fazer algum mal.

Qualquer tipo de ansiedade é importante. Na verdade, quando ignoramos os sintomas da ansiedade como uma estratégia de enfrentamento, eles tendem a crescer e a invadir a personalidade. Procurar ajuda rapidamente é a melhor maneira de enfrentar esses estados que nos causam tanto sofrimento.

( A mente é maravilhosa)

 

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Ansiedade de Vestibulandos pode levar a Distúrbios Psíquicos mais Graves

Ansiedade de Vestibulandos pode levar a Distúrbios Psíquicos mais Graves

Ansiedade de Vestibulandos pode levar a Distúrbios Psíquicos mais Graves. Os mais comuns nesta situação pré-vestibular é a depressão, síndrome do pânico e fobias.

 

Da Agência Fapesp

“Levantamento feito com 1.046 vestibulandos verificou que 56,3% apresentaram sintomas de ansiedade, considerando os níveis de intensidade leve, moderado e grave. As candidatas do sexo feminino se mostraram mais ansiosas do que os homens. O estudo foi comandado pelo psiquiatra Daniel Guzinski Rodrigues, da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), e pela psicóloga Cátula Pelisoli, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

A ansiedade é um estado emocional caracterizado por um conjunto de reações psicológicas e fisiológicas relacionadas a situações de perigo. Segundo o estudo, os cinco sintomas mais freqüentes identificados com o problema foram nervosismo, medo de que aconteça o pior, incapacidade de relaxar, sensação de calor e indigestão.”

Está é uma fase que envolve muita angústia, medo, ansiedades. Uma exigência interna e externa, em que o estudante deve escolher neste momento o que deseja ser para o resto da vida. Uma decisão pesada demais!

Cada um destes estudantes lidam de forma diferente com pressão, avaliação, disciplina, sentimentos de medo, culpa e raiva são comuns na hora de buscar a melhor estratégia para alcançar o tão esperado “passe para outro ciclo”.

Neste momento o estudante deve buscar seus recursos internos para entender melhor o que seu comportamento apresenta e desenvolver um processo de análise de si mesmo. A vida emocional e psíquica nestas circunstâncias de expectativas difíceis de prever, favorece o jovem a tomar atitudes muitas vezes impulsivamente, se deixar levar por sentimentos fortes de medo e tristeza.

Isto significa que algo não está tão bem estruturado dentro de si e vale a pena aproveitar o momento para se conhecer melhor. Os pais têm um papel fundamental para ajudar o filho a entender que estão em busca de uma forma particular de olhar a vida. São responsáveis também pela autoconfiança que seus filhos estão desenvolvendo a partir destas escolhas, ensinando-os a lidar de forma responsável por aquilo que realmente faz sentido na vida deles.

Os pais também devem tomar cuidado, para não subestimar a capacidade e a vontade dos filhos em seguir algum objetivo. “O nosso papel, como pais, deve ser o de acolher e entender que, às vezes o mau humor e a irritabilidade, podem ter sentido”

vestibular e problemas emocionais

 

Preparo para a prova

 

Os candidatos devem observarem os próprios limites na hora de programar os estudos e extrapolar pode se prejudicial.

Há um provérbio chinês que diz: “Toda longa caminhada começa com um primeiro passo”. O problema é que muitas pessoas, ou não conseguem dar este primeiro passo, ou começam a caminhada a passos tão rápidos que desistem no meio do caminho.

 

Crises de Pânico e Ansiedade

 

O motivo que pode desencadear essas crises ainda gira em torno de hipóteses, mas fatores genéticos podem estar envolvidos: a síndrome do pânico é mais comum em familiares de primeiro grau. Valença também aponta que outra possibilidade é que ela esteja ligada à falta do hormônio serotonina, que é produzido pelo cérebro. O transtorno de ansiedade “é a forma mais primitiva das pessoas conseguirem comunicar, através do corpo, que alguma coisa não está bem com elas psicologicamente. Reagir à pressão e exigência do dia-a-dia, por exemplo, é um motivo comum entre adolescentes.

Um sonho muito difícil de ser alcançado é igualmente difícil em sua jornada. Ser aprovado em um curso de medicina em uma faculdade pública é uma tarefa que exige muita dedicação, empenho e poucos estão dispostos a isso.

Para obter um bom desempenho no vestibular e ser aprovado em uma boa faculdade de medicina você não precisa fazer um sacrifício sobre-humano, mas sim de disciplina e regularidade.

Não adianta estudar 20 horas por dia nos primeiros meses, certamente você irá se cansar e desistir. Elabore uma rotina de estudos. No seu caso, como você faz cursinho, vá às aulas regularmente, assista e preste atenção em todas as aulas e calcule quanto tempo de estudos você precisará extra-classe.

