O termo psicoterapia designa uma forma de intervenção planejada e estruturada com a finalidade de influenciar os padrões de resposta comportamentais, do humor e emocionais a diferentes estímulos através de métodos verbais e não verbais (I), é um processo de descobrimento onde o objetivo é eliminar ou controlar sintomas considerados inadequados ou que causam sofrimento para que a pessoa possa obter um funcionamento considerado adequado. Pode também ser utilizada para ajudar a pessoa a superar problemas específicos ou estimular o crescimento e a cura emocional (II). Tal trabalho geralmente ocorre em sessões regularmente agendadas, usualmente com duração de 45 a 50 minutos, onde a pessoa trabalha com um psicoterapeuta para identificar, aprender a manejar e, finalmente, superar os problemas emocionais e mentais. As discussões entre ambos revelam as bases dos problemas e permitem ao indivíduo melhorar o entendimento de si próprio e obter alívio em questões específicas. Esse processo ativo requer concentração, energia e comprometimento de ambas as partes (II), podendo ou não associar-se ao uso de métodos bioquímicos ou biológicos (I). A duração do processo pode ser a mais variada possível, com muitos pacientes completando a psicoterapia em 16 ou menos sessões, quando sob psicoterapia breve, especialmente para problemas de comportamentos específicos (II). Embora a maior parte das pessoas que se submetam à psicoterapia experimentem melhora significativa, não há nada de mágico na psicoterapia. Não é um procedimento feito pelo terapeuta para o paciente; na verdade, é um processo entre o terapeuta e o paciente no qual ambos trabalham em conjunto (I), de forma que a psicoterapia individual ocorre na privacidade da relação terapeuta-paciente. Porém, a psicoterapia também pode ser realizada no contexto de tratamento em grupo, conjugal ou familiar (I, II). Grupos de auto-ajuda também ajudam pacientes e membros da família, porém não devem ser considerados como substitutos à psicoterapia (I). Recentemente têm surgido várias evidências acerca do custo-benefício das abordagens psicoterápicas no manejo da psicose e de alguns distúrbios do humor e relacionados ao estresse, em combinação ou como alternativa à farmacoterapia. Um achado consistente de pesquisa é que as intervenções psicológicas promovem a melhora da satisfação e concordância com o tratamento, o que pode contribuir significativamente para reduzir as taxas de recaída, reduzir hospitalização e diminuir o desemprego. Além disso, os custos adicionais dos tratamentos psicológicos são compensados pela menor utilização de outros serviços de saúde (II, 2, 3). Vários tipos de psicoterapias, particularmente as intervenções cognitivo-comportamentais e terapia interpessoal, são efetivas no tratamento de fobias, dependência de álcool e drogas e sintomas psicóticos, como delírios e alucinações. Elas também ajudam pacientes deprimidos a aprender como melhorar as estratégias para lidar e reduzir o desconforto dos sintomas (II). Muitos tipos de problemas emocionais e mentais podem ser auxiliados com a psicoterapia: distúrbios do humor (depressão e distúrbio bipolar); transtornos de ansiedade (fobia, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno de estresse pós-traumático); transtornos alimentares (anorexia nervosa, bulimia e obesidade); problemas associados ao abuso de álcool e drogas; problemas relacionados às circunstâncias e eventos da vida, como perda e sofrimento, dificuldades conjungais, abuso ou eventos traumáticos, ou lidar com pais idosos ou filhos adolescentes; problemas mentais e emocionais relacionados a doenças médicas não psiquiátricas; distúrbios envolvendo interrupção nas funções da consciência, identidade e memória (transtornos dissociativos); transtornos de personalidade; problemas de funcionamento no trabalho. No caso de doença mental grave, como esquizofrenia e outros distúrbios psicóticos, a psicoterapia é frequentemente usada para ajudar os pacientes a entender e lidar com sua doença, de posse desse entendimento o paciente apresenta maior chance de permanecer em tratamento e assim evitar a recaída (I). Tipos de psicoterapia
Existem muitos tipos de psicoterapia, derivadas de diferentes técnicas e abordagens originadas de diferentes fundamentações teóricas, assim algumas formas de psicoterapia se concentram no aqui e agora, enquanto outras focalizam na experiência passada para atingir a percepção interna sobre como os problemas surgem e como podem se apresentar no presente, mesmo assim, exceto algumas poucas técnicas usadas em determinadas condições específicas, nenhuma é melhor que a outra. Algumas dessas técnicas demonstraram eficácia em relação a diversos distúrbios mentais e comportamentais, entre elas a terapia comportamental, terapia cognitiva, terapia interpessoal, técnicas de relaxamento e terapia de suporte (aconselhamento) (I, II, 4). Para determinar qual terapia ou terapias serão possivelmente as mais efetivas para determinada pessoa, o psicoterapeuta considera a natureza do problema a ser tratado e a personalidade, base cultural e experiências daquele indivíduo. Um terapeuta pode usar um tipo de terapia para tratar tipos específicos de problemas, já para outros poderá utilizar técnicas derivadas de diversos tipos de psicoterapia. As terapias mais freqüentemente utilizadas são a psicodinâmica, interpessoal, cognitiva e comportamental. O meu trabalho se consiste: A terapia psicodinâmica é utilizada como uma forma de ajudar às pessoas a entenderem a si próprias de forma mais ampla. Esta abordagem envolve a descoberta de conflitos inconscientes e aprendizado para lidar de forma mais eficaz com eles. Também pode abranger a assistência ao entendimento de como certos tipos de experiências adversas da infância podem levar ao sentimento de incompletude, ansiedade ou tormento com baixa auto-estima que interfere com o funcionamento adulto. Esta forma de terapia se baseia na premissa de que o bem-estar mental é influenciado por conflitos inconscientes, experiências significativas da infância e sentimentos dolorosos que são camuflados por uma série de mecanismos de defesa. |