Digamos que você precise de 6 horas de estudo. Vá estudando aos poucos durante a primeira semana para na semana seguinte você começar a estudar 6 horas por dia.

 

O Segredo depois estará em sua regularidade

 

Estude 6 horas por dia todos os dias. No começo será bastante difícil e desafiador, mas após um tempo isso se tornará um hábito em sua vida como escovar os dentes.

Estude inclusive aos finais de semana, mesmo que seja por um tempo mais curto, mas nunca menor que 50% do tempo que você estuda durante a semana. Se você deixar de estudar aos finais de semana perderá o ritmo no início da semana e dificilmente conseguirá manter a rotina de estudos na segunda-feira.

A dedicação precisa ser do tamanho dos seus sonhos, e seu sonho precisará deixar de ser apenas sonho para se tornar um propósito em sua vida.

Você disse que se frustra ao ver as pessoas torcendo por você em vão. Torcer sempre é bom, mas não deixe que esta “torcida” se torne uma cobrança ou grande expectativa, pois isso poderá aumentar sua ansiedade e prejudica-la para o vestibular.

Elabore não somente uma rotina de estudos, mas uma rotina de vida em que seu principal propósito é ser aprovada no vestibular e comece aos poucos, certamente os resultados virão.

Se alguns fatores estiverem atrapalhando seu desempenho como depressão, problemas com o namorado ou em família, procure resolver estes problemas para poder se concentrar efetivamente em seu propósito.

 

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Texto sobre Ansiedade, Estresse e Esgotamento

Texto sobre Síndrome do Pânico

Texto sobre Suicídio na Adolescência

Sobre a Psicóloga Daniela Carneiro

Ansiedade e câncer

Ansiedade e Câncer

Na trajetória do câncer, a ansiedade no paciente com câncer se manifesta precocemente, mesmo durante os diversos momentos do diagnóstico. Depois, continua durante o tratamento e pós-tratamento. E, ao contrário do que possam pensar clínicos menos sensíveis, não se trata de um “problema do paciente” se ele estiver demasiadamente ansioso. Isso porque a ansiedade pode comprometer significativamente o sucesso do tratamento e, consequentemente, comprometer o sucesso do médico.

Portanto, atender às questões emocionais do paciente corresponde a melhorar substancialmente o tratamento clínico (1,2,3,4).

Os pacientes podem começar a experimentar ansiedade moderada ou severa enquanto esperam os resultados dos exames de diagnóstico (Jenkins, 1991). Para os pacientes que estão recebendo o tratamento, a ansiedade também pode aumentar a possibilidade de sofrer mais dor (6,7,8), bem como uma série de outros sintomas, desde a angústia e depressão, até as incoercíveis náusea e vômitos agravados pelas emoções.

Tem-se demonstrado que a ansiedade, independentemente de seu grau, pode reduzir substancialmente a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias, podendo ainda favorecer a morte prematura do paciente. Assim sendo, a atenção terapêutica da ansiedade é uma das medidas fundamentais durante o tratamento do câncer (9,10,11,12).

 

Câncer e Ansiedade

É extremamente variável o grau de ansiedade em pacientes com câncer, podendo aumentar segundo a evolução da doença ou conforme a agressividade do tratamento oncológico (Breitbart, 1995). Os investigadores têm descoberto que 44% desses pacientes têm declarado experimentar alguma ansiedade. Deles, 23% experimentam um grau de ansiedade mais significativo (Schag, 1989).

A ansiedade, como atitude psico-fisiológica, pode ser parte da adaptação normal da pessoa à sua doença. Na maioria dos casos, as reações de ansiedade mais intensas são limitadas no tempo (circunstanciais) e acabam sendo até benéficas, no sentido de motivar pacientes e familiares a procurar medidas de alívio, como por exemplo, obter mais informação sobre os benefícios do tratamento, novas atitudes diante da vida, etc. Entretanto, as reações de ansiedade que se prolongam por muito tempo ou são muito intensas podem comprometer a adaptação. Nesses casos elas se classificam como Transtornos de Ajustamento.

Estes transtornos podem comprometer a qualidade de vida e dificultar a capacidade de funcionamento social e emocional do paciente com câncer. Nessa fase a ansiedade requer intervenção terapêutica (Razavi, 1994). Outros transtornos específicos da ansiedade, tais como a Ansiedade Generalizada, a Fobia e o Transtorno do Pânico, podem ser comuns entre estes pacientes e costumam preceder o diagnóstico da doença. O estresse causado por um diagnóstico de câncer e seu tratamento pode precipitar a recaída de um Transtorno de Ansiedade preexistente. Estes transtornos podem incapacitar e dificultar até o tratamento, motivo pelo qual requerem um diagnóstico imediato e um controle eficaz (Maguire, 1993).

Alguns outros fatores podem aumentar a probabilidade de Transtornos de Ansiedade durante o tratamento de câncer. Entre eles se incluem os antecedentes pessoais de Transtornos de Ansiedade, concomitância de quadros dolorosos intensos, concomitância de limitações funcionais ou de carência de apoio social e consciência do avanço da doença (Breitbart, 1995).

Observa-se que certos fatores demográficos e sociais também parecem influir no grau da ansiedade do paciente oncológico, como por exemplo, ser mulher, desenvolver câncer em idade precoce, pacientes com problemas de relacionamento com suas famílias, pacientes problemas de relacionamento com amigos e médicos (Friedman, 1994).

 

Descrição

Os pacientes da oncologia costumam apresentar ansiedade patológica tanto na época do diagnóstico quanto (e principalmente) durante o tratamento. Outros, já possuidores de Transtorno Específico da Ansiedade antes de adoeceram, muito possivelmente terão recorrência do quadro. Os sintomas somáticos da ansiedade podem incluir dispnéia, transpiração, enjôo e palpitações.

Dentro do espectro da ansiedade os pacientes com câncer podem manifestar qualquer um dos seguintes Transtornos da Ansiedade:

Transtornos de Ajustamento,
Transtorno de Pânico,
Transtorno Fóbico-Ansioso,
Transtorno Obsessivo-Compulsivo,
Transtornos por Estresse Pós-Traumático,
Transtornos da Ansiedade Generalizada e;
Transtornos da Ansiedade Causados por Outras Afecções Médicas Gerais.

Podemos usar um roteiro de sintomas para considerar a possibilidade da ansiedade nos pacientes com câncer:

Tem tido algum dos sintomas abaixo desde o diagnóstico de câncer ou desde o começo do tratamento? É importante saber, também, quando ocorrem estes sintomas, quantos dias antes da quimioterapia, e quanto tempo duram?
Sente-se com medo ou “nervoso”?
Tem se sentido tenso ou apreensivo?
Tem tido que evitar certos lugares ou atividades devido ao medo?
Tem sentido seu coração batendo forte ou acelerado?
Tem tido desânimo quando está nervoso?
Tem tido transpiração excessiva e injustificada ou tremores?
Tem sentido um nó ou bolo no estômago?
Tem sentido um nó ou bolo na garganta?
Tem se percebido alguma vez de que caminha como se estivesse medindo seus passos?
Tem medo de dormir ou pensa em morrer enquanto dorme?
Preocupa-se por seu próximo exame médico, pelos resultados dos exames com semanas de antecedência?
Tem sentido repentinamente medo de perder o controle ou de tornar-se louco?
Tem sentido de repente medo de morrer mais do que o normal?
Tem preocupações fortes de quando voltará a ter dor?
Tem preocupações fortes se conseguir tomar medicação contra a dor a tempo?
Passa mais tempo que o normal na cama por medo a que alguma dor se intensifique?
Tem se sentido confuso ou desorientado ultimamente?

Vamos descrever brevemente alguns dos quadros do espectro da Ansiedade possivelmente encontrados nos pacientes da oncologia.

1 . Transtornos de Ajustamento

Os Transtornos de Ajustamento se diagnosticam em pacientes que manifestam comportamentos mal adaptados e/ou mudanças no estado de ânimo como resposta a um estresse identificado. Os comportamentos mal adaptados ou mudanças no estado de ânimo incluem nervosismo intenso, preocupação, medo e deficiência no funcionamento ocupacional, escolar, social ou familiar normais. Estes sintomas são adicionais às reações normais ao câncer e ocorrem nos 6 meses depois do estresse inicial do diagnóstico.

Em geral esses pacientes diagnosticados com Transtorno de Ajustamento não têm antecedentes de outros transtornos psiquiátricos, entretanto, os pacientes com outros transtornos crônicos têm maior probabilidade de ter tido outros problemas de ajustamento antes do câncer, problemas esses que reaparecem na doença atual. Os transtornos de ajustamento são prevalentes entre os pacientes com câncer, em particular em momentos críticos como em um exame de diagnóstico, um diagnóstico o uma recaída. A maioria dos pacientes com transtornos de ajustamento responde às técnicas de relaxamento e doses baixas de ansiolíticos (20,21). Veja Transtornos de Ajustamento pelo DSM.IV (mais completo) e no CID.10.

2. Transtornos do Pânico

Nos transtornos relacionados com o pânico, ansiedade intensa é também o sintoma predominante, ainda que possam surgir sintomas somáticos muito expressivos. Estes sintomas incluem dispnéia, enjôo, palpitações, tremores, náusea, coceiras, sensação de medo de descontrolar-se, desmaiar, passar mal ou morrer. Os ataques de Pânico podem durar vários minutos ou horas. Os pacientes com ataques de Pânico apresentam, inicialmente, sofrimento com sintomas que podem ser difíceis de diferenciar de outros transtornos clínicos orgânicos. Nesses casos, o conhecimento de antecedentes de Transtorno de Pânico pode ajudar esclarecer o diagnóstico. O pânico em pacientes com câncer se controla com maior freqüência com antidepressivos (Razavi, Stiefel – 1994). Veja Ataque de Pânico pelo DSM.IV, Transtornos de Pânico em PsiqWeb (mais completo) e na CID.10

3. Fobias

As fobias são medos persistentes e absurdos à objetos ou situações específicas que fazem com que a pessoa os evite. As pessoas com fobias experimentam geralmente ansiedade intensa e evitam as situações que potencialmente possam desencadear a crise fóbica, a qual é sempre acompanhada de sintomas autossômicos (dos Sistema Nervos Autônomo). As fobias se apresentam nos pacientes com câncer de varias maneiras; na forma de medo em ver sangre ou lesiones nos tecidos (também conhecido como fobia à agulhas), medo fóbico médicos e dos procedimentos médicos, claustrofobia (por exemplo, durante uma ressonância ou tomografia). Essas fobias podem complicar gravemente os procedimentos médicos (Razavi, Stiefel – 1994). Veja Fobias pelo DSM.IV (mais completo) e na CID.10.

4. Transtornos Obsessivo-Compulsivos

Os Transtornos Obsessivo-Compulsivos se caracterizam por pensamentos, idéias ou imagens persistentes (obsessões) e por ações repetitivas, com bons propósitos e intencionais (compulsões), realizadas pela pessoa para controlar sua intensa ansiedade. Para satisfazer os requisitos de transtorno obsessivo-compulsivo, os pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos devem tomar tanto tempo e criar tal distração que dificultam o funcionamento ocupacional, escolar, social ou familiar normais. Os pacientes com câncer que têm antecedentes de Transtornos Obsessivo-Compulsivos podem começar a desenvolver comportamentos compulsivos como lavar as mãos, revisar todo várias vezes, contar e recontar, a tal ponto que fica difícil até manejar seu tratamento médico.

Os pacientes normalmente são favorecidos a ter essa forma de ansiedade pelos traços de sua personalidade prévia, normalmente do tipo anancástico ou obsessivo. Nesse caso, a preocupação acerca do diagnóstico de câncer e seu prognóstico são os estressores necessários para o surgimento de sintomas totalmente obsessivo-compulsivos. Os transtornos obsessivo-compulsivos com maior freqüência se controlam com medicamentos antidepressivos serotonérgicos e com a clomipramina (tricíclico), além da psicoterapia cognitivo-comportamental. Felizmente este transtorno é pouco comum em pacientes com câncer que não tenham antecedentes pré-mórbidos. Veja Transtornos Obsessivo-Compulsivos pelo DSM.IV, PsiqWeb (mais completo) e na CID.10.

5. Transtorno de Estresse Pós-Traumático

O Transtorno de Estresse Pós-Traumático se diagnostica quando uma pessoa volta a experimentar uma emoção traumática com evocações, lembranças, sonhos, cenas retrospectivas, ou até alucinações perturbadoras e intrusivas tempos depois da ocorrência de um acontecimento estressor.

Ainda que as definições de vivência traumática se centralizam nas experiências humanas, fora da gama do normal (por exemplo, combates militares, torturas e desastres naturais), o diagnóstico de uma doença potencialmente mortal tem agora um papel suficiente para ser considerada um importante agente estressante traumático (DSM-IV). Além disso, a experiência da hospitalização e/ou do tratamento sofrível também pode reativar memórias traumáticas.

Os pacientes com câncer que têm Transtorno de Estresse Pós-Traumático podem tornar-se muito ansiosos antes de alguma cirurgia, antes da quimioterapia e dos procedimentos médicos. Os medicamentos ansiolíticos favorecer o ajuste e reduzir angustia, entretanto, não existem medicamentos que tenham demonstrado ser os mais eficazes sistematicamente para esse fim. A psicoterapia pode ser um tratamento bastante eficaz. Veja Transtorno de Estresse Pós-Traumático pelo DSM.IV e na CID.10.

6. Transtornos de Ansiedade Generalizada

Os Transtornos da Ansiedade Generalizada se caracterizam por ansiedade contínua, pouco realista e excessiva, há também uma preocupação excessiva acerca de diversas circunstâncias da vida. Alguns pacientes acreditam que nada os curará nem ninguém os ajudará, mesmo estando recebendo adequado apoio social.

Manifestam grande preocupação e medo de faltar dinheiro e não conseguirem nem custear as despesas do tratamento, mesmo que tenham planos de saúde adequados e/ou cobertura financeira. Com freqüência os Transtornos da Ansiedade Generalizada vêm precedidos por episódios de depressão grave.

Os Transtornos da Ansiedade Generalizada se caracterizam por tensão motora, excitação, tensão muscular e fatiga fácil, hiperatividade autonômica do tipo dispnéia, palpitações, transpiração e enjôo, sentimentos de nervosismo, irritabilidade e sobressaltos exagerados. Veja Ataque de Pânico pelo DSM.IV, Transtornos de Pânico em PsiqWeb (mais completo) e na CID.10.

 

Transtornos da Ansiedade Causados por Outras Afecções Médicas Gerais

As causas de ansiedade em pacientes com câncer podem incluir outros fatores médicos, como por exemplo a dor incontrolável, estados metabólicos anormais (por exemplo, hipercalcemia o hipoglicemia) e tumores produtores de hormônios. Os pacientes com dor forte estão ansiosos e inquietos, e ansiedade pode potenciar o dor. Para controlar adequadamente a dor, é fundamental tratar antes a ansiedade do paciente (21,22).

Um ataque agudo de ansiedade pode ser precursor de alterações no estado metabólico ou de outra ocorrência médica iminente, como é o caso do infarto do miocárdio, uma pneumonia, etc. A septicemia e as anormalidades dos eletrólitos também podem causar sintomas da ansiedade. A ansiedade súbita com dor no peito ou dificuldade respiratória pode indicar uma embolia pulmonar. Os pacientes hipóxicos podem experimentar ansiedade, ou medo de que estão se asfixiando.

 

Quadro 1: Possíveis causas da ansiedade*

Problema médico
Exemplos

Dor mal controlada
Medicamentos para dor insuficientes ou prescrito só quando necessário
Estados metabólicos anormais
Hipóxia, embolia pulmonar, sépsis, delírio, hipoglicemia, hemorragia, oclusão coronária ou insuficiência cardíaca.
Tumores secretores de hormônios
Feocromocitoma, adenoma o carcinoma tireóideo, adenoma paratireóideo, tumores que produzem ACTH e insulinoma.
Medicamentos produtores de ansiedade
Corticoesteróides, neurolépticos usados como antieméticos, tiroxina, broncodilatadores, estimulantes beta-adrenérgicos, antihistamínicos e benzodiazepínicos quando apresentam reações paradoxais em idosos.
Doenças produtoras de ansiedade
Síndrome de abstinência de sustâncias do tipo; álcool, analgésicos, narcóticos, sedativos e hipnóticos.

*Adaptado de: Massie MJ: Anxiety, panic and phobias. In Holland JC, Rowland JH, eds., Handbook of Psychooncology: psychological care of the
patient with cancer. New York: Oxford University Press, 1989, pp. 300-309.

Muitos medicamentos também podem precipitar ansiedade. Os corticóides, por exemplo, podem produzir excitação motora, nervosismo ou até euforia, assim como depressão e idéias de suicídio. Os broncodilatadores e estimulantes dos receptores beta-adrenérgicos empregados para tratar doenças respiratórias crônicas podem causar grande ansiedade, irritabilidade e tremores.

A acatisia, que é uma excitação motora acompanhada de sentimentos subjetivos de angústia, é um efeito secundário relativamente comum dos neurolépticos. Na oncologia alguns neurolépticos (amplictil…) costumam ser usados para controlar o vômito dos pacientes em quimioterapia.

Os tumores localizados em certos locais podem produzir sintomas que se assemelham aos transtornos da ansiedade. É o caso, por exemplo, do feocromocitoma e dos microadenomas pituitários (Wilcox – 1991). Os cânceres pancreáticos que não secretam hormônios podem causar sintomas da ansiedade. Os tumores primários do pulmão e as metástases do pulmão podem causar dispnéia, a qual pode produzir à ansiedade.

Ballone GJ – Ansiedade no Paciente com Câncer – in. PsiqWeb.

